sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Empresários e trabalhadores do ABC organizam ato em defesa dos empregos

Da Redação 

Na próxima quarta-feira (12), empresários e trabalhadores do ABC realizarão uma passeata pela defesa dos empregos da indústria no ABC e pela retomada do desenvolvimento econômico regional. A concentração ocorrerá no Parque Antônio Flaquer (Ipiranguinha) na Rua Sete de setembro, Vila Alzira, em Santo André, às 8h, e seguirá em caminhada até o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC (Avenida Ramiro Colleoni, 05 – Centro).

O movimento batizado de “Reage ABC” entregará nas mãos do presidente do Consórcio, Gabriel Maranhão, uma carta que tem como objetivo caracterizar a crise na região (paralisação industrial, quedas nas vendas do comércio e do serviço, desemprego crescente), cobrando a construção de um fórum regional para buscar soluções, tendo em vista a representação de toda a sociedade do ABC.

Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Santo André (ACISA), Evenson Robles Dotto, esta manifestação é uma forma de demonstrar a insatisfação da classe empresarial em relação a atual situação econômica na qual o País se encontra. “Não devemos apenas reclamar, é preciso agirmos, pois não podemos deixar que uma região que cresceu e se desenvolveu à sombra da industrialização hoje se curve ao desemprego”, desabafa.

Essa será a primeira ação do Movimento Reage ABC que acompanhará de perto as ações dos governantes do ABC, para que ocorra uma reversão no quadro de demissões na indústria, trabalhadores em regime de lay-off, falta de investimentos e de apoio às empresas. 


Sebrae e Acisbec promovem encontro sobre franquias

Da Redação 

A 2ª edição do Café com Franquias ocorre  na próxima quinta-feira (13), das 8h30 às 13h, na sede da Associação Comercial de São Bernardo do Campo (Acisbec), que fica na Rua Imperador, 14, Nova Pretrópolis, em São Bernardo do Campo. Organizado pelo escritório regional do Sebrae no ABC e a Acisbec, o evento gratuito é voltado aos empresários potenciais, que buscam informações sobres os riscos e ganhos em franquias.

O evento contará com a presença de quatro empresários e proprietários de lojas franqueadas: Mauricio Maccaferri, da Authentic Feet e Art Walk; Valdirene Coelho, da Mister Mix e Bonatto Baby; Valdir Araújo, da Cacau Show; e Janaina Ama, da Morana e Touch.

O consultor de marketing do Escritório Regional do Sebrae no Grande ABC, Caio César Massao Ito, diz que as palestras vão discorrer sobre vários aspectos do tema: "Eles falarão sobre retenção de talentos, dedicação ao negócio, investimentos iniciais, capital de giro e também o apoio do franqueador aos franqueados", afirma.

As vagas são limitadas. Para mais informações e inscrições escreva para eventos@acisbec.com.br ou ligue 2131-4802.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Índice da inflação semanal recua em cinco das sete capitais pesquisadas em julho

De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) a inflação registrou desaceleração e fechou o mês de julho com variação de 0,53%. O resultado é 0,08 ponto percentual abaixo da taxa divulgada na semana anterior (0,61%). Em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação GetÚlio Vargas (FGV), a inflação semanal perdeu ritmo.

Em Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo e no Recife os índices registrados na última semana de julho foram inferiores aos da penúltima semana. No Rio de Janeiro, o índice se manteve estável nas duas apurações, em 0,24%. Brasília foi a única capital pesquisada que registrou alta do IPC-S de 0,04 ponto percentual (de 0,5% para 0,54%).

Segundo os dados divulgados pela FGV, apesar da leve queda de 0,03 ponto percentual, São Paulo segue como a capital com maior IPC-S. O índice variou de 0,93% para 0,90. Salvador foi a capital com maior desaceleração do IPC-S. O índice caiu 0,33 ponto percentual passando de 0,57% na terceira semana de julho para 0,24% na última semana.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A galinha dos ovos de ouro

Confiança do Agronegócio tem pior nível no primeiro trimestre, exigindo políticas públicas estruturantes. 

Por João Guilherme Sabino Ometto

Com uma safra de grãos recorde, pela primeira vez acima de 200 milhões de toneladas, exportações ainda elevadas, o dólar valorizado, compensando em parte a queda dos preços internacionais, além do PIB do setor agropecuário, que apresentou crescimento de 4,7% no primeiro trimestre de 2015, contra um desempenho negativo da economia em geral, o agronegócio continua sendo o grande ponto de resistência da combalida economia brasileira. Assim, é importante que as políticas públicas relativas ao setor, como a oferta e as condições do crédito, contribuam para que ele vença os desafios que tem pela frente, num cenário preocupante sob a ótica estrutural. 

Segundo Ometto, momento exige políticas públicas direcionadas ao agronegócio | Foto: Agência Brasil


São vários os sinais que apontam para um período mais crítico do ciclo de alta dos preços internacionais das commodities agrícolas, iniciado em 2007. Essa inflexão das cotações em níveis mais baixos não aconteceu em anos anteriores, pois, além da demanda aquecida, ocorreram importantes restrições de oferta, como a forte quebra da safra de milho nos Estados Unidos em 2012/13, de mais de 40 milhões de toneladas.

No entanto, com uma safra global mais robusta em 2014/15 e expectativas positivas à frente, amparadas pelo bom andamento do plantio norte-americano de milho e da previsão otimista para a segunda safra no Brasil o reflexo no mercado é inevitável. Embora o dólar mais forte tenha atenuado em parte o impacto da situação, em especial no início deste ano, as dúvidas para o próximo ciclo são muito grandes.

Uma dessas incertezas diz respeito às relações de troca, ou seja, quanto do produto, seja a soja ou milho, precisará ser vendido para comprar fertilizantes, defensivos e outros itens. Isso porque o dólar influencia ambos os preços. As últimas informações disponíveis sobre importações de insumos agropecuários mostram que elas devem girar atualmente em torno dos U$S 25 bilhões por ano.
O ambiente de dúvidas tem levado os produtores a colocarem os pés no freio. Um bom exemplo deste cenário foi a “Agrishow”, que apresentou uma queda de cerca de 30% no volume de negócios, algo inédito em uma das feiras mais importantes do setor de máquinas e equipamentos agrícolas do Brasil, que vinha registrando crescimento ano a ano.

Tal incerteza é traduzida e reforçada pelo Índice de Confiança do Agronegócio, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Com queda de oito pontos na sondagem do primeiro trimestre de 2015, a pesquisa registra o pior nível da série, iniciada em 2013. Verificou-se postura de cautela, com a postergação da aquisição e consequente queda nas vendas dos insumos no primeiro trimestre. Isso parece reverter a tendência observada desde 2008, de antecipação das compras.

Também contribuiu para o ceticismo, a dificuldade de acesso ao crédito pré-custeio e a indefinição/paralisação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BNDES) em janeiro e fevereiro, que levou a quedas preocupantes nas vendas de máquinas e implementos, que chegaram a 42% no caso das colhedeiras, de acordo com os últimos números da Anfavea. Nem mesmo o produtor pecuário, que se mantinha em um patamar mais elevado de confiança, escapou desse clima, já que a reposição do bezerro, cada vez mais cara, vem comprometendo o efeito dos bons preços da arroba do boi gordo.

Algumas revelações são importantes em todo esse contexto, mas destaco dois pontos: o crédito e a economia brasileira. O primeiro tem sido o motor do agronegócio na última década. Ano a ano, observa-se uma elevação dos montantes de financiamento do Plano Agrícola e Pecuário (PAP), taxas de juros competitivas e a diversificação das linhas. Como já demonstraram estudos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), trata-se de política, no caso do Brasil, que não distorce os mercados, ao contrário de outros relevantes produtores mundiais. 

Nesse sentido, o crescimento do volume total de crédito anunciado pelo Governo Federal, de 20% em relação ao ano passado é sem dúvida uma boa notícia, ainda mais em época de restrição orçamentária. Por outro lado, vale observar que a elevação deu-se fundamentalmente a partir de taxas de juros livres, o que encarecerá o crédito. Já em relação aos juros controlados, que seguem competitivos frente a uma Selic que pode chegar aos 14% este ano, resta saber como será o comportamento dos agentes financeiros: esse recurso de fato chegará às mãos do produtor? Ficam algumas incertezas, especialmente para o segundo semestre. 

No tocante à economia, é fundamental mencionar que, a despeito do forte desempenho exportador do nosso agronegócio e da influência dos mercados internacionais na formação dos preços de uma série de produtos, o setor não está alheio à crise. O motivo é simples, uma vez que o mercado doméstico é o grande vetor de crescimento para uma fatia importante das commodities produzidas no Brasil, com grande destaque para as proteínas animais.

O ano está repleto de dúvidas. São muitas as variáveis incontroláveis. Um novo problema climático, por exemplo, pode modificar o cenário. É aí que a capacidade de planejamento e organização, em especial do Governo Federal, precisa vir à tona com toda a força. São necessárias políticas públicas estruturantes, já muito conhecidas, direcionadas ao agronegócio, cuja resiliência vem sendo um porto seguro para o Brasil. Precisamos manter vivo, forte e produtivo o setor que tem sido nossa galinha dos ovos de ouro!

João Guilherme Sabino Ometto, engenheiro (Escola de Engenharia de São Carlos - EESC/USP), é vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo São Martinho, vice-presidente da FIESP e coordenador do Comitê de Mudança do Clima da entidade.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Ministro Mangabeira participa de assembleia de prefeitos do ABC

Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos estará no Consórcio Intermunicipal nesta segunda

Na próxima segunda-feira (03), o Consórcio Intermunicipal Grande ABC receberá na assembleia mensal de prefeitos, a visita do Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR), Roberto Mangabeira Unger. O ministro conhecerá a experiência de articulação regional do Consórcio, como subsídio para a construção de um modelo de agências regionais. A viabilização técnica e jurídica desta ação já está sendo estudada pelo governo federal.

Ministro estará na assembleia do Consórcio no próximo dia 03 | Foto: divulgação

O primeiro contato entre a área técnica da Secretaria e o Consórcio ocorreu no último dia 22. Na ocasião, representantes do Consórcio e da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC estiveram em Brasília, onde apresentaram suas experiências de sucesso, estrutura e projetos ao Secretário Executivo da SAE, Vitor Chaves e sua equipe. A ideia da Secretaria é criar modelos de agências regionais como estratégia de desenvolvimento nacional.

A assembleia mensal de prefeitos tratará também sobre a apresentação da proposta de elaboração do Plano Regional de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que será feita pelo Comitê de Programa Resíduos Sólidos. Essa proposta é uma das ações prioritárias do Plano Plurianual (PPA) Regional Participativo 2014-2017. 

Além desses temas, a reunião voltará a debater a negociação com o governo estadual para descentralização da entrega de medicamentos na região. Outro assunto que receberá atenção dos prefeitos é a versão estadual do Programa de Atenção Básica (Pabinho), com previsão de transferência de recursos aos municípios.

Prêmio do Sebrae para empresários recebe inscrições

Interessados podem se inscrever até 31 de julho 

Por Eduardo Kaze

Na última sexta-feira (24), representantes do Sebrae estiveram em Santo André para apresentar o Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas. O encontro, ocorrido no Auditório Heleny Guariba, do Teatro Municipal, reuniu cerca de 15 empreendedores que receberam orientações sobre o regulamento e foram informados sobre o diagnóstico de gestão oferecido pelo Sebrae.

Vice-prefeita destaca que o objetivo é fortalecer o empresário da cidade | Foto: divulgação

De acordo com a vice-prefeita de Santo André e secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia,  Oswana Fameli, "o prêmio incentiva que os empresários mostrem uma forma diferenciada de gestão do seu negócio, com eficiência, modernização e inovação. O objetivo é fortalecer o empresário da cidade", destaca.

A apresentação foi realizada pelo consultor do Sebrae, Fábio Costa Souza, que explicou métodos de gestão eficiente dos negócios e realizou a inscrição dos interessados. "O questionário de autoavaliação que os empresários respondem é baseado no Modelo de Excelência da Gestão (MEG) da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Seguir esse modelo significa a adoção de melhorias em processos e produtos, aumento da produtividade, identificação de pontos fortes e oportunidades para melhoria, entre outros. Preenchendo o formulário, o empresário já está participando e recebe, em seu e-mail, uma análise realizada pelo Sebrae com os primeiros passos para melhorar sua gestão", salienta Souza.

O período de inscrições e o prazo para devolução do questionário de autoavaliação se encerra em 31 de julho. Outras informações pelo portal www.mbc.org.br, telefone 4990-1911 ou e-mail fabioscs@sebraesp.com.br.

Marinho apresenta novo secretário de Desenvolvimento

Hitoshi Hyodo foi apresentado como novo secretário na Pinacoteca Municipal 

O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, apresentou nesta quinta-feira (30) Hitoshi Hyodo como novo secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo. Hyodo ocupa o lugar de Jefferson José da Conceição, titular da Pasta desde 2009. O evento, que teve a presença de empresários, deputados estaduais, vereadores e secretários municipais, foi realizado na Pinacoteca Municipal de São Bernardo.
Marinho (centro) apresentou Hitoshi (à direita) como novo secretário. 

Durante a cerimônia, Conceição foi homenageado pelos serviços à frente da pasta e fez discurso emocionado agradecendo o empenho de sua equipe durante os seis anos em que foi secretário. Após a cerimônia de mudança de cargo, Marinho afirmou que Conceição continuará na administração municipal, agora como diretor superintendente do Instituto de Previdência do Município (SBCPrev) no lugar de Glória Sakoto Konno. A sua nomeação ocorrerá na segunda-feira (3).

Marinho ressaltou que a escolha de Hyodo tem base no fato de o empresário representar importante setor econômico de São Bernardo. “Convidamos vocês (empresários) para contribuir ainda mais com o desenvolvimento e a transformação da cidade e também dar sequência ao trabalho que vem sendo realizado”, destaca o prefeito. 

O novo secretário afirma que o seu compromisso é dar continuidade aos trabalhos, mas também contribuir com a experiência adquirida na iniciativa privada. “Estamos em uma região com cinco montadoras, o que mostra a importância e o peso do setor empresarial”, conclui.

Hyodo é diretor eleito do Ciesp-São Bernardo do Campo, tem graduação superior em Administração de Empresas pela Escola Superior de Administração e Negócios – ESAN/FEI. É graduado como técnico eletrônico pela então Escola Técnica Industrial Lauro Gomes, atual ETEC. Por mais de 10 anos trabalhou em empresa nacional de tecnologia e há quase 20 anos montou sua própria empresa, na área de tecnologia e segurança de informação. Também é diretor da Associação Cultural Mizuho – de promoção da cultura japonesa em São Bernardo.  Para assumir a secretária, Hyodo se licencia do cargo de presidente do conselho consultivo das escolas Sesi/Senai de São Bernardo do Campo.