terça-feira, 18 de agosto de 2015

Sebrae promove encontro sobre o mercado de pizza

A Associação Comercial de São Bernardo do Campo (Acisbec) receberá em 26 de agosto, a edição ABC do Projeto Delivery Brasil. O encontro promovido pelo Sebrae do Grande ABC em parceria com o grupo Conpizza, será das 11h às 15h e é gratuito.

Encontro esclareça dúvidas sobre o mercado da pizza | Foto: Reprodução 
O evento contará com as palestras de Adilson Barboza, Erik Momo e André Cotta, que tirarão dúvidas relacionadas ao marketing, estratégias empresariais e de divulgação das pizzarias. Além deles, o cofundador da Associação das Pizzarias Unidas de São Paulo, Carlos Zopetti, palestrará sobre a importância da união dos empresários do setor.

Durante o intervalo serão servidas pizzas produzidas pelo chef Sudário Silva, premiado internacionalmente. As vagas para o evento são limitadas. Inscrições e mais informações podem ser obtidas pelo portal www.conpizza.com.br ou pelo telefone 3473-5843. A Acisbec fica na Rua do Imperador, 14 – Nova Petrópolis – São Bernardo do Campo.


terça-feira, 11 de agosto de 2015

ACISA e Sebrae organizam palestra sobre relacionamento com clientes

A Associação Comercial e Industrial de Santo André (ACISA), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), promove na próxima terça-feira (18) às 19h, a palestra “Melhore a relação com seu cliente”.

A palestra será conduzida pelo consultor de Negócios do Sebrae Leandro Reale Perez, formado em Administração de Empresas com ênfase em Finanças e com mestrado em Estratégias e Marketing. 

O bom relacionamento com o cliente será tratado como fator importante para o sucesso do negócio e o empresário receberá orientações de como interpretar a visão do consumidor de seus serviços, além de receber dicas de estratégias para construir e manter resultados satisfatórios. Para mais informações ligue para 2199-1674.



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Banco Confia disponibiliza R$40 milhões para microempreendedores

O Banco Confia Microfinanças e Empreendedorismo está com R$ 40 milhões disponíveis de crédito para microempreendedores. O anuncio foi feito pelo presidente da instituição, Guto Ferreira. A instituição, que é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), já emprestou mais de R$ 350 milhões desde 2001.

Segundo Ferreira, o banco está com crédito disponível para financiar o crescimento do pequeno empresário. “Temos crédito para fomentar negócios na base da pirâmide e precisamos que as pessoas saibam. Emprestamos também para quem está com o nome negativado. Mas para emprestarmos é obrigatório que nossos clientes façam nosso curso de educação financeira e empreendedorismo, ambos gratuitos. Estamos falando do fotógrafo que precisa de um bom equipamento, da manicure que quer reformar seu espaço para receber as clientes e do dono do açougue que terá que se adequar às normas da vigilância sanitária para não fechar”, ressalta.

Somente moradores da capital, Grande São Paulo e Litoral podem requisitar o crédito. O empréstimo pode ser realizado de forma individual ou solidária – em grupo de três ou quatro pessoas - onde um torna-se avalista do outro. Caso um não pague, os demais serão responsáveis. Os valores podem ser pagos em até oito prestações e variam entre R$1,5 mil e R$15 mil, com taxas de juros de até 3,9% ao mês. A equipe do banco realiza um analise desburocratizada, mas rigorosa do perfil do interessado.

Ferreira destaca que pelo fato da instituição ser uma organização social e não visar o lucro, o não pagamento do empréstimo prejudica outras pessoas que estão precisando. “O microempreendedor tem essa consciência. Com isso, conseguimos manter uma taxa de inadimplência de apenas 2,3%”, finaliza o presidente. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 2797-7300 ou diretamente em uma das quatro agências espalhadas pela cidade de São Paulo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Empresários e trabalhadores do ABC organizam ato em defesa dos empregos

Da Redação 

Na próxima quarta-feira (12), empresários e trabalhadores do ABC realizarão uma passeata pela defesa dos empregos da indústria no ABC e pela retomada do desenvolvimento econômico regional. A concentração ocorrerá no Parque Antônio Flaquer (Ipiranguinha) na Rua Sete de setembro, Vila Alzira, em Santo André, às 8h, e seguirá em caminhada até o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC (Avenida Ramiro Colleoni, 05 – Centro).

O movimento batizado de “Reage ABC” entregará nas mãos do presidente do Consórcio, Gabriel Maranhão, uma carta que tem como objetivo caracterizar a crise na região (paralisação industrial, quedas nas vendas do comércio e do serviço, desemprego crescente), cobrando a construção de um fórum regional para buscar soluções, tendo em vista a representação de toda a sociedade do ABC.

Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Santo André (ACISA), Evenson Robles Dotto, esta manifestação é uma forma de demonstrar a insatisfação da classe empresarial em relação a atual situação econômica na qual o País se encontra. “Não devemos apenas reclamar, é preciso agirmos, pois não podemos deixar que uma região que cresceu e se desenvolveu à sombra da industrialização hoje se curve ao desemprego”, desabafa.

Essa será a primeira ação do Movimento Reage ABC que acompanhará de perto as ações dos governantes do ABC, para que ocorra uma reversão no quadro de demissões na indústria, trabalhadores em regime de lay-off, falta de investimentos e de apoio às empresas. 


Sebrae e Acisbec promovem encontro sobre franquias

Da Redação 

A 2ª edição do Café com Franquias ocorre  na próxima quinta-feira (13), das 8h30 às 13h, na sede da Associação Comercial de São Bernardo do Campo (Acisbec), que fica na Rua Imperador, 14, Nova Pretrópolis, em São Bernardo do Campo. Organizado pelo escritório regional do Sebrae no ABC e a Acisbec, o evento gratuito é voltado aos empresários potenciais, que buscam informações sobres os riscos e ganhos em franquias.

O evento contará com a presença de quatro empresários e proprietários de lojas franqueadas: Mauricio Maccaferri, da Authentic Feet e Art Walk; Valdirene Coelho, da Mister Mix e Bonatto Baby; Valdir Araújo, da Cacau Show; e Janaina Ama, da Morana e Touch.

O consultor de marketing do Escritório Regional do Sebrae no Grande ABC, Caio César Massao Ito, diz que as palestras vão discorrer sobre vários aspectos do tema: "Eles falarão sobre retenção de talentos, dedicação ao negócio, investimentos iniciais, capital de giro e também o apoio do franqueador aos franqueados", afirma.

As vagas são limitadas. Para mais informações e inscrições escreva para eventos@acisbec.com.br ou ligue 2131-4802.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Índice da inflação semanal recua em cinco das sete capitais pesquisadas em julho

De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) a inflação registrou desaceleração e fechou o mês de julho com variação de 0,53%. O resultado é 0,08 ponto percentual abaixo da taxa divulgada na semana anterior (0,61%). Em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação GetÚlio Vargas (FGV), a inflação semanal perdeu ritmo.

Em Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo e no Recife os índices registrados na última semana de julho foram inferiores aos da penúltima semana. No Rio de Janeiro, o índice se manteve estável nas duas apurações, em 0,24%. Brasília foi a única capital pesquisada que registrou alta do IPC-S de 0,04 ponto percentual (de 0,5% para 0,54%).

Segundo os dados divulgados pela FGV, apesar da leve queda de 0,03 ponto percentual, São Paulo segue como a capital com maior IPC-S. O índice variou de 0,93% para 0,90. Salvador foi a capital com maior desaceleração do IPC-S. O índice caiu 0,33 ponto percentual passando de 0,57% na terceira semana de julho para 0,24% na última semana.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A galinha dos ovos de ouro

Confiança do Agronegócio tem pior nível no primeiro trimestre, exigindo políticas públicas estruturantes. 

Por João Guilherme Sabino Ometto

Com uma safra de grãos recorde, pela primeira vez acima de 200 milhões de toneladas, exportações ainda elevadas, o dólar valorizado, compensando em parte a queda dos preços internacionais, além do PIB do setor agropecuário, que apresentou crescimento de 4,7% no primeiro trimestre de 2015, contra um desempenho negativo da economia em geral, o agronegócio continua sendo o grande ponto de resistência da combalida economia brasileira. Assim, é importante que as políticas públicas relativas ao setor, como a oferta e as condições do crédito, contribuam para que ele vença os desafios que tem pela frente, num cenário preocupante sob a ótica estrutural. 

Segundo Ometto, momento exige políticas públicas direcionadas ao agronegócio | Foto: Agência Brasil


São vários os sinais que apontam para um período mais crítico do ciclo de alta dos preços internacionais das commodities agrícolas, iniciado em 2007. Essa inflexão das cotações em níveis mais baixos não aconteceu em anos anteriores, pois, além da demanda aquecida, ocorreram importantes restrições de oferta, como a forte quebra da safra de milho nos Estados Unidos em 2012/13, de mais de 40 milhões de toneladas.

No entanto, com uma safra global mais robusta em 2014/15 e expectativas positivas à frente, amparadas pelo bom andamento do plantio norte-americano de milho e da previsão otimista para a segunda safra no Brasil o reflexo no mercado é inevitável. Embora o dólar mais forte tenha atenuado em parte o impacto da situação, em especial no início deste ano, as dúvidas para o próximo ciclo são muito grandes.

Uma dessas incertezas diz respeito às relações de troca, ou seja, quanto do produto, seja a soja ou milho, precisará ser vendido para comprar fertilizantes, defensivos e outros itens. Isso porque o dólar influencia ambos os preços. As últimas informações disponíveis sobre importações de insumos agropecuários mostram que elas devem girar atualmente em torno dos U$S 25 bilhões por ano.
O ambiente de dúvidas tem levado os produtores a colocarem os pés no freio. Um bom exemplo deste cenário foi a “Agrishow”, que apresentou uma queda de cerca de 30% no volume de negócios, algo inédito em uma das feiras mais importantes do setor de máquinas e equipamentos agrícolas do Brasil, que vinha registrando crescimento ano a ano.

Tal incerteza é traduzida e reforçada pelo Índice de Confiança do Agronegócio, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Com queda de oito pontos na sondagem do primeiro trimestre de 2015, a pesquisa registra o pior nível da série, iniciada em 2013. Verificou-se postura de cautela, com a postergação da aquisição e consequente queda nas vendas dos insumos no primeiro trimestre. Isso parece reverter a tendência observada desde 2008, de antecipação das compras.

Também contribuiu para o ceticismo, a dificuldade de acesso ao crédito pré-custeio e a indefinição/paralisação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BNDES) em janeiro e fevereiro, que levou a quedas preocupantes nas vendas de máquinas e implementos, que chegaram a 42% no caso das colhedeiras, de acordo com os últimos números da Anfavea. Nem mesmo o produtor pecuário, que se mantinha em um patamar mais elevado de confiança, escapou desse clima, já que a reposição do bezerro, cada vez mais cara, vem comprometendo o efeito dos bons preços da arroba do boi gordo.

Algumas revelações são importantes em todo esse contexto, mas destaco dois pontos: o crédito e a economia brasileira. O primeiro tem sido o motor do agronegócio na última década. Ano a ano, observa-se uma elevação dos montantes de financiamento do Plano Agrícola e Pecuário (PAP), taxas de juros competitivas e a diversificação das linhas. Como já demonstraram estudos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), trata-se de política, no caso do Brasil, que não distorce os mercados, ao contrário de outros relevantes produtores mundiais. 

Nesse sentido, o crescimento do volume total de crédito anunciado pelo Governo Federal, de 20% em relação ao ano passado é sem dúvida uma boa notícia, ainda mais em época de restrição orçamentária. Por outro lado, vale observar que a elevação deu-se fundamentalmente a partir de taxas de juros livres, o que encarecerá o crédito. Já em relação aos juros controlados, que seguem competitivos frente a uma Selic que pode chegar aos 14% este ano, resta saber como será o comportamento dos agentes financeiros: esse recurso de fato chegará às mãos do produtor? Ficam algumas incertezas, especialmente para o segundo semestre. 

No tocante à economia, é fundamental mencionar que, a despeito do forte desempenho exportador do nosso agronegócio e da influência dos mercados internacionais na formação dos preços de uma série de produtos, o setor não está alheio à crise. O motivo é simples, uma vez que o mercado doméstico é o grande vetor de crescimento para uma fatia importante das commodities produzidas no Brasil, com grande destaque para as proteínas animais.

O ano está repleto de dúvidas. São muitas as variáveis incontroláveis. Um novo problema climático, por exemplo, pode modificar o cenário. É aí que a capacidade de planejamento e organização, em especial do Governo Federal, precisa vir à tona com toda a força. São necessárias políticas públicas estruturantes, já muito conhecidas, direcionadas ao agronegócio, cuja resiliência vem sendo um porto seguro para o Brasil. Precisamos manter vivo, forte e produtivo o setor que tem sido nossa galinha dos ovos de ouro!

João Guilherme Sabino Ometto, engenheiro (Escola de Engenharia de São Carlos - EESC/USP), é vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo São Martinho, vice-presidente da FIESP e coordenador do Comitê de Mudança do Clima da entidade.