quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Vendas de automóveis novos sobem em novembro

Da Redação 

De acordo com dados divulgados hoje (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) as vendas de automóveis novos cresceram 12% em novembro na comparação com outubro. Foram 178,2 mil unidades licenciadas em novembro contra 159 mil no mês anterior. 

No comparativo contra novembro do ano passado, quando 195,2 mil unidades foram comercializadas, a queda foi de 8,7%. Com um mês restante no ano, 1,84 milhão de unidades já foram negociadas, o que significa baixa de 21,2% frente as 2,34 milhões de 2015. Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, o desempenho ficou dentro da expectativa: 

| Foto: Reprodução 

“Historicamente os dois últimos meses do ano apresentam bons resultados e, portanto, avaliamos o desempenho como natural, o que não deixa de ser um fato positivo. Afinal, a média diária de licenciamento foi a maior do ano, próxima de 9 mil unidades. O momento é importante para encontrar uma estabilização do ambiente político que permita o encaminhamento das reformas econômicas necessárias, pois só assim elevaremos a confiança de maneira mais acelerada”. 

A produção fechou novembro com 213,3 mil autoveículos fabricados, uma elevação de 22,4% ante as 174,3 mil unidades de outubro. Na análise contra novembro do ano passado, que registrou 175,1 mil unidades, o resultado ficou 21,8% maior. No acumulado o recuo é de 14,6%: 1,95 milhão de unidades este ano e 2,29 milhões em 2015.

 As exportações no último mês chegaram a 57,1 mil unidades, alta de 54,7% em relação a outubro, com 36,9 mil, e de 56,4% contra as 36,5 mil de novembro do ano passado. Na soma dos onze meses transcorridos o resultado somou 457,8 mil unidades, 23,4% acima em relação ao volume negociado no ano passado, com 371,1 mil unidades.



Compras de fim de ano injetarão R$ 14,8 bilhões no comércio

Da Redação

As compras de Natal devem movimentar receita de R$ 14,8 bilhões na economia do Brasil, de acordo com pesquisa realizada pela Fecomércio RJ/Ipsos. O levantamento mostra que 41% dos brasileiros irão presentear alguém na data comemorativa. Na análise por região, a pesquisa indica que 46% pretende presentear alguém na região Sul, seguido de 44% na região Norte; 41% no Centro Oeste; 40% no Sudeste e 37% no Nordeste. 

Ao observar os dados por classes sociais, 53% dos brasileiros das classes A/B disseram que irão adquirir algum produto para a data. Já na Classe C esse percentual fica em 40%, seguido de 21% da D/E. 
41% dos brasileiros pretendem comprar presentes para o Natal | Foto: Reprodução 

Em relação ao ticket médio, neste fim de ano, os consumidores informaram que vão optar por produtos mais baratos: o gasto médio real, considerando todos os presentes, deve ficar em R$ 235,25. 

Quando questionados sobre as formas de pagamento mais utilizadas, a forma à vista deve ser a mais utilizada segundo 77%, o que indica amadurecimento da tomada de decisões dos brasileiros diante da conjuntura econômica pois buscam começar 2017 sem dívidas. Por sua vez, o parcelamento será a opção de 16% dos que afirmaram que vão presentear, seguida de 5% para quem vai pagar parte à vista parte à crédito.  

Presentes mais procurados

Assim como no ano anterior, as lembrancinhas (43%) continuam sendo a preferência do consumidor no Natal, seguido por roupas e acessórios (40%) e brinquedos (22%). Grande parte das compras será feita em estabelecimentos físicos, segundo 95% dos que vão presentear. As compras virtuais foram informadas por 4% dos consumidores. 

Pagamento do 13º salário 

Levantamento da Fecomércio RJ/Ipsos indica que 60,4 milhões de brasileiros receberão o décimo terceiro salário, parcela que corresponde a 39% da população. Os principais destinos do benefício será o pagamento de dívida (45%), a poupança (19%), aquisição de produtos ou serviços (17%), lazer (8%), reforma da casa (4%) e tratamento médicos e estéticos (2%). 

Na análise por região, 52% dos brasileiros da região Sul receberão o 13º salário, seguidos de 46% no Centro Oeste, 41% no Sudeste, 32% no Nordeste e 22% no Norte. Quando os dados são observados por classe social, 46% do estrato A/B informaram que serão beneficiados, 41%da Classe C e 22% da D/E.



terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Câmara Francesa debate oportunidades para empreendedores em 2017

Da Redação 

O comitê de Empreendedorismo da Câmara de Comércio França-Brasil (CCFB-SP) realizará, amanhã (7), o evento “Hora de Empreender”. Durante o encontro serão debatidos temas como começar um novo negócio, a flexibilização das relações com o cliente e as oportunidades de atuar na era da geração Y.

Os especialistas Henrique Cravo, advogado sócio do Malerba & Algorta Advogados, e o publicitário Cadu Reis mostrarão cases de sucesso em diferentes setores da economia. O evento ocorre na Alameda Itu, 852, São Paulo, às 8h30.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Crescimento do agronegócio brasileiro será maior que a média mundial

O desempenho do agronegócio brasileiro no período de 2016 a 2026 será melhor do que a média mundial para produtos como soja, milho, açúcar e carnes (bovina, suína e frango). Apesar disso, não repetirá para os próximos dez anos a robusta taxa de crescimento apresentada na última década, em relação à produção e às exportações das principais culturas. A conclusão é do Outlook Fiesp 2026 – Projeções para o Agronegócio Brasileiro, levantamento elaborado pelo Departamento de Agronegócio (Deagro) da Fiesp, que reúne diagnósticos e projeções do setor para os próximos dez anos, em termos de produção, produtividade, consumo doméstico e exportações.

Exportação mundial de soja chegará a 49% em 2026, segundo levantamento da Fiesp  | Foto: Divulgação
O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, ressalta que “há muitos e grandes desafios de curto prazo, especialmente da situação econômica do País, que afetam diretamente o desempenho do agronegócio, mas também há muitas oportunidades”. Skaf lembra que, atualmente, 60% das exportações do setor passam por algum tipo de industrialização. “Precisamos abrir novos mercados, como o asiático, para aumentar essa proporção. Se o governo fizer o que precisa ser feito em termos de política comercial, alcançaremos números ainda mais significativos”.  

De acordo com o Outlook Fiesp 2026, a participação do mercado brasileiro nas exportações mundiais de soja, por exemplo, chegará a 49% em 2026, com crescimento anual de 4,6%, acima dos 2,7%, em média, dos demais produtores.

A projeção para o milho brasileiro, que passou a ser disputado no mercado internacional pela sua qualidade, é de crescimento anual de 8,8%, com a participação nas exportações mundiais de 23% ao final do período projetado. Para a safra 2025/2026, estima-se aumento de 21% no consumo interno, puxado pelo setor de proteínas animais. 

No caso do açúcar, o Brasil - que já é o grande supridor mundial - em dez anos será responsável por metade do que é comercializado internacionalmente, segundo as projeções da Fiesp, com taxa de crescimento de 2,2% ao ano. Vale destacar que 2016 foi um ano importante de recuperação para o setor, impulsionado pela forte alta do preço do açúcar, em razão do desequilíbrio ocorrido no quadro de suprimento global. 

Segundo o gerente do Deagro, Antonio Carlos Costa, 2017 também pode marcar o início da recuperação para as carnes, como a de frango e suína, que enfrentaram uma “tempestade perfeita” em 2016, com aumentos históricos dos custos de produção, somados ao consumo estagnado por conta da redução do poder de compra da população.



sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Sodiê Doces inaugura loja no Shopping ABC

A Sodiê Doces, maior franquia especializada em bolos artesanais do País, inaugurou ontem (1°) uma nova unidade na Praça de Alimentação do Shopping ABC, em Santo André (Avenida Pereira Barreto, 42, Vila Gilda). Na ocasião, os clientes participaram de uma degustação gratuita, das 14h às 15h. 

A rede Sôdie Doces conta com 270 lojas no País | Foto: Divulgação 
Esta unidade segue o modelo Premium, como as unidades do Shopping Metrópole, Golden Square Shopping e Shopping União de Osasco. O projeto é do arquiteto Daniel Atala, que desenhou um ambiente requintado e aconchegante. “Para esta unidade Premium elaboramos um projeto diferenciado, onde o cliente pode receber um atendimento de qualidade em um lugar bonito e agradável”, explica o franqueado João Miguel Capucci.

Atualmente, a Sodiê Doces possui mais de 270 unidades abertas e está presente em 12 estados brasileiros. No  ABC, a marca é representada por 17 lojas.


Vendas no varejo de material de construção crescem 5,5% em novembro

Da Redação

As vendas no varejo de material de construção cresceram 5,5% no mês de novembro, na comparação com outubro. O desempenho ficou 6% acima do registrado em novembro de 2015. Os dados são da pesquisa mensal da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), realizada pelo instituto de pesquisas da entidade com o apoio da Abrafati, Instituto Crisotila Brasil, Anfacer e Siamfesp. O estudo ouviu 530 lojistas de todas as regiões do País entre 25 e 30 de novembro.

Segundo o levantamento, as regiões Sul e Nordeste tiveram os melhores resultados do mês, seguidas pelo Norte. Já Centro-Oeste e Sudeste apresentaram vendas pouco superiores ao mês passado.

Dados são da Anamaco | Foto: Arquivo

O presidente da Anamaco, Cláudio Conz, comenta: “Tivemos uma retomada importante no mês de novembro, mas ela não deve se repetir em dezembro, pois o consumidor não quer obras em casa a partir do dia 23, por conta da proximidade com o Natal. Por conta disso, podemos praticamente fechar os números de 2016, e provavelmente fecharemos o ano com queda de 8% sobre 2015”, explica, ao lembrar que o faturamento do setor no ano passado foi de R$ 115 bilhões.

Conz também ressalta que, desde que a associação iniciou o acompanhamento anual da série histórica do varejo, em 1994, esta é a primeira vez que o setor registra retração em dois anos seguidos. Apesar disso, as perspectivas para 2017 são positivas. "Os impactos do lançamento do Cartão Reforma e da retomada do Construcard devem começar a serem sentidos já no início do ano. Para completar, outros grandes bancos estão procurando a Anamaco para alocar fundos aos seus correntistas para a compra de material de construção. A maior oferta de crédito e os juros menores devem influenciar positivamente as nossas vendas”, declara o presidente da Anamaco, completando: "Estamos projetando um crescimento de 3% no primeiro semestre e de 6% no segundo semestre de 2017 e a previsão para o ano que vem é de 5% de crescimento sobre 2016”.

Ainda de acordo com o estudo da Anamaco, cerca de 39% dos lojistas entrevistados pretendem fazer novos investimentos nos próximos 12 meses e 11% pretendem contratar funcionários em dezembro. Já o otimismo com relação às ações do Governo nos próximos meses retraiu de 55% para 50%.


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Mercado de alimentação saudável segue imune à crise

Da Redação 

Foi-se o tempo em que as pessoas se alimentavam mal e tinham pouca preocupação com a saúde e o bem-estar. Hoje, o brasileiro está cada dia mais ligado em questões de saudabilidade, sustentabilidade e simplicidade. De acordo com a consultoria Euromonitor, o mercado de alimentação saudável movimentou R$ 80 bilhões em 2015 e deve movimentar R$ 108,5 bilhões até 2019. Nos últimos cinco anos, as vendas nesse setor dobraram. Um ótimo nicho para quem deseja investir, ainda mais no setor de franquias. 

Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), só o segmento de saladas, tapiocas e apelo saudável faturou quase R$ 235 milhões em 2015. Um bom exemplo são os restaurantes da Let´s Wok, que unem um conceito de fast food saudável. A rede oferece um cardápio flexível, que permite milhares de combinações entre massas, arrozes, vegetais e outros ingredientes preparados em panela Wok, sua marca registrada. Como possuem pouca gordura e produtos naturais, seus pratos tem ganhado cada vez mais adeptos. 

Uma das unidades mais bem sucedidas da empresa é a loja do Shopping Patio Iporanga, em Santos. A cidade, por ser litorânea, tem uma grande aceitação do conceito - tanto que duas das quatro unidades da rede estão lá. “Nossos pratos caem muito bem tanto em dias quentes quanto frios. Por serem preparados em menos de 10 minutos e na frente do cliente, a aceitação é muito boa”, afirma Daniel Mendonça da Silva, gerente da unidade. 

De acordo com os demonstrativos contábeis da unidade, mesmo em meio à crise, o faturamento vem aumentando. “Só no mês de julho, tivemos um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. É uma prova de que o segmento de alimentação saudável tem seguindo praticamente imune à crise”, afirma. “Percebemos, muitas vezes, redes tradicionais de sanduíches e outras comidas mais calóricas, que ficam ao lado da nossa, no shopping, terem um movimento muito menor”, atesta.

João Luis Gomes, o franqueado da unidade, não tem do que reclamar. Mesmo atualmente morando fora do país, ele consegue acompanhar a evolução do seu investimento. “A loja se valorizou muito. Na época em que abri, em 2011, investi cerca de R$ 250 mil reais. Hoje, de acordo com as avaliações da franqueadora, minha unidade vale em torno de R$ 700 mil. Em nenhum tipo de aplicação eu conseguiria quase triplicar o meu capital em menos de cinco anos”, alegra-se. 

Obviamente, não se trata de milagre. Há muito esforço e dedicação envolvidos. “No início, precisamos investir bastante na formação da clientela. Foi um tempo até as pessoas experimentarem e passarem a incluir nossos pratos no seu dia a dia. Hoje, felizmente, a grande maioria dos clientes é recorrente. Uma prova de que mais do uma refeição esporádica, eles realmente aderiram o conceito de alimentação saudável em seu cotidiano. Bom para o cliente e melhor ainda para o investidor desse segmento”, finaliza.