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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Confiança do empresário atinge 56 pontos e está acima da média histórica

Da Redação

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) alcançou 56 pontos em outubro. Com a leve alta de 0,3 ponto frente a setembro, o indicador está 3,7 pontos acima do registrado em outubro de 2016, informa a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira, 23 de outubro. "O índice permanece acima da sua média histórica, de 54 pontos, pelo segundo mês consecutivo", observa a CNI. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão acima de 50 pontos indicam empresários confiantes.

A expectativa, explica o economista da CNI, Marcelo Azevedo, é que a confiança continue aumentando nos próximos meses. "Isso é imprescindível para estimular os investimentos", afirma Azevedo. A confiança é maior nas grandes indústrias. Nesse segmento, o ICEI ficou acima da média nacional e alcançou 58,6 pontos. Nas média, o indicador foi de 54,3 pontos e, nas pequenas, de 52,3 pontos.

O ICEI é formado pelas avaliações dos empresários em relação às condições atuais e futuras das empresas e da economia. Em outubro, o índice sobre as condições atuais ficou estável e o de expectativas para os próximos seis meses aumentou 0,4 pontos e ficou em 58,8 pontos.

O ICEI antecipa tendências de investimento na indústria. Empresários otimistas em relação ao desempenho presente e futuro das empresas e da economia tendem a investir mais. Isso é decisivo para a reativação da atividade, a criação de empregos e a volta do crescimento econômico.
Essa edição da pesquisa foi feita entre 2 e 17 de outubro com 3.097 indústrias. Dessas, 1.208 são pequenas, 1.175 são médias e 714 são de grande porte.



terça-feira, 3 de outubro de 2017

Recuperação da indústria segue com oscilações

Da Redação

O emprego industrial permaneceu estável no mês de agosto, a massa salarial real teve aumento de 0,2%, as horas trabalhadas na produção também subiram 0,2%, o rendimento médio real foi 1,2% maior do que o mês anterior e a utilização da capacidade instalada ficou 0,3 ponto percentual acima de julho. O único indicador a cair foi o faturamento da indústria, com queda de 1%. Estes são os dados da pesquisa Indicadores Industriais de agosto, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira (3).

De acordo com a pesquisa a tendência de recuperação apontada na edição da pesquisa em julho prossegue em agosto, mas perdeu um pouco de força, principalmente devido à queda do faturamento industrial, que manteve a trajetória recente de variações positivas e negativas. Em agosto deste ano, o faturamento foi 4,5% superior ao registrado em agosto do ano passado. No entanto, o acumulado no ano é negativo em 3,5%.

A massa salarial real paga pela indústria aumentou 0,2% em agosto. O percentual é maior se comparado com o mesmo mês do ano passado, quando o avanço foi de 2,2%.  Mas entre janeiro e agosto o indicador mostra queda de 2,3%.

Apesar do emprego ter permanecido estável na passagem de julho para agosto, o indicador mostra que, nos primeiros oito meses do ano, o emprego industrial diminuiu 3,6% se comparado com janeiro a agosto do ano passado.




terça-feira, 22 de agosto de 2017

Produção industrial fica estável e há sinais de melhora no emprego

Da Redação

O índice de evolução da produção subiu para 50,5 pontos em julho e ficou acima da linha divisória dos 50 pontos. Isso indica estabilidade na produção da indústria. O índice de evolução do número de empregados alcançou 48,2 pontos. Embora ainda indique retração no emprego, o índice é o maior desde março de 2014, informa a Sondagem Industrial, divulgada nesta terça-feira (22), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando ficam abaixo dos 50 pontos mostram queda na produção e no emprego.

Dados são da CNI | Foto: Reprodução

De acordo com a pesquisa, as grandes empresas registraram aumento da produção. Nas indústrias de grande porte, o indicador de evolução da produção subiu para 53,3 pontos. "Além disso, o índice de evolução do número de empregados alcança 49,5 pontos, próximo da linha divisória, revelando que essas empresas praticamente interromperam os cortes de pessoal em julho", diz o estudo.

A CNI observa, no entanto, que há dados negativos em julho: há um pequeno excesso de estoques e a ociosidade continua elevada. O índice de evolução de estoques em relação ao planejado ficou em 51 pontos, o maior valor desde dezembro de 2015. O indicador varia de zero a cem pontos. Quando está acima dos 50 pontos mostra que os estoques estão acima do planejado pelas empresas. O indicador de utilização da capacidade instalada ficou em 65%, o mesmo percentual registrado em julho de 2016.

Expectativas positivas 

Mesmo assim, os empresários mantêm as perspectivas favoráveis para os próximos seis meses e esperam o aumento da demanda, da compra de matérias-primas e das exportações. O indicador de expectativas de demanda, por exemplo, aumentou para 56,4 pontos e atingiu o maior valor desde abril de 2014. Mas a boa notícia é que, depois de 27 meses, a indústria espera encerrar as demissões. O indicador de expectativa em relação ao número de empregados subiu para 49,4 pontos em agosto e ficou muito próximo da linha divisória dos 50 pontos, mostrando que as perspectivas em relação ao emprego melhoraram.

Com a melhora das expectativas, os empresários estão mais propensos a investir. O índice de intenção de investimento cresceu 1,3 ponto em agosto e alcançou 47,9 pontos, o maior valor desde março de 2015. O indicador varia de zero a cem pontos. Quanto maior o índice, maior a propensão para investir na indústria. 

Esta edição da Sondagem Industrial foi feita de 1º a 10 de agosto com 2.930 empresas industriais de todo o país. Dessas, 994 são pequenas, 865 são médias e 531 são de grande porte.



quinta-feira, 17 de março de 2016

Produção industrial sobe para 42,2 pontos

Nesta quinta-feira (17), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou a pesquisa Sondagem Industrial com dados de fevereiro. A evolução da produção passou de 39,7 pontos para 42,2 pontos. Outro indicador, que mede a evolução do número de empregados, passou de 41,4 pontos para 42,8 pontos. Pelos critérios da CNI, os índices variam de zero a 100 pontos, valores abaixo de 50 pontos indicam retração da atividade e do emprego. 

A pesquisa Sondagem Industrial foi realizada com 2.391 empresas | Foto: David Alves/Palácio Piratini
Em fevereiro, a indústria operou, em média, com 62% da capacidade instalada e se manteve no piso da série histórica. Na comparação com fevereiro de 2015, o percentual foi quatro pontos a menos, segundo a CNI. Os dados indicam, também, que os estoques permaneceram no nível planejado, cujo índice foi de 49,7 pontos, em torno da linha de 50 pontos.

Queda no pessimismo

Houve redução no pessimismo. O índice de expectativa de demanda subiu de 45,6 pontos para 46,9 pontos no período, o de compras de matérias-primas foi de 43,6 pontos para 45,2 pontos. As perspectivas para o número de empregados subiram de 42,1 pontos, em janeiro, para 43 pontos, em fevereiro. Porém, os empresários estão confiantes apenas em relação ao aumento das vendas externas. O índice de expectativa de quantidade exportada continua acima de 50 pontos, ao registrar 52,6 pontos.

A Sondagem Industrial foi realizada entre 1º e 10 de março com 2.391 empresas, das quais 1.023 são pequenas, 837 são médias e 531 de grande porte.