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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Dell Anno inaugura novo showroom em Santo André

Desde ontem (28), Santo André conta com uma revenda da Dell Anno, reconhecida marca de móveis planejados do Brasil. O Grupo Alca está à frente da nova operação, localizada na Rua das Figueiras, 1216, Jardim. Pilotado por Icara Pereira Cardoso, o grupo já possuiu outras lojas da marca em São Caetano do Sul e São Paulo, nos bairros Mooca, Pompéia, Santo Amaro e Centro, e agora reforça sua presença no ABC, um dos mercados importantes da região Sudeste. "Vamos investir no relacionamento com arquitetos, pois estes profissionais entendem a proposta da marca e são uma orientação importante para os clientes na escolha dos acabamentos e acessórios", revela Cardoso.

O showroom com 500 metros quadrados vai mostrar os lançamentos da Dell Anno. No total, 12 ambientes traduzem as principais novidades em acabamentos e acessórios da marca, alinhados com o conceito de home styling para vestir a casa. A principal aposta de 2016 é o estilo industrial, que mistura elementos como madeira crua, metal fosco e laccas com tons sóbrios. "Em momentos de crise econômica, a Dell Anno ganha mais competitividade por estar amparada por uma indústria sólida, com um dos parques fabris mais modernos do Brasil. Tanto que a marca manteve investimentos e está lançando tendências", afirma. 

Os acabamentos da Dell Anno ganham reforço com a Coleção Unicolors, uma cartela de cinco padrões com tonalidades neutras. As opções passam pelos tons claros, como o Brancato, Gris – novidades da Dell Anno – e o consagrado Goya, chegando aos mais escuros com o Ópera e Vinil, lançamento de 2016.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Brasileiro quer realizar neste ano sonho de consumo adiado em 2015

Por Renato Meirelles, presidente do Instituto de pesquisa Data Popular

Diante da atual situação econômica, os brasileiros têm buscado diversas saídas estratégicas para realizar os desejos de consumo que precisaram ser adiados no ano passado. Viajar para fora do Brasil, comprar um carro, computador, móveis para casa e, ainda, fazer reforma na casa são sonhos que não foram concretizados em 2015, mas estão na lista dos brasileiros para serem realizados este ano. Recentemente, o Data Popular concluiu uma pesquisa que mostra que nove em cada dez brasileiros compraram menos em 2015. Fomos mais além e procuramos entender os itens que os brasileiros abriram mão de comprar e o que realmente motivou a desistência da compra.


Como, na prática, a oferta de crédito para o consumo diminuiu substancialmente, mas mesmo assim a inadimplência permaneceu estável, o estudo deixou muito claro que boa parte da população estava efetivamente com medo de contrair dívida e tinha menos dinheiro no bolso. Quando sente o medo do desemprego chegar muito perto, o brasileiro fica mais retraído para adquirir produtos e serviços. Mais cuidadosos, seis em cada dez consumidores, que planejaram viajar para o exterior em 2015, deixaram de fazer isso.  Sete em cada dez pessoas que se planejaram para comprar uma casa não conseguiram alcançar o desejo.  


Não é novidade para ninguém que 2015 não foi um ano fácil para o consumidor brasileiro, mas a pesquisa mostra que existem algumas oportunidades e uma luz no fim do túnel. Sete em cada dez pessoas que deixaram de comprar um eletrodoméstico não desistiram da compra e querem adquirir o item ainda em 2016. É aquele trabalhador que já levou duas vezes a geladeira para o conserto, mas, agora, quer um equipamento novo.

Apesar de adotar um comportamento de consumo com mais perspectiva, o brasileiro não está muito confiante na melhora do País, tampouco da economia como um todo, mas ele está muito confiante na própria capacidade de conseguir transformar em realidade os sonhos adiados em 2015. Procuramos entender também quais ferramentas os brasileiros vão usar para alcançar o tão desejado plano neste ano e a pesquisa mostrou que muita gente vai buscar renda extra, enquanto boa parte vai fazer um financiamento para conseguir adquirir um bem durável.

Hoje, 40% dos adultos brasileiros não têm conta bancária e ficam impossibilitados de ter acesso ao crédito. Temos ainda milhares de brasileiros que não têm dívida. Existe demanda de crédito reprimida, mas isso não significa que a oferta deve ser feita de forma irresponsável. Sem iniciativas para atender esta parcela, fica muito difícil para boa parte da população conseguir comprar bens de maior valor. É preciso criar mecanismos que levem à retomada do consumo.

Para tentar entender se a população achava que o Brasil estava em crise, ouvimos a percepção sobre a atual situação do País. Ficou muito claro que vivemos, sim, uma crise econômica, mas a gente quis entender quais outras crises o Brasil atravessa. Nove em cada dez pessoas disseram que o País vive uma crise de liderança e que o País não está no rumo certo. A maioria não consegue enxergar um líder capaz de tirar o Brasil da atual situação. A população precisa de um choque de confiança para sair da crise.