quarta-feira, 29 de julho de 2015

Confiança dos consumidores registra alta em julho

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) registrou um aumento na confiança do consumidor de 1,8%. O índice divulgado nesta quarta-feira (29) levou em consideração a expectativa em relação à renda, situação financeira, ao endividamento, à inflação e ao desemprego. Ele é calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope).
Confiança do consumidor aumento de junho pra julho | Foto: Arquivo Agência Brasil

No entanto, o índice ainda se mantém abaixo do verificado em julho de 2014 (10,6%) e é o segundo menor da série histórica iniciada em junho de 2001. A única vez que se registrou um percentual menor, foi em junho passado. 

O Inec é formado por seis componentes e somente a expectativa de consumo de bens de grande valor caiu em relação a junho – a queda foi de 2,1%.

Outro dado positivo foi à expectativa de melhora da renda pessoal nos próximos seis meses, que foi a alta mais significativa: 5,5%. Foram ouvidas mais de 2 mil pessoas em 142 municípios de 16 a 22 de julho. 

Inadimplência do consumidor cai 1,8% no ABC

A inadimplência do consumidor no ABC caiu 1,8% no primeiro semestre de 2015, comparado ao mesmo período de 2014, segundo dados da Boa Vista Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Na comparação interanual (junho de 2015 contra junho de 2014) a inadimplência foi 2,2% menor. E na comparação com o mês anterior (maio de 2015) houve alta de 3,0%, na série com ajuste sazonal. O indicador de registro de inadimplência é elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas.

Outro indicador a registrar queda foi o de recuperação de crédito. O ABC registrou queda de 5,6% no primeiro semestre, frente ao mesmo período de 2014. Na comparação entre junho de 2015 e junho de 2014, houve queda de 2,4% no pagamento de dívidas. E houve alta de 1,8% na variação mensal (junho de 2015 contra maio de 2015), na série com ajuste sazonal. O indicador de recuperação de crédito é elaborado a partir das exclusões de registros informadas à Boa Vista SCPC pelas empresas credoras.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Custo da construção cai para 0,66% em julho

Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou taxa de 0,66% em julho, resultado inferior ao 1,87% medido no último mês. Já o índice de materiais, equipamentos e serviços, a variação foi 0,17% neste mês. Em junho, a taxa foi 0,47%.

Custo da construção é menor em julho | Foto: Arquivo Agência Brasil
O INCC-M serve como indexador em contratos habitacionais, pois é um dos três componentes de cálculo do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). Ele é adotado por algumas construtoras para o reajuste das parcelas dos financiamentos de imóveis, no período entre a compra e a entrega do bem. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

A variação no índice referente à mão de obra foi de 1,1%. No mês anterior, ele tinha variado 3,16%. No grupo materiais e equipamentos, a taxa ficou em 0,15%, inferior ao índice do mês anterior, que havia sido 0,53%. Três dos quatro subgrupos apresentaram decréscimo, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,3% para -0,07%.

Quanto a serviços, a parcela passou de 0,27% em junho, para 0,23 em julho. Neste grupo, vale destacar a desaceleração do subgrupo refeição pronta no local de trabalho, cuja variação passou de 1,26% para 0,62%.

O grupo mão de obra registrou variação de 1,1%, em julho. No mês anterior, a variação havia sido 3,16%. Esse resultado foi influenciado pelos reajustes salariais em São Paulo, Distrito Federal e Porto Alegre.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Índice de Confiança da Indústria registra alta em julho

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) teve aumento de 1,5% em julho, em comparação a junho. Com isso, o ICI passou de 69,1 para 69,1 pontos. A mudança ocorre após as quedas de 1,6% em maio e 4,9% em junho.

A alta foi constatada em sete dos 14 principais segmentos acompanhados pela pesquisa e foi determinada pela melhora das expectativas em relação aos próximos meses. Outro índice que avançou positivamente, foi o Índice de Expectativas (IE), que avançou 3,2%, após cinco quedas consecutivas.

O que mais contribuiu para a alta da expectativa, foi o quesito de produção prevista. Após as cinco quedas seguidas, o indicador de julho avançou 7,4% sobre o mês anterior, chegando a 91,5 pontos. A proporção de empresas prevendo aumentar a produção nos três meses seguintes aumentou de 14,2% para 18,5% de junho para julho. A parcela das que esperam reduzir a produção caiu de 29% para 27% no mesmo período.

Para o superintendente adjunto para Ciclos Econômicos do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Aloisio Campelo Jr., os avanços são bem-vindos, mas ainda insuficientes para serem identificados “como uma reversão de tendência, após cinco quedas consecutivas”. Ainda segundo Campelo, mesmo com a evolução do ICI, a indústria continua avaliando "de forma extremamente desfavorável o ambiente de negócios".

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Confira os melhores negócios para investir durante a crise econômica

O cenário atual da economia brasileira tem inflação em alta, demissões na indústria e comércio, entre outros indicadores negativos dos economistas, que dominam o noticiário.  Porém, o sócio diretor da DM&P, Bruno Pfeilsticker, destaca que ainda é possível investir em momentos de crise.

Para Pfeilsticker, é necessário prestar atenção a dois pontos importantes antes de se investir. O primeiro, elencar alguns segmentos que passam à margem da crise, não imunes, mas que vem sofrendo menos impactos que os demais. O segundo, que aponta para as oportunidades de aquisição de ativos e negócios, muito atrativos para investimentos estrangeiros.

Segundo o especialista, três setores se destacam neste momento: o Agronegócio, a Saúde e a Educação. O agronegócio representa cerca de um quarto do PIB nacional e tem projeção de crescimento de 2,8% mesmo nesse período de crise.  Ainda com a alta de juros, a desvalorização do real o beneficia no quesito exportações.

A Educação, tem se mostrado muito resistente quanto a desaceleração mesmo com os cortes que vem sofrendo. "Ainda que os cortes e incertezas ligadas ao FIES e Pronatec tenham afetado o segmento, este tem mostrado grande resiliência no cenário de desaceleração", explica Pfeilsticker.

O outro setor apontado por ele, a Saúde, se mostra interessante por outros fatores. "Um terceiro segmento bastante interessante é o de Saúde. Ele representa aproximadamente 10% do PIB nacional. Há um fluxo contínuo de investimentos estrangeiros, dada a liberação de entrada de players internacionais nesta área, desde o início do ano. Outro aspecto importante é o envelhecimento de nossa população, que demanda cada vez mais cuidados médicos", conta o especialista.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Incubadora de Santo André abre inscrições para novas empresas

A Prefeitura de Santo André iniciou o processo de seleção de novos projetos para a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da cidade-InNova. As inscrições para empreendedores interessados terminam hoje (22) e devem ser realizadas, por meio do portal da incubadora (http://innova.santoandre.sp.gov.br) ou da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC (www.agenciagabc.com.br). 

Prefeitura assinou convênio com a Agência GABC em abril | Foto: Evandro Oliveira


Serão recebidos oito novos empreendimentos que proponham o desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores, de alto valor agregado e de base tecnológica. Os projetos selecionados serão acompanhados periodicamente e podem permanecer Incubados por até dois anos. A InNova oferece infraestrutura básica para a operação do empreendimento e a realização de atividades para preparar os negócios para o mercado durante este período.

Para ser admitido, os candidatos devem atender aos critérios de seleção descritos em edital de chamamento público disponível no portal da Incubadora e da Agência GABC.  A apresentação do projeto em modelo padronizado é uma das etapas. 

O plano de negócios do candidato será avaliado pelo Conselho Consultivo e Conselho Gestor da InNova, de acordo com critérios de seleção que incluem quesitos como tecnologia utilizada e conteúdo de inovação e clareza e objetividade na descrição geral do produto, processo ou serviço proposto.

Em abril deste ano, a Prefeitura de Santo André e a Agência GABC assinaram convênio de cooperação técnica válido por um ano, podendo ser prorrogado por até mais cinco anos, para a gestão da InNova. 

terça-feira, 24 de março de 2015

A agenda positiva do setor imobiliário

Por Claudio Bernardes

O ano passado foi complicado para o mercado imobiliário, e isso até era esperado pelos empreendedores. Carnaval em março, Copa do Mundo e eleições majoritárias deveriam repercutir na dinâmica dos negócios.


Em comparação com 2013, o mercado de imóveis na cidade de São Paulo registrou queda de 7% nos lançamentos e de 35% na comercialização. Fechamos o ano com um estoque de 27 mil unidades na Capital, contra uma média histórica de cerca de 17 mil imóveis.

O novo governo eleito toma posse e o cenário macroeconômico nada animador não permite previsões otimistas para 2015. Com isso, a cautela, fruto das incertezas predominantes em 2014, parece se consolidar neste início de ano entre produtores e consumidores de bens imóveis. Instalou-se no País uma crise de confiança jamais vista num começo de governo, cuja reversão dependerá dos ajustes na política econômica, ajustes esses somente possíveis com o adequado equacionamento político da situação em que nos encontramos.

Mas nem tudo é má notícia: existem hoje ótimas oportunidades no mercado imobiliário. Unidades remanescentes em edifícios já prontos podem vir a ser excelentes negócios. Para o incorporador pode ser mais vantagem dar um desconto no preço e vender imediatamente, do que aguardar um tempo maior para comercializar, tendo de arcar com despesas de conservação, IPTU e condomínio.

Adicione-se que, em função do novo Plano Diretor Estratégico, os custos de reposição serão elevados pelo aumento de contrapartidas à Prefeitura e restrições ao uso dos terrenos. Os preços dos futuros empreendimentos serão inevitavelmente maiores. Deste modo, e uma vez que existe oferta de financiamento, a hora de comprar é agora.

Segundo estimativas da Abecip, entidade que representa os agentes financeiros privados, as operações de crédito imobiliário devem crescer 5% em 2015. Em janeiro deste ano, o volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis somou R$ 9 bilhões. Foi o melhor mês de janeiro da série histórica do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). E mais uma boa notícia: os lançamentos do mês de janeiro último cresceram 32% na comparação com igual período de 2014.

Outro ponto positivo e muito aguardado pelo setor é a terceira fase do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que prevê a contratação de mais três milhões de moradias e que, esperamos, contemplará aprimoramentos para atender as famílias que vivem nos grandes centros urbanos, onde os terrenos são mais raros e caros.

Aliás, com a mudança na direção da Caixa, que responde por 70% dos financiamentos concedidos no País, espera-se a adoção de novas medidas voltadas à classe média. A baixa renda é prioridade, mas o sistema deve estar equilibrado para todas as faixas de renda da população.

Está comprovado que financiar a classe média é forma eficaz de alimentar o próprio MCMV que, por sua vez, alimenta a economia ao criar demanda para fabricantes de materiais de construção, mão de obra etc. A atual presidente da instituição e ex-ministra do Planejamento, Miriam Belchior, sabe bem avaliar o poder da indústria imobiliária para enfrentar momentos de crise econômica. O próprio MCMV nasceu como medida anticíclica.

Outro elemento dessa agenda positiva do mercado de imóveis é a próxima edição do Prêmio Master Imobiliário, há 21 anos conferido pelo Secovi-SP e a Fiabci/Brasil às iniciativas profissionais e empreendimentos pautados pela excelência.

Apesar do atual ambiente político e econômico adverso que permeia todas as ações, vários trabalhos já foram inscritos, numa atitude bem característica do setor, no sentido de seguir sempre produzindo, gerando empregos e atendendo às demandas de mercado.

A economia brasileira ao longo das últimas décadas tem se desenvolvido de forma cíclica. E, seguramente, não será diferente dessa vez. Todavia, sem a solução dos impasses políticos criados pelo desgoverno de empresas públicas, marcadas indelevelmente por um processo de corrupção espúrio, a solução econômica poderá ser adiada de forma considerável.

Portanto, é momento de união daqueles que pensam no bem do Brasil, para juntos construirmos um país de que nossos filhos e netos possam se orgulhar.

Claudio Bernardes é presidente do Secovi-SP, o Sindicato da Habitação, e reitor da Universidade Secovi

A seção Os Melhores Imóveis do ABC da Dia Melhor é a primeira publicação da região a publicar anúncios em duas plataformas - impressa e digital - simultaneamente.