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sexta-feira, 3 de março de 2017

Setor imobiliário projeta recuperação

Por Vitor Lima

A Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC (ACIGABC) divulgou, em fevereiro, a Pesquisa Imobiliária Anual de 2016 do Grande ABCDM. O estudo confirmou a percepção dos empresários de que a construção civil e o mercado imobiliário foram afetados pelo mau momento econômico do País. 

No ABC, foram 2.962 unidades vendidas em 2016, queda de 40% na comparação com 2015, quando foram vendidas 4.939 unidades. O número de lançamentos seguiu a mesma toada e registrou retração de 44,5% frente a 2015 (2.242 contra 4.042). Outro índice a registrar queda, pela quarta vez consecutiva, foi do nível de estoque: em 31 de dezembro passado, a região tinha 1.472 unidades em estoque (em 2015 o índice registrava 1.849 unidades).

Santáguita aposta no início da recuperação neste ano e em uma “retomada expressiva” em 2018 | Foto: Divulgação

O presidente da entidade, Marcus Vinicius Pereira Santáguita, concorda que a crise política e econômica pelo qual o País passou afetou os resultados do setor, porém demonstra entusiasmo ao projetar o futuro. “Nós acreditamos que o mercado volte a crescer gradativamente em 2017 e que em 2018 terá uma retomada expressiva”, prevê.

De acordo com ele, a região ainda registra um grande déficit habitacional, fator que será importante para alavancar o setor novamente. “O baixo número de lançamentos e vendas nos últimos anos e, por conta da baixa expressiva nos estoques, acreditamos que  temos uma grande demanda ‘represada’ o que irá aquecer e movimentar o mercado nos próximos anos”.

Na opinião do especialista, o início das baixas na taxa básica da economia (taxa Selic) auxiliará também a área, pois isso acarretará em crédito mais barato. “Um dos pilares fundamentais de sustentação do mercado imobiliário é a oferta de crédito e o fácil acesso ao mesmo por parte das famílias. Toda vez que ocorre redução de juros mais pessoas passam a ter acesso ao crédito, uma vez que as parcelas caem e passam a caber no orçamento. Devido a esses fatores, existe uma forte tendência de os preços dos imóveis aumentarem já no segundo semestre de 2017”, analisa. 

Além disso, a proximidade do ABC com a capital favorece a região na avaliação de Santáguita. Ele comenta que a infraestrutura encontrada no ABC é muito parecida com a da capital, com a vantagem de os imóveis daqui custarem cerca de 30% a menos. 

MBigucci entrega maior obra de sua história

A MBigucci inaugurou, no último dia 21, uma obra que pode representar este novo momento do setor. Trata-se da maior obra da história da construtora, o complexo batizado como Marco Zero MBigucci, localizado na esquina das Avenidas Kennedy e Senador Vergueiro, em São Bernardo do Campo. 

São quatro torres: duas residenciais (entregues em 2016, com 272 unidades de 2 e 3 dormitórios) e duas torres mistas de lofts, duplex, salas comerciais e um boulevard (uma entregue no dia 21, com 423 unidades e outra ainda em construção, com 259 unidades). No total, são 89.085 metros quadrados (m²) de área construída e 954 unidades no complexo. Foram mais de 6,5 mil pessoas envolvidas na cadeia produtiva da obra (fornecedores, prestadores de serviço, instituições financeiras, cartórios, órgãos públicos, entre outros) e 2,3 mil empregos diretos gerados pela construção do complexo. A torre mais alta possui 23 andares e 82 metros de altura. 

Complexo Marco Zero MBigucci, no coração de São Bernardo do Campo, é a maior obra da história da construtora | Foto: Divulgação 

De acordo com o presidente da MBigucci, Milton Bigucci, o empreendimento trará muitos ganhos para o ABC. “É um marco não só para a MBigucci, mas também para nossa cidade e região, pois aqui, em um futuro próximo, se instalarão muitos consultórios e escritórios de diversos segmentos que movimentará a economia local”, explica. 

O presidente também destaca os ganhos em mobilidade para os frequentadores da área, pois dois dos prédios terão o térreo livre para a circulação de pessoas, o que possibilitará a ligação entre as avenidas Kennedy e Vergueiro por dentro do empreendimento. “As pessoas poderão usufruir também dos jardins, mini praças, galeria de arte, boulevard e restaurantes que estarão ali instalados. Enfim, o Marco Zero MBigucci é um empreendimento voltado para um público moderno, inteligente e para uma região que merece esta obra prima”, completa. 

A escolha do nome do complexo não foi por acaso: o local onde está instalado o empreendimento tem um significado histórico para a cidade. Foi naquela área que, há 300 anos, em 1717, teve início o Marco Zero de São Bernardo do Campo. De acordo com os registros oficiais, o primeiro núcleo populacional do município foi a fazenda dos Monges Beneditinos, que ficava no exato local, no qual foram construídas as quatro torres. Ficava ali também a capela São Bernardo, que abrigou a primeira imagem do santo que dá nome à cidade. 

Feirão de imóveis deve gerar R$ 80 mi em negócios

Em 18 e 19 de março, a ACIGABC promoverá o 1° Salão do Imóvel do Grande ABC. O evento ocorrerá no estacionamento do Hipermercado Extra Anchieta, em São Bernardo do Campo (Avenida Corredor Abd, s/n°), e reunirá 20 construtoras da região que oferecerão descontos e taxas especiais. 
Serão ofertados cerca de 2 mil imóveis novos ou em construção (dos quais cerca de 500 desses se enquadram na faixa 3 do programa Minha Casa Minha Vida) avaliados em até R$ 300 mil e destinados a compradores com renda de até R$ 9 mil. 

O presidente da entidade acredita que cerca de 20 mil pessoas visitem o salão e estima a geração de R$ 80 milhões em negócios. Entre as promoções previstas pelas construtoras, estão descontos de até R$ 50 mil. 

Além dos stands das construtoras, a estrutura do evento reunirá parceiros como concessionárias de veículos e empresas de móveis planejados, bem como praça de alimentação, lounge e espaço kids.



quarta-feira, 1 de março de 2017

Salão do Imóvel do Grande ABC deve gerar R$ 80 milhões em negócios

Da Redação

A Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC (ACIGABC) promove o 1º Salão do Imóvel do Grande ABC nos dias 18 e 19 de março, no estacionamento do Hipermercado Extra Anchieta (Rua Garcia Lorca, 301, Vila Pauliceia), em São Bernardo do Campo. O evento reúne 20 construtoras com sede e atuação no ABC e parceiros com atividades afins, com aplicação de descontos especiais e taxas exclusivas para os clientes.

Serão ofertados cerca de dois mil imóveis novos ou em construção, dos quais cerca de 500 desses se enquadram na faixa 3 do programa Minha Casa Minha Vida, avaliados em até R$ 300 mil e destinados a compradores com renda de até R$ 9 mil. É possível conferir detalhes no portal do evento.
Presidente da ACIGABC acredita que o evento movimentará R$ 80 milhões em negócios | Foto: Divulgação

O presidente da associação, Marcus Santaguita, está otimista e acredita que este seja um bom momento para investir em imóveis. São esperados cerca de 20 mil visitantes e geração de R$ 80 milhões em negócios. “A demanda esteve bastante reprimida nos últimos três anos, o que trouxe como consequência uma drástica redução dos lançamentos por parte das incorporadoras. O número de vendas também sofreu redução, o que nos permite concluir que existe uma demanda represada”, acredita Santaguita.

Ainda segundo o presidente, houve uma redução expressiva nos estoques, o que significa ajuste entre oferta e demanda. “Devido a esses fatores, existe uma forte tendência de os preços dos imóveis aumentarem já no segundo semestre de 2017, com a melhora da economia haverá um aumento na procura, e os estoques estarão baixos por conta da escassez de lançamentos nos últimos anos”, afirma.

No Salão do Imóvel do Grande ABC haverá diversas promoções por parte das incorporadoras para diminuir sensivelmente os estoques. Desta forma, o evento reúne boas oportunidades para quem deseja adquirir imóvel. Entre as vantagens há descontos de até R$ 50 mil. O presidente da ACIGABC ressalta que a redução da taxa Selic, a nova faixa do programa Minha Casa Minha Vida e as mudanças no financiamento imobiliário estão entre os fatores que que podem alavancar o sucesso nos negócios.

“Um dos pilares fundamentais de sustentação do mercado imobiliário é a oferta de crédito e o fácil acesso ao mesmo por parte das famílias. Toda vez que ocorre redução de juros, mais pessoas passam a ter acesso ao crédito, uma vez que as parcelas caem e passam a caber no orçamento”, finaliza Santaguita.

Além dos stands das construtoras, a estrutura do evento reúne parceiros como concessionárias de veículos e empresas de móveis planejados, bem como praça de alimentação, lounge e espaço kids.



quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Financiamentos aquecem as vendas no setor imobiliário

Da Redação

As mudanças no financiamento imobiliário do País prometem movimentar o mercado nos próximos quatro meses. Com a redução do número de lançamentos dos últimos anos, o estoque do segmento começa a diminuir. Os lançamentos previstos para 2017 sofrerão reajustes do mercado corroborados pelas transformações econômicas e políticas do País.

Para o analista financeiro do Grupo Thá, Taylison Santos, conhecer as regras vigentes do mercado imobiliário, como juros, prazos e seguros obrigatórios, possibilitam mais controle nas negociações. E o fator mais positivo do atual cenário é que, com o aumento das ofertas, as instituições financeiras, públicas e privadas, estão com taxas mais competitivas no mercado.

Mudanças nas regras do financiamento devem alavancar setor | Foto: Divulgação
Com a crise econômica, as incorporadoras estão investindo em campanhas promocionais e isso contribuiu para a redução do valor do metro quadrado de maneira significativa em todo País. Para quem tem dinheiro em aplicações financeiras, que não vêm apresentando altas significativas no rendimento, retirar esses recursos e aplicar em imóveis é uma excelente oportunidade de negócio. 

O Grupo Thá possui parceria com o Banco do Brasil, o que oferece aos clientes facilidades no momento de aquisição de um imóvel. 


segunda-feira, 7 de março de 2016

Consórcios mantém crescimento no primeiro mês do ano

As vendas de novas cotas do sistema de consórcio cresceram 1,3%, passando de 199 mil (janeiro/2015) para 201,5 mil (janeiro/2016). O total de participantes também apresentou alta de 1,1%, ao atingir 7,18 milhões contra 7,10 milhões, nos mesmos meses. As contemplações, momento em que os consorciados podem concretizar seus objetivos de adquirir veículos automotores, imóveis, eletroeletrônicos ou contratar serviços, apontaram estabilidade, ficando pouco acima das 118 mil.

Segundo o presidente da ABAC, Paulo Rossi, o crescimento é "resultado da sequência de atitudes maduras dos consumidores" | Foto: reprodução
O volume de créditos comercializados decorrentes da entrada de novos consorciados registrou crescimento de 9,7%, com R$ 7,66 bilhões em janeiro de 2016 sobre R$ 6,98 bilhões no mesmo período do ano passado. A relação evidenciou aumento de 8,3% na média dos tíquetes de todos os setores, que saltou de R$ 35,1 mil para R$ 38 mil. Também nos créditos disponibilizados, houve alta de 2% ao chegar a R$ 3,53 bilhões (janeiro/2016) sobre R$ 3,46 bilhões (janeiro/2015). 


Para Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), "o crescimento das adesões com consequente aumento do volume de negócios e ampliação do total de participantes ativos foi resultado da sequência de atitudes maduras dos consumidores. Com comportamento apoiado nos princípios da educação financeira, eles têm aderido conscientemente aos consórcios por se tratar de uma espécie de poupança com objetivo definido, que propicia construção de patrimônio pessoal, familiar ou empresarial. Como vivenciamos um momento de anormalidade na economia, há necessidade do controle permanente dos orçamentos individuais, familiares e até empresariais, razão pela qual os consórcios tornam-se adequados aos que praticam o consumo responsável”.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Desvalorização imobiliária provoca desistência de imóveis em 2015

Praticamente metade dos mutuários brasileiros estão desistindo do sonho da casa própria. Além do desemprego e da perda de renda para arcar com os financiamentos, o principal motivo apontado pelos desistentes este ano está sendo a desvalorização dos imóveis. “Das 1.406 queixas recebidas no ABC, 80% delas foram contra as construtoras e 20% relativas aos financiamentos bancários. Mas o grande vilão do período está sendo a desvalorização do imóvel. Com o montante de devoluções e as quedas nas vendas de imóveis na planta, as construtoras foram obrigadas a conceder enormes descontos para a compra de um imóvel novo, em consequência, quem tinha comprado por um valor maior está devolvendo o imóvel para poder comprar outro com preço mais baixo. É um círculo vicioso”, avalia Marco Aurélio Luz, presidente da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (AMSPA).

Reclamações no ABC Paulista

Segundo dados da AMSPA, de janeiro a dezembro de 2015, na região do ABC Paulista, houve 1.406 reclamações de mutuários, contra construtoras e instituições financeiras de imóveis residenciais. Dessas, 607 dos reclamantes deram entrada na Justiça. O balanço representa um aumento de 48% nas queixas e um crescimento de 30% nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2014, quando houve respectivamente 950 descontentes e 467 ações judiciais. 

"Quem tinha comprado por um valor maior está devolvendo o imóvel para comprar outro com preço mais baixo. É um círculo vicioso", avalia Marco Luz | Foto: reprodução
Das 1.406 queixas no ano de 2015, 50% delas estão em São Bernardo do Campo, 30% em São Caetano do Sul, 10% em Santo André e 10% em Diadema. O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: dificuldade no distrato da compra da casa própria (50%), atraso na obra (15%), cobrança de juros sobre juros (10%), taxas SATI e Corretagem (10%), leilões de imóveis (5%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (5%), saldo devedor que não diminui (2%), pagamento do condomínio antes das chaves (2%) e taxa de evolução de obra (1%). 

 SERVIÇO

Os mutuários nessa situação que querem mais esclarecimentos podem recorrer à AMSPA. Os interessados podem entrar em contato pelos telefones 0800 77 79 230 (para mutuários fora de São Paulo), (11) 3292-9230 / 3242-4334 (sede Sé), (11) 2095-9090 (Tatuapé), (11) 3019-1899 (Faria Lima), (19) 3236-0566 (Campinas), (12) 3019-3521 (São José dos Campos) e (13) 3252-1665 (Santos). Endereços e mais informações no site: www.amspa.com.br.