segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Novemp inaugura sede em São Bernardo do Campo

Da Redação

A fabricante de painéis elétricos e barramentos blindados, Novemp, inaugurou oficialmente, na última sexta-feira (25), sua nova estrutura produtiva em São Bernardo do Campo. A transferência da empresa de área de quatro mil metros quadrados (m²), no Jardim São Judas Tadeu, Diadema, para galpão de 11 mil m², situado no bairro Cooperativa, atende à necessidade de ampliação de sua capacidade fabril e de maior proximidade com fornecedores estratégicos.

O ato de inauguração contou com presença do prefeito Orlando Morando, do secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Hiroyuki Minami, dos diretores-presidentes da Novemp, Anício e Edson Cabral, além de dezenas de trabalhadores da empresa. 

Inauguração ocorreu na última sexta-feira (25) | Foto: Gabriel Inamine

Morando salientou o trabalho da Prefeitura para viabilizar uma melhor acomodação à empresa. Para viabilizar a vinda da empresa, a Administração realizou série de intervenções na Rua Fukutaro Yda, onde a Novemp está instalada, com pavimentação e iluminação pública da via. A transferência da estrutura fabril de Diadema para São Bernardo do Campo demandou investimento de R$ 6 milhões, entre aquisição do terreno e transporte de equipamentos.

Com 170 funcionários em seu quadro, a Novemp projeta, em longo prazo, atingir a capacidade total da nova fábrica, que hoje comporta mais de 400 postos de trabalho. De acordo com Anício Moreira Cabral, a empresa já realizou contratações locais e a tendência é de expansão do quadro.

“Tínhamos planos de nos mudar para São Bernardo desde 2012, mas encontramos muita dificuldade diante da burocracia. A Prefeitura nos ajudou muito neste processo e em pouco mais de três meses resolvemos todas as pendências para concretizar este projeto”, informa Anício.

Fundada em 2001, a Novemp oferece soluções em sistemas elétricos, painéis elétricos de baixa e média tensão, barramentos blindados, cordoalhas e resistências de potência.



Varejo paulista tem saldo positivo de vendas

Da Redação

Em junho, pela primeira vez em mais de 30 meses, o varejo do estado de São Paulo registrou saldo positivo, com leve aumento de 0,8% no volume de vendas na comparação com junho de 2016. O cálculo é da pesquisa ACVarejo, que começou a ser elaborada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Desde essa época, em todos os meses, o comércio paulista caiu na comparação anual, ou seja, frente ao mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre de 2017, houve ligeiro crescimento de 0,3% em relação aos primeiros seis meses de 2016. 

Dados são da Associação Comercial | Foto: Arquivo

O presidente da ACSP e Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, comenta o resultado: “As quedas vinham diminuindo mês a mês e o varejo paulista chegou à estabilidade, confirmando a recuperação do setor. A direção está apontada para crescimentos mais vigorosos no último quadrimestre do ano, com a continuidade da queda dos juros, a diminuição do desemprego e a recomposição do poder aquisitivo das famílias”, diz.

Ele aponta quatro principais fatores para o comércio ter saído do vermelho: recomposição da renda, em decorrência da redução da inflação; queda dos juros, proporcionando prazos de financiamento mais extensos; aplicação do FGTS inativo no comércio; e menor base de comparação de 2016.

Os dados são do varejo ampliado, que inclui concessionárias de veículos e lojas de material de construção, além das seguintes atividades: autopeças e acessórios; farmácias e perfumarias; lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos; lojas de móveis e decorações; lojas de vestuários, tecidos e calçados; outros tipos de comércio varejista; supermercados.  

Atividades 

Na comparação com junho do ano passado, quatro das nove atividades analisadas apresentaram crescimento. O maior ficou com o setor de lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos (21,9%), seguido por móveis e decorações (10,2%), concessionárias de veículos (7,7%) e autopeças e acessórios (6,7%). 

Por outro lado, registraram taxas negativas lojas de vestuário, tecidos e calçados (-6,9%), outros tipos de comércio varejista (-6,5%), lojas de material de construção (-3,1%), supermercados (-0,7%) e farmácias e perfumarias (-0,4%).

Regiões

Em junho, em 10 das 16 regiões avaliadas pela pesquisa ACVarejo o comércio teve saldo positivo sobre o mesmo mês de 2016, com destaque para Jundiaí (8,3%), Campinas (5,7%) e Araçatuba (4,6%). Já no primeiro semestre, as maiores altas foram em Jundiaí (6,9%), Sorocaba/ Vale do Paranapanema (4,3%) e Ribeirão Preto/Baixa Mogiana/Franca (3,7%).

A pesquisa ACVarejo é elaborada pelo Instituto de Economia da ACSP com base em informações oficiais da Secretaria de Fazenda do Estado.



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Entidade financia quase R$ 7 milhões para pequenas empresas do ABC em 2017

Da Redação

A Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista desembolsou R$ 6,9 milhões em financiamentos para pequenas e médias empresas do ABC no primeiro semestre de 2017, valor 1.069% superior aos R$ 590 mil registrados no mesmo período do ano anterior. Entre os destaques, o balanço da instituição revela que a alta dos financiamentos foi puxada pelo setor da indústria e que a maior parte dos recursos foi destinada para o investimento fixo, fundamental para garantir o crescimento da economia, como a implantação, expansão e modernização de empresas.

Desempenho

No primeiro semestre de 2017, as pequenas e médias Indústrias foram as principais tomadoras de crédito, representando 95% (R$ 6,5 milhões) dos desembolsos realizados pela Desenvolve SP na região. No mesmo período do ano passado o valor desembolsado ao setor foi de R$ 70 mil. Os outros 5% foram tomados pelo setor de Comércio e Serviços, investindo R$ 360 mil entre janeiro e junho deste ano ante R$ 519 mil em igual período do ano anterior.

Santos  é o presidente da entidade | Foto: Divulgação

“A região do ABC acompanhou o desempenho estadual e ficamos otimistas com resultados alcançados no primeiro semestre de 2017. Crescemos mais que o mercado de crédito como um todo e temos perspectiva positiva para o segundo semestre que aponta para um início de retomada da economia”, diz Milton Luiz de Melo Santos, presidente da Desenvolve SP. 

Ainda segundo o balanço, 97% do montante desembolsado pela instituição foi destinado ao financiamento de projetos de longo prazo, como a implantação, expansão e modernização de empresas. “São pequenos e médios empresários que estão apostando no investimento em capital fixo para ampliar sua capacidade produtiva, condição fundamental para o fortalecimento da economia do país”, diz Santos. Os outros 3% foram para operações de capital de giro, atendendo as necessidades do dia a dia dos negócios, como a reposição de estoques e de matérias-primas.

As empresas atendidas no 1º semestre de 2017 estão localizadas nas cidades de Santo André (R$ 126 mil); São Bernardo do Campo (R$ 2 milhões); São Caetano (R$ 50 mil) e Diadema (R$ 4,7 milhões).





terça-feira, 22 de agosto de 2017

Empresas de Santo André podem recuperar PIS e COFINS pagos em importação

Da redação

As empresas associadas à Associação Comercial e Industrial de Santo André (ACISA) que realizaram operações de importação, entre agosto de 2008 até outubro de 2013, podem recuperar o valor do PIS e da Cofins pagos nesse período. Um Mandado de Segurança Coletivo, ajuizado pela entidade em 2013, garante o benefício aos associados.

O escritório Alcantara Advogados & Associados foi o responsável por ajuizar a ação que beneficia as empresas de Santo André e, agora, prestará orientações e dará respaldo jurídico aos empresários que desejam recuperar o montante pago indevidamente.

Entenda o caso

Em 2015, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional a forma como o PIS e a Cofins indiciam sobre as importações, já que esses tributos eram onerados pela base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). 

Na ocasião, a procedência da ação coletiva autorizou a compensação dos valores recolhidos indevidamente pelos associados nos cinco anos anteriores a 23 de agosto de 2013, quando a ação foi ajuizada. Vale ressaltar que, essa ação, já transitou em julgado, não cabendo mais recurso. O valor a ser ressarcido será corrigido por meio da taxa Selic.

Para reaver o valor, a empresa precisa ter todas as declarações de importação (DI´s) do período entre 2008 a 2013, além dos comprovantes de pagamento de PIS/COFINS do mesmo período.

Mais orientações e informações sobre esse trâmite podem ser obtidas no escritório Alcantara, que representa a ACISA e seus associados na ação, pelo telefone (11) 5572-8225.



Conferência online gratuita começa hoje

Da redação

Hoje e amanhã (22 e 23), às 20h, a plataforma de ensino Me Salva! realizará o Me Salva! Con, conferência online gratuita sobre ideias e propósitos que movem a sociedade ao futuro. O tema dessa edição é profissionais do futuro e refletirá sobre "um mundo em que grande parte das profissões não vão mais existir nos próximos anos".

Entre os palestrantes estão:  Tiago Mitraud, diretor executivo da Fundação Estudar, que falará sobre um jeito diferente de pensar a carreira. Pedro Sirotsky, diretor da E.Bricks Ventures, que abordará a dura realidade do empreendedor. Renata Moraes, fundadora da Impulso Beta, comentará sobre como seria o mundo com uma mulher à frente da Apple. Carlos Sena, diretor de estratégia da Serasa Experian, falará sobre o papel do jovem na transformação digital das empresas e Miguel Andorffy, fundador do Me Salva!, abordará como aprender a escrever a própria história.

Com o lançamento do Me Salva! Con, a plataforma de ensino possibilitará o acesso gratuito de pessoas que buscam novos conhecimentos, por meio das palestras de grandes executivos. Para se inscrever clique aqui.




Luiza Helena Trajano palestrará em Diadema

Da Redação 

Pode parecer cedo, mas quando se trata de uma palestra da presidente da rede de lojas Magazines Luiza, Luiza Helena Trajano, é preciso se apressar para garantir um lugar. Em 25 de outubro, a  Associação Comercial e Empresarial (ACE) Diadema trará essa figura marcante do empreendedorismo nacional a fim de compartilhar experiência e ampliar a visão mercadológica dos empresários de todo o ABC Paulista. O evento será realizado no auditório do Colégio Adventista do Sétimo Dia, localizado no centro de Diadema (Rua Manoel da Nobrega, 700). 

São aguardadas cerca de 800 pessoas ligadas a indústria e comércio da região, bem como jovens empreendedores. Os ingressos estão à venda na ACE Diadema, ao valor de R$ 50. 

Evento ocorrerá em outubro | Foto: Reprodução 

Sobre o tema “Fazendo Acontecer” e com foco no poder de crescimento econômico que Diadema possui, Luiza abordará assuntos ligados ao mundo corporativo, tais como: marco de inovação, motivação pessoal e equipe etc. A palestra será uma das atrações que farão parte da campanha Outubro Rosa / Novembro Azul promovida pela ACE, com o objetivo de fomentar os negócios locais, ao mesmo tempo em que despertará a conscientização das pessoas para a própria saúde. 

“A Luiza tem uma história de vida linda e inspiradora. Acredito que os cases de sucesso que ela apresentará, agregarão demais aos participantes. Além disso, é uma excelente oportunidade de mostrar o potencial que Diadema tem para os negócios e surpreender a fundadora desta grande empresa. Para tanto, temos trabalhado com foco para que este encontro supere as expectativas”, disse a presidente da ACE Diadema, Vera Lucia Rocha. 

Para o diretor do Colégio Adventista do Sétimo Dia, Henrique Karru Romaneli, receber uma personalidade como Luiza Helena Trajano enriquecerá o currículo da instituição e levará uma oportunidade de alunos e convidados a obter mais conhecimento e comprometimento com a vida profissional. “Estamos felizes e honrados em sermos palco para alguém tão importante e influente em nosso País. Posso afirmar que todas as pessoas envolvidas ficarão satisfeitas com esse momento", comentou Romaneli. Além da palestra, a ACE Diadema proporcionará networking entre os participantes, com o intuito de buscarem novas parcerias para seus negócios. 

Ainda, de cunho ambiental, essa palestra é Carbono Free e já tem um cálculo previamente feito sobre a geração do CO2 (gás carbono) que desprenderá para tal realização. Assim, no dia 17 de setembro, durante a semana nacional do meio ambiente serão plantadas 180 mudas de árvores, próximo a Avenida Eldorado, em Diadema. Trata-se de uma parceria da ACE Diadema, Secretaria de Meio Ambiente de Diadema, Solaris Ambiental e Rotary Club Diadema Floreat e Rotary Club de Diadema.






Empresário português “pesca” empresas no Brasil

Por Carlos A.B. Balladas 


A saga lusitana de se lançar em busca de novos mundos transformou-se no século 21 na aventura de captar novos negócios, pelo menos para Bartolomeu da Costa Cabral, proprietário da GMV. Innovative.Consulting. 

Com vários investimentos no Brasil, Bartolomeu está constantemente em contato com empreendedores e consultores brasileiros para fazer com que brasileiros e suas empresas cruzem o Atlântico e se estabeleçam em Portugal. 

Costa Cabral esteve no Brasil para participar de evento no ABC

A mais recente investida de Costa Cabral aconteceu na primeira edição do Startup Award Brasil – um evento organizado pelo ITESCS – Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul – e a Atlantic Hub, empresa de investimentos com capital brasileiro e lusitano. O evento ocorrido nas dependências do Instituto Mauá de Tecnologia e no qual foi escolhida uma startup curitibana que será alavancada por capital lusitano. 

Na ocasião, Costa Cabral concedeu entrevista exclusiva ao caderno Negócios em Movimento. 

Negócios em Movimento (NM): O que é exatamente a sua empresa?
Costa Cabral (CC): Eu sou o único sócio da empresa e tenho feito alguns investimentos, comprado outras empresas e tenho tentado criar um portfólio de empresas que tenham sinergia, que tenham alguma coisa a ver, cada uma delas tenham alguma coisa a ganhar com a outra entrar dentro dessa estrutura.

NM: Todas as empresas têm uma sinergia entre si?
CC: Exatamente. Não sou investidor para entrar e sair, basicamente eu invisto para fazer crescer a empresa, também não digo que não posso haver uma venda de empresa, mas isso só acontece se, de fato, não houver interesse das outras empresas de manter-se dentro deste universo. 

NM: A sua empresa fica sediada em Portugal?
CC: Sediada em Portugal, tem a sede em Cascais e depois tenho empresas em vários lugares do mundo, tenho empresas na China, México e  Brasil.

NM: Ao todo, são quantas empresas?
CC: São cerca de 30 empresas.

NM:Todas elas atuam num único segmento?
CC: São vários segmentos. Talvez, os três segmentos que nós atuamos todas elas têm alguma coisa a ver, desenvolvimento de TI – Tecnologia da Informação, tem alguma parte disso; engenharia industrial, onde também estamos muito fortes, e a outra parte que nós trabalhamos sério é a de consultoria internacional de exportação. 

NM: Qual a sua origem com empreendedor? Como você iniciou a sua atividade de empreendedor?
CC: Eu comecei a empreender em 2000, aliás, a data de fundação da GMV, que é a empresa  holding em Portugal, é 1º de janeiro de 2000, e desde aí não parei de empreender. A primeira empresa que eu tive foi a GMV e nessa altura, não era uma holding, era uma empresa que fazia desenvolvimento de software, em 2000 ainda era muito importante fazer web page, fazer tudo que fosse relacionado à internet era um grande negócio.

NM: Qual a origem do capital de investimento?
CC: Esse dinheiro vem de outras empresas que eu tenho, algumas delas lá fora, são de engenharia. A empresa principal que é no fundo cash call, como que se diz, desses setores de negócios tem a ver com uma empresa que tem, neste momento, duas filiais uma em Madri, na Espanha, e outra na China, em Guangzhou, Cantão. Essas duas empresas fazem engenharia cênica, basicamente, tudo que se movimenta dentro dos teatros, dentro dos palcos, na parte de engenharia na parte mesmo de mecânica, essas empresas já existem desde 2009/2010, foi quando começou mais a expansão delas. Fazemos teatros no mundo todo, na Rússia, no México, nos Estados Unidos, no Brasil ainda não fizemos nenhum. 

NM: E os seus negócios aqui no Brasil?
CC: Eu comecei a fazer negócio no Brasil em 2006/2007. Tive uma empresa de incorporação em Recife, com a qual fizemos um projeto grande do Minha Casa, Minha Vida, depois isso não continuou. Tinha um sócio brasileiro, que tinha 51% do negócio.

NM: Você continua buscando negócios aqui no Brasil?
CC: O que nós estamos fazendo são duas coisas: ver se existem empresas que ganham com a possibilidade de ir para o mercado europeu, não é só Portugal, e estamos vendo também a possibilidade de ir buscar um pouco da tecnologia que existe em Portugal, na parte de empreendedorismo e inovação que é muito forte.

NM: Em uma  exposição sua soubemos que  você está levando uma empresa, a Cbpack, fabricante de utensílios descartáveis a partir de farinha de  mandioca.
CC: A Cbpak foi o primeiro negócio luso-brasileiro que fizemos. Basicamente, é uma fábrica que já existe com outros sócios no Rio de Janeiro. O pessoal que inventou o conceito, que é dono do know how, decidiu fazer uma nova fábrica não com os sócios do Brasil, mas com a GMV, em Portugal.  

NM: Então, a fábrica ficará no Brasil e em Portugal?
CC: Exatamente. Terão duas fábricas. São totalmente compostáveis, ou seja, você tira aquilo da farinha de mandioca, que é como você sabe vegetal e no final é só colocar na terra, porque aquilo já é terra. Então, é compostável 100%. Não tem nenhum produto que afeta a natureza.

NM: Esse know how é totalmente brasileiro?
CC: Esse know how é totalmente brasileiro, mas houve uma grande incorporação de tecnologia das nossas empresas, porque nós estudamos o método de produção da fábrica e criamos uma linha de fabricação para diminuir o pessoal necessário, reduzir a mão de obra e para ter uma ideia nós reduzimos de 52 pessoas para 400 mil unidades, por mês, para 8 a 9 pessoas para 2 milhões de unidades. 

NM: A matéria-prima sairá daqui do Brasil?
CC: Do Brasil, da África, Índia também, tem várias possibilidades.
Quanto você tem investido nessas 30 empresas? Você tem ideia do montante que você investiu?
O total de investimentos em startups, que nós estamos aqui falando, basicamente ronda entre 5 e 6 milhões de euros. 

NM: Como a relação Brasil-Portugal  poderia ser intensificada?
CC: Temos 30 mil startups, vamos dizer na designação que vocês têm aqui de startups, em comparação com 8 mil startups no Brasil, 30 mil para 10 milhões de habitantes, 8 mil para cerca de 220, 230 milhões. 

NM: Como os portugueses veem o mercado brasileiro para essas startups e para os seus negócios?
CC: É uma oportunidade. Nós sentimos que se nós já temos os problemas resolvidos lá de inovação, já temos até os problemas resolvidos até de modelos de negócios, por que não pegar as empresas que estão com alguma dificuldade naquela concorrência toda que existe na Europa de inovação. Por que não pegar essas empresas e trazer para cá no mesmo ramo, falando entre dois produtores, o brasileiro e português, e tentar chegar num acordo para tentar ganhar o mercado mais rapidamente? Aí sim pode haver uma grande vantagem, porque não é fácil chegar ao mercado europeu por causa da concorrência da inovação.

NM: O que você tem procurado no Brasil especificamente?
CC: Eu tenho procurado três tipos de coisas: estou muito interessado em tudo que é produto, como o caso da Europapak  (nome da Gbpack em Portugal)  tudo que é produto ligado à ecologia, ligado às novas fontes de energias renováveis, tudo que é ligado ao ecossistema, a parte social também, porque isso não vence agora no Brasil, mas pode vencer imediatamente na Europa, portanto, essas são as empresas que eu acredito que aqui não vão crescer tão rápido, e na Europa sim, vão crescer muito rápido. Segundo tipo de empresas que eu estou à procura são empresas que nós já conhecemos lá algumas tecnologias, que estão muito desenvolvidas, existe aqui uma febre muito grande das fintechs. Em Portugal, não só, na Europa toda, as fintechs são uma coisa que tem evoluído com uma rapidez louca. E eu tenho várias empresas que tentar entrar com meu portfólio, que talvez já esteja num estágio mais evoluído dos projetos que eu tenho recebido aqui das fintechs, seja para pensar como fomos aqui. Outra parte, que eu acho que é uma grande vantagem, os nossos conhecimentos dentro do grupo da parte de indústria tentar encontrar produtos que, de fato, possam ser produzidos aqui no Brasil. O que falta no Brasil é produção, ‘reindustriar’, tentar industrializar todos os produtos e fazer a inovação acima de tudo para esses produtos, isto não está sendo feito, não há uma ajuda do Estado nisso, é muito difícil produzir. 

NM: Quer dizer que o problema nosso de produção é o Estado?
CC: Eu não diria que é só o Estado, eu acho que o Estado não ajuda, mas não tem as condições para fazer a produção com nós temos na Europa, as infraestruturas do transporte não são fáceis, portanto, é muito difícil você saber onde você vai colocar a indústria, para depois ter o escoamento do produto, a parte toda também que tem a ver com o know how industrial de engenharia senti que existe um pessimismo que já vem de trás e não deixa entrar algumas tecnologias aqui dentro que seriam fundamentais para avançar na indústria.  

NM: Acabamos sendo só exportadores de commodities.
CC: Exatamente, só de commodities. Depois vem tudo já transformado para cá. 

NM: Por que fazer uma fábrica na Europa e só exportar matéria-prima? É mais fácil?
CC: É. A razão que nós fizemos a fábrica na Europa não foi só por causa disso, nós conseguimos foi um financiamento para a fábrica e optamos por fazer a fábrica para produzir os 2 milhões de unidades, ou seja, cinco vezes mais do que aqui, por um valor que eu diria dez vezes mais baixo do que com este investimento aqui, para fazer a mesma fábrica.