sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Empresas enxugam 11% dos quadros e elevam em 17% o faturamento por funcionário

Da Redação

Empresas da iniciativa privada reduziram o quadro de colaboradores em 11,09% em 2015, contra 1,40% em 2014, ou seja, a eliminação de pessoal no ano passado foi quase oito vezes maior do que no ano anterior. Em consequência, o faturamento por colaborador subiu de R$ 280,4 mil para R$ 330,3 mil no ano passado, o que significa que em 2015 as empresas enxugaram as equipes, mas aumentaram em 17,77% o faturamento por funcionário em termos reais, levando-se em conta os 10,67% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que baliza os salários.

A redução de efetivos de forma voluntária atingiu apenas 9,5% no ano passado, contra 36,9% em 2014. Num quadro de grave crise econômica, é natural que as pessoas se prendam mais ao emprego, conclui pesquisa sobre Indicadores de Gestão de Pessoas realizada anualmente pelo Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Carreiras, Liderança e Competências (GEPeCLiC) da Pós-Graduação em Administração da Universidade Metodista de São Paulo, em parceria com a Associação de Gestores de Recursos Humanos (AGERH).

Dados são referentes a 2014 e 2015 | Foto: Reprodução 

Apesar do universo restrito a 10 empresas grandes e médias do ABC e Capital, os números são representativos porque compreendem indústria e serviços do setor privado que são referência em suas atividades econômicas. Estão nesse rol organizações nacionais e multinacionais, de administração familiar e não familiar das cidades de São Bernardo do Campo, Diadema e São Paulo. Os dados referem-se a 2015 comparados a 2014, ou seja, a um ano de crise já instalada. Foram avaliadas 12 práticas, desde gestão de pessoas até incentivos aos quadros e ações de sustentabilidade, passando por pesquisa específica sobre o Departamento de Recursos Humanos.

Na 17ª edição, o levantamento indica que a redução dos cargos de liderança em relação ao total foi de 9,5%, contra 10,4% há dois anos. Esse movimento reforça outro dado da pesquisa segundo o qual aumentou o percentual de pessoas com curso superior no quadro de funcionários, de 17,7% para 18,7%. Os pesquisadores acreditam que talvez o desligamento em massa de funcionários tenha sido maior entre os que não possuem curso superior. 

Um dado positivo diz respeito ao incentivo à formação educacional. Somente 40% das empresas declararam não oferecer benefícios. Nas 60% restantes os incentivos variam de 25% a 100%.
Outro avanço está sobre mulheres na liderança, que chegaram a 52,1% em 2015, quando no ano anterior eram 46,3%. Significa que pela primeira vez a quantidade de líderes mulheres ultrapassou a quantidade de líderes homens. Isto é resultado da maior quantidade de mulheres em cursos superiores, sobretudo os ligados à gestão como Administração e tecnólogos em Gestão.

Por outro lado, pelo segundo ano consecutivo ficou clara a pouca preocupação com a carreira dos funcionários nas empresas pesquisadas, pois nenhuma apontou planos de gestão de carreiras, retenção de talentos e preparo para aposentadoria.

RH perde status

Especificamente sobre o setor de Recursos Humanos (RH), a pesquisa chama atenção para a perda de status em 2015. Houve rebaixamento dos cargos de diretores para gerentes e, destes, para supervisores. Em compensação, aumentou de 67% para 87% o percentual de líderes de RH participando de comitês estratégicos, provavelmente para gerir as consequências legais e de custo das demissões. 

Os RH com cargos de diretoria ou acima desse nível somaram 30% no ano passado, contra 50% no ano anterior, enquanto aqueles com status menor, de supervisão, cresceram de 8,3% para 20% no confronto dos dois períodos.

Também se destaca a redução do percentual de Treinamento & Desenvolvimento (T&D), revelando que em momentos de crise essa função é menos prioritária que as funções operacionais (caiu de 19% para 5,9% do total de RH). A íntegra da pesquisa pode ser acessada aqui.



Vendas do varejo paulistano apresentam primeira alta do ano

Da Redação

O movimento de vendas do comércio varejista paulistano apresentou alta média de 2,1% na primeira quinzena de novembro em comparação com o mesmo período do ano passado. A informação é do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). É a primeira vez, no ano, que a pesquisa registra aumento. O resultado poderia indicar uma recuperação do varejo. Contudo, na avaliação da ACSP, o saldo positivo decorre de dois fatores. 

Um deles é a base fraca de comparação com a mesma quinzena de 2015, quando a retração média foi de 15,2%, no auge dos efeitos da crise político-econômica brasileira. 

Primeira quinzena de novembro registrou alta na comparação com o mesmo período do mês anterior | Foto: Reprodução 

A outra causa é o efeito-calendário. Em 2016, os 15 primeiros dias de novembro tiveram um dia útil a mais sobre igual período do ano passado, beneficiando as lojas. Além disso, os feriados desta quinzena foram mais favoráveis ao setor. O primeiro (Finados) caiu numa quarta-feira, evitando a emenda. Já o segundo (Proclamação da República) foi afetado pelo mau tempo, o que evitou que mais paulistanos viajassem, justifica o presidente da entidade, Alencar Burti.  

“É um bom resultado, mas circunstancial. Não podemos projetá-lo para o fim do mês e nem para o fechamento do ano. Ainda há incertezas no cenário macroeconômico. Só a recuperação do emprego, da renda e da confiança pode, de fato, alterar os nossos indicadores econômicos”, comenta. 

O avanço médio de 2,1% nas vendas do varejo paulistano foi puxado pelas comercializações a prazo, que subiram 4,6%. Embora as linhas branca e marrom ainda estejam em queda, nota-se uma procura maior por eletroportáteis e celulares, que são produtos de menor valor e, portanto, com parcelas mais acessíveis.

Já as transações à vista tiveram pior desempenho - caíram 0,5% - porque os itens de vestuário e calçados da moda Primavera-Verão não decolaram, em decorrência das temperaturas mais amenas.

Comparação mensal

Frente à primeira quinzena de outubro de 2016, o movimento de vendas na cidade na primeira quinzena de novembro caiu em média 5,2%, sendo que os recuos foram de 1,6% a prazo e de 8,7% à vista. O resultado se explica pela sazonalidade, visto que outubro contou com o Dia das Crianças, o que deu fôlego ao comércio, sobretudo na área de bens semiduráveis (vestuário, calçados, brinquedos). O Balanço de Vendas da ACSP é elaborado quinzenalmente com base em amostra fornecida pela Boa Vista Serviços



Queda no emprego perde força; Santo André registra saldo positivo

Da Redação

A pesquisa de Nível de Emprego de outubro, divulgada hoje (18) pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), indica que a indústria paulista perdeu 6.500 postos de trabalho, o que representa recuo de 0,28%, em relação ao mês de setembro. Desde o início do ano, o total acumulado é de 92 mil demissões. Santo André, contudo, registrou saldo positivo no índice.

Dados são da pesquisa de Nível de Emprego da Fiesp e Ciesp | Foto: Arquivo

De acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e Ciesp, Paulo Francini, o resultado da pesquisa levou à revisão da projeção, feita pelas entidades, de 165 mil postos de trabalho a menos na indústria paulista em 2016. “Continuamos perdendo, mas de forma atenuada e devemos chegar a, no máximo, 150 mil demissões”.

O diretor afirma, no entanto, que a situação da indústria é muito grave e que ser melhor do que 2015 – quando foram registrados 235 mil postos de trabalho a menos – é quase uma obrigação do setor. “Não conseguimos ver ainda a marca do que poderíamos chamar de recuperação e retorno do crescimento".

Setores e regiões

Em outubro, das 36 Diretorias Regionais do Ciesp incluídas na pesquisa, 12 (33%) apresentaram saldo positivo na pesquisa. Entre as que registraram contratações está Santo André (0,90%), Santos (1,75%) e Matão (1,92%), que teve saldo positivo pelo segundo mês consecutivo.

Entre as 18 (50%) regiões que apresentaram saldo negativo, destaque para Limeira (-4,31%), Santa Bárbara d’Oeste (-3,46%) e São José dos Campos (-2,56%). A quantidade de regionais com índices negativos, no entanto, é menor do que a registrada pela pesquisa no mês de outubro dos três anos anteriores (20 negativas em 2013, 30 em 2014 e 31 em 2015).

Dos 22 setores apurados pela pesquisa, 13 (59%) demitiram, cinco apresentaram estabilidade e quatro registraram contratações. Três setores se destacam no caso de perda de vagas: Outros Equipamentos de Transporte (-2.045 vagas); Veículos automotores (-1.522) e Produtos Alimentícios (-885).



Contrato de Franquia: por que ele é tão importante?

*Por Diego Simioni

Você que pretende comprar uma franquia, mais cedo ou mais tarde, irá se deparar com uma tarefa árdua: avaliar o contrato da marca que escolheu. Independente do segmento, ele certamente estará presente na fase final da compra de uma franquia.

Especialista ressalta que contrato é diferente da Circular de Oferta de Franquia (COF) | Foto: Reprodução 
A maioria das pessoas não gosta de ler contratos. Eu também não. Mas é fundamental que você leia e entenda muito bem esse documento. É sempre bom contar com a ajuda de um advogado, e é importante que ele conheça pelo menos um pouco sobre o setor de franchising. 

Primeiramente, cabe destacar que o contrato é diferente da famosa COF - Circular de Oferta de Franquia. São dois documentos. A COF é obrigatória, segundo a lei de franquias, e todo franqueador deve fornecer aos interessados em comprar uma franquia de sua marca. Nela, que por lei precisa ser entregue ao candidato pelo menos dez dias antes do contrato, estão descritas todas as regras do negócio.

Junto com a Circular de Oferta de Franquia, deve ser fornecido também o Contrato de Franquia. A cargo dele, fica o tradicional “juridiquês”. Ele deve conter, em essência, as mesmas regras descritas na COF, mas em formato de cláusulas contratuais.

Além do Contrato de Franquia é muito comum as redes utilizarem outro instrumento, chamado de Pré-Contrato de Franquia, para formalizar a compra antes da assinatura do contrato definitivo. Portanto, na maioria dos casos, junto com a Circular de Oferta de Franquia, além de receber o Contrato, você receberá também o Pré-Contrato.

Uma característica importante do Contrato de Franquia é que ele é personalíssimo, ou seja, você não pode transferi-lo para um terceiro sem aprovação da franqueadora. Tanto é que você o assinará duas vezes: uma como Pessoa Física e outra como o responsável legal da Pessoa Jurídica que você acaba de constituir.

Antes de assinar Contrato de Franquia, você precisa analisar algumas questões. Primeiramente, consulte a situação da marca no INPI - Instituto Nacional da Propriedade. Na Circular de Oferta de Franquia deve conter o número do registro. Caso a marca tenha sido indeferida ou contestada por um terceiro, isso é um sinal de atenção.

Na sequência, procure entender exatamente qual o critério que define o território de atuação da sua unidade. Normalmente, essa é a cláusula que mais gera polêmica. Há vários tipos de definição, como território livre, exclusivo ou preferencial. Fique atento ao que cada um representa. 

Depois, procure entender quais serão seus fornecedores e a política de compras. Normalmente, as redes de franquia trabalham com três tipos de fornecedores ou com a combinação de alguns deles: fornecedores terceiros homologados; fornecedores livres; e fornecedores próprios (quando o franqueador é o fornecedor). Mais do que entender como funciona a cadeia de fornecimento, é importante entender as regras relacionadas às compras.

Procure ainda conhecer a política de preços de venda dos produtos e serviços. É fundamental entender o que diz o Contrato de Franquia sobre a prática de preços de venda e condições comerciais na rede. Fique atento principalmente quando o franqueador estabelecer preços fixos de venda, independente da praça de atuação da unidade franqueada.

Entenda também qual é o tipo de suporte oferecido. Um dos motivos pelos quais você provavelmente está comprando uma franquia é porque acredita que contará com o suporte da franqueadora. 

Preste atenção ainda nas regras de renovação do contrato. A maioria dos Contratos de Franquia tem seu prazo de duração definido em cinco anos. Apesar de parecer um período longo, é natural que você se preocupe com o que acontece após esse tempo, afinal você realizou um investimento importante para abrir uma franquia e na teoria, irá se dedicar a criar uma franquia de sucesso.

Mesmo que nem de longe seja sua intenção, é preciso analisar o que diz o contrato para caso você queira sair do negócio ou vender sua franquia. Vender ou fechar uma franquia não é a mesma coisa que fechar um negócio próprio. Como o Contrato de Franquia é personalíssimo, isso significa que você não pode vender sua franquia para qualquer um, sem aprovação da franqueadora.

Enfim, entender o seu Contrato de Franquias e quais são as regras pelas quais a sua relação com o franqueador será regida é uma etapa fundamental antes de comprar uma franquia. É importante conhecer um pouco sobre a lei de franquias, entender a função de cada documento que receberá da empresa franqueadora e quais são as principais cláusulas presentes neste tipo de contrato e no que você precisa estar atento. Estando bem informado você terá muito mais chance de fazer um bom negócio!

*Diego Simioni é administrador de empresas e fundador do FranquiAZ consultoria especializada no segmento de franquias.



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Varejo do ABC fatura mais que 14 estados brasileiros

Da Redação

O comércio varejista da região do ABC, formada por sete municípios, faturou R$ 28,9 bilhões em 2014, quinta posição entre as 16 regiões paulistas e com participação de 5,6% no total do varejo no estado de São Paulo (R$ 512,8 bilhões). O valor é mais que cinco vezes a receita do estado de Rondônia no mesmo segmento, e supera a receita de 14 estados brasileiros. Os dados são de um estudo elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nos dados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Se o ABC fosse um estado brasileiro, o faturamento do varejo seria maior do que os valores registrados no Maranhão (R$ 26,5 bilhões), Mato Grosso do Sul (R$ 26,4 bilhões), Rio Grande do Norte (R$ 22,2 bilhões), Pará (R$ 21,7 bilhões) e de outros dez estados.

Região faturou R$ 28,9 bilhões em 2014 | Foto: Marcelo Camargo/AgBr

O varejo da região empregava 134.634 pessoas em 2014, número superior ao de 13 estados brasileiros e o sexto maior entre as 16 regiões analisadas.

O total de rendimentos pagos foi de R$ 2,5 bilhões, quantia maior do que a de 14 estados e a quarta maior entre as 16 regiões, sendo 10,8% maior que a média do estado. A remuneração média mensal dos funcionários do varejo da região do ABC foi de R$ 1.527,29, renda superior a de 27 estados brasileiros e 26,6% maior do que a média nacional que é de R$ 1.206,70.

Varejo paulista

O faturamento do comércio varejista do estado de São Paulo, composto por 645 municípios, atingiu R$ 512,8 bilhões em 2014 - o maior do País e que corresponde a 30% do total do varejo nacional. Os números demonstram o tamanho e a importância do varejo paulista para a economia nacional, sendo a região com maior concentração de oportunidades de emprego e geração de renda. 

Em 2014, o varejo paulista empregava 2.512.855 pessoas - 2,5 vezes maior que o número de pessoas ocupadas no varejo de Minas Gerais e o equivalente às regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte juntas. O total de rendimentos pagos foi de R$ 45,5 bilhões, quantia maior do que a soma de 22 estados e 3,6 vezes o total do estado mineiro, segundo colocado no quesito. 

A remuneração média mensal é de R$ 1.508,16 - superior a todos os outros estados brasileiros e 25% maior do que a média nacional de R$ 1.206,70. 

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, a economia diversificada e rica faz do estado de São Paulo independente de setores específicos, que são sujeitos aos altos e baixos das crises. A produção paulista exporta desde soja até aviões, ou seja, a economia local não fica refém de uma só atividade, justificando o protagonismo do Estado no cenário nacional e internacional. 

Entre as 16 regiões analisadas pela Federação, os maiores faturamentos foram registrados na capital (R$ 160,4 bilhões), em Campinas (R$ 50,5 bilhões), Osasco (R$ 48,8 bilhões) e Ribeirão Preto (R$ 29,7 bilhões). Já as regiões de Presidente Prudente (R$ 7,4 bilhões), Araçatuba (R$ 7,7 bilhões), Marília (R$ 9,8 bilhões) e Araraquara (R$ 13,6 bilhões) apresentaram os menores faturamentos do varejo no Estado.

Outro ponto que merece destaque, de acordo com a entidade, é que cada uma das 16 regiões do Estado também detêm a riqueza e diversidade característica do varejo paulista, não sendo dependentes da capital. Se as 16 regiões selecionadas fossem estados, seriam mais ricas que pelo menos dois estados brasileiros e nenhuma delas amargaria o último lugar do ranking nacional.



Produção da Braskem no Brasil bate recorde no terceiro trimestre de 2016

Da Redação 

A Braskem, maior petroquímica das Américas, bateu recorde de produção no Brasil durante o terceiro trimestre de 2016. A petroquímica registrou taxa média de utilização dos crackers de 96%, quatro pontos percentuais acima do mesmo período do ano passado. A produção de eteno alcançou o recorde de 903 mil toneladas enquanto a de petroquímicos básicos atingiu 1,6 milhão de toneladas, alta, respectivamente, de 4% e 3% sobre igual período de 2015. 

Ao longo do terceiro trimestre, a Braskem observou sinais de retomada gradual do mercado brasileiro de resinas. A demanda por resinas foi de 1,3 milhão de toneladas, uma expansão de 6% quando comparada ao mesmo período do ano passado. As vendas da companhia totalizaram 890 mil toneladas, um crescimento de 3% em relação ao terceiro trimestre de 2015. Para fazer frente ao crescimento da demanda interna, a Braskem reduziu o volume de exportações de resinas, verificando queda de 7% na comparação com o trimestre anterior. Já as exportações de petroquímicos básicos atingiram 338 mil toneladas, 11% superior ao volume registrado no segundo trimestre do ano.

Refletindo a boa eficiência operacional, as plantas de produção de polipropileno das unidades dos Estados Unidos e Europa tiveram taxa média de operação de 101%. A produção totalizou 512 mil toneladas durante o período, o que representa uma expansão de 4% em relação ao terceiro trimestre de 2015. As vendas, por sua vez, atingiram 503 mil toneladas, em linha com o mesmo período do ano anterior. Os números são resultado do foco da Braskem no desempenho operacional aproveitando a contínua demanda no mercado de PP nesses mercados, principalmente nos Estados Unidos.

No Complexo Petroquímico da Braskem Idesa, no México, as operações iniciadas em abril apresentaram uma contínua evolução. A taxa média de utilização das plantas de polietileno alcançou 63%. O volume total de produção de polietileno nas plantas foi de 166 mil toneladas e as vendas totalizaram 153 mil toneladas, das quais 39% foram vendidas no mercado mexicano e 61% destinadas à exportação.

EBTIDA

O EBITDA consolidado da Braskem no terceiro trimestre de 2016 voltou a apresentar resultados robustos, atingindo R$ 3 bilhões. Um volume maior de vendas de resinas no mercado brasileiro, a melhoria dos spreads de resinas no mercado internacional e o crescente resultado do Complexo Petroquímico do México impulsionaram o resultado. Houve também impacto negativo por causa da valorização do real frente ao dólar. Em dólares, o EBITDA foi de US$ 924 milhões, 6% superior ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido consolidado da Braskem no trimestre foi de R$ 818 milhões. Aos acionistas da companhia foi destinado um lucro de R$ 889 milhões, referentes ao lucro da controladora. 

“Além dos avanços na internacionalização nas Américas e da diversificação no uso de matérias-primas, no terceiro trimestre, as plantas industriais apresentaram alto nível de eficiência operacional em todas as regiões onde temos presença”, avalia Fernando Musa, presidente da Braskem. “Adicionalmente, já é possível observar os primeiros sinais de retomada da atividade econômica do mercado brasileiro.”

UTEC®

A Braskem segue com seu plano de investimentos e crescimento. Já em outubro, a companhia anunciou o comissionamento da sua nova planta de Polietileno de Ultra-Alto Peso Molecular (UHMWPE), em La Porte, no estado norte-americano do Texas. A Braskem comercializa o UHMWPE sob a marca UTEC®, desenvolvida e produzida a partir de tecnologias próprias. A nova planta de UTEC®  deve entrar em operação até o fim do ano, fortalecendo a posição da Braskem como uma das maiores produtoras desta resina de alto desempenho.



Lanches e carnes são as comidas mais pedidas no ABC

Da Redação

Com intuito de avaliar os hábitos dos consumidores no delivery de comida, o PedidosJá elaborou um levantamento com base em 10 mil pedidos efetuados pelos usuários do ABC ao longo de 2016. A pesquisa, que abrangeu mais de 500 restaurantes da região, aponta que as carnes e os lanches são os itens preferidos no momento de matar a fome, representando respectivamente 19% e 15% das solicitações na plataforma. Na sequência, aparecem pizzas (13%), esfihas (12%) e a marmitex (4%).

Lanches representam 15% dos pedidos  | Foto: Reprodução

O gerente comercial do PedidosJá no Brasil, Bruna Rebello, explica que o levantamento no ABC apresenta uma particularidade em relação as principais regiões do País, uma vez que a grande maioria das cidades tem a pizza como líder no ranking dos pedidos. “Ficamos bastante surpresos com o fato da pizza se posicionar apenas na terceira colocação. Inclusive, na capital paulista ela continua sendo a campeã na preferência. No entanto, o resultado mostra que cada vez mais os usuários do ABC estão interessados em diversificar suas experiências no delivery”, afirma.

Apesar de serem vice-líderes na preferência geral da região, a categoria lanches - compostas por hambúrgueres, sanduíches e salgados em geral - alcançaram o primeiro posto nas cidades de Santo André (20%) e São Caetano do Sul (21%). Já as pizzas atingiram a segunda posição em São Bernardo do Campo (13%) e São Caetano do Sul (14%).

Outro item levantado pela pesquisa revela que os moradores do ABC gastam em média R$ 43 reais por pedido. O município de São Caetano do Sul possui o maior ticket médio (R$ 46), seguido por São Bernardo Campo (R$ 45) e Santo André (R$ 41). A quantidade apurada já inclui a taxa de entrega dos estabelecimentos, que cobram, em média, R$ 4,33 pelo serviço. A cidade de São Bernardo do Campo tem a maior taxa regional (R$ 5).

Outro dado levantado pelo PedidosJá aponta que 30% dos pedidos efetuados pelos clientes são acompanhados por bebidas, em sua maioria por refrigerante. As formas de pagamentos mais utilizadas são o cartão de crédito (49%), dinheiro (33%), débito e ticket refeição (ambos com 9%).

Além de medir as preferências, o levantamento mostra um pouco do perfil dos consumidores de delivery. No ABC, as mulheres são responsáveis pela maioria dos pedidos, com 57% de participação. Já a faixa etária prevalente são as pessoas entre 20 e 30 anos, representando também 57% das solicitações.