segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Associação Comercial de Santo André amplia serviços para fomentar negócios

Da Redação

Considerada uma das associações mais antigas, tradicionais e atuantes do Estado de São Paulo, a Associação Comercial e Industrial de Santo André (ACISA) completa nesta segunda-feira (13), 79 anos de fundação. Presidida por Evenson Robles Dotto, que está em seu segundo mandato, a ACISA passou recentemente por uma ampla reestruturação interna e ampliação de seus serviços. 

Um deles muito procurado na região do Grande ABC é a Junta Comercial, que possui posto exclusivo na ACISA (única associação comercial a possuir esse serviço em suas instalações), com um dos menores prazos para liberação de documentos. A entidade também oferece aos  seus associados consultas ao SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito); Câmara de Mediação, Arbitragem e Conciliação; Certificação Digital; Certificado de Origem; plano de saúde para associados e seus funcionários com preços bastante competitivos e programa de palestras gratuitas envolvendo diversos temas. 

O serviço mais recente disponibilizado pela ACISA é o de Medicina do Trabalho que passa a ser oferecido em suas instalações, com agendamento prévio. Ele envolve exames clínicos (periódicos, admissionais, retorno ao trabalho, mudança de função e demissionais) para associados e não associados da entidade, além de confecção de  PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, PPP  (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e ASO (Atestado de Saúde Ocupacional). 

Em sua missão de auxiliar a classe empresarial, a ACISA ainda possui alguns programas voltados ao empreendedorismo e no final de 2016, foi lançado o Núcleo de Jovens Empreendedores – NJE que vem se somar aos grupos já existentes de Escolas Infantis, Pet Shop, Ciclismo e das Mulheres Empreendedoras – NME. 

Outra maneira de provar a importância que a ACISA dispensa em relação aos interesses da classe empresarial e também à sociedade civil, possui representantes em 29 comissões que participam ativamente de suas discussões. A ACISA está localizada na avenida XV de Novembro, 442, Centro, em Santo André – telefone: 2199-1600.



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Empresários do ABC recebem programa inédito de capacitação de negócios

Da Redação

O Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul (ITESCS) e a ActionCoach apresentaram, no fim do mês passado, um novo programa de capacitação para pequenos e micros empresários e empreendedores do ABC. A metodologia aplicada nunca foi realizada na região e traz conhecimentos fundamentais para os gestores identificarem oportunidades de negócios e saber como aproveitá-las. O primeiro grupo começa a capacitação na próxima terça-feira (14). 

O programa ActionClub é realizado em grupo, com 12 sessões quinzenais (totalizando seis meses). Os encontros serão ministrados pelo coach de negócios, Adam Nöckel, que possui larga experiência em treinamento e consultoria para líderes e executivos (desenvolvimento de performance, aumento no desempenho dos negócios, autoconhecimento etc). Ao longo deste treinamento, haverá sessões individuais com cada empresário inscrito, a fim de que haja 100% de aproveitamento do programa. 

Coach de negócios, Adam Nöckel, será o responsável pela capacitação | Foto: Divulgação

"O nosso País começou 2016 com muita dificuldade. Diversas empresas chegaram a beira da falência e, para 2017, a promessa para economia é de retomada. Então, é válido pensar: será que os empresários estão aptos para esta reconstrução? O que eles podem fazer à respeito? É exatamente nisto que o programa está focado, em preparar gestores para acompanhar o crescimento da economia (quando ela começar a acontecer) e expandir ainda mais seus negócios. A meta é alcançar um posicionamento melhor ao de antes da crise", declarou Nöckel que acrescentou. "Trabalhamos com foco, ação e resultado". 

O maior objetivo do ActionClub é aumentar as vendas e lucros das empresas, além disso, focar em melhorias dos modelos de gestão, tirar os empresários da área operacional e criar estratégias para que as negócios cresçam de forma estruturada. 

De acordo com Nöckel, as capacitações são voltadas para "empreendedores e pequenos empresários do ABC, empresas de um até dez funcionários que desejem realmente melhorar seus resultados". Os encontros ocorrerão no Espaço Cerâmica, em São Caetano do Sul.

O planejador financeiro Fernando Moura, está inscrito no programa e acredita que é sempre necessário se reciclar e ter um novo olhar sobre os negócios. "Chega uma fase que nós, empreendedores, trabalhamos no automático e acreditamos que já sabemos de tudo. Neste momento, paramos de enxergar as oportunidades que o mercado oferece e, consequentemente, ficamos parados no tempo. Por isso, fazer este curso de seis meses nós dará possibilidade de experiência prática, além de recursos para expandir os negócios", comentou Moura. 

O ITESCS tem sido uma das entidades mais atuantes no ABC no que diz respeito a criar cenários onde novas oportunidades de negócios surjam a todo o momento, seja em assuntos que envolvam ações industriais, tecnológicas e, principalmente, as startups. Dentro de seu segmento de atuação, o Instituto está atento em trazer para seus associados, panoramas positivos para fomentar o desenvolvendo da região. "Este tipo de parceria que o ITESCS fez com a ActionCoach vai ao encontro da missão principal do Instituto, que é melhorar o ambiente de negócios a nossa volta, e isso entra na linha de capacitação do empreendedor para promover ainda mais a economia da região", salientou o vice-presidente do ITESCS, Dr. João Paulo Tavares. 

Os interessados em participar podem procurar o coach Adam Nöckel, para formações de turmas, dias e horários no e-mail adamnockel@actioncoach.com. Os associados do ITESCS tem desconto nos valores do treinamento.



Especialistas revelam profissões em destaque para 2017

Por Vitor Lima

A recessão econômica que começou a castigar o Brasil em 2015 continuou a fazer estragos no País no ano passado. A expectativa de muitos de que a situação econômica fosse melhorar, após o impeachment de Dilma Rousseff, não se confirmou e o governo de Michel Temer ainda não conseguiu recolocar o Brasil nos rumos do crescimento. 

Reflexo deste cenário, o índice de desemprego continua a crescer e atinge 11,8% da população brasileira, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em dezembro passado que englobam o trimestre de setembro a novembro. A taxa representa 12 milhões de brasileiros e é a maior desde o início da série, em 2012. Na comparação com o mesmo trimestre de 2015, houve um avanço de 2,9% no número de desempregados. 

Juliana destaca Tecnologia da Informação, Marketing e Saúde como áreas promissoras | Foto: Divulgação

Tais dados dão ainda mais importância para a escolha da carreira correta, que deve aliar gostos pessoais com áreas promissoras profissionalmente. As empresas buscam otimizar as operações e tornam-se cada vez mais seletivas, o que resulta em um mercado de trabalho ainda mais concorrido. 

De acordo com a sócia fundadora da RDA Consultoria Humana, Fabíola Oliveira, atualmente as corporações estão atentas à questão comportamental dos candidatos às vagas. “As empresas querem saber se a pessoa a ser contratada de fato ‘fará as coisas acontecerem’. Perfis de pessoas resilientes, automotivadas, proativas e dinâmicas são os mais procurados”, revela. 

A especialista ressalta que é “fundamental demonstrar no currículo e na entrevista de emprego sua capacidade de gerar resultados nos locais onde trabalhou”. Para aqueles que estão desempregados ela recomenda que busquem se atualizar e aproveitar os conteúdos gratuitos disponíveis na internet.

Para os jovens, a missão de buscar uma colocação no mercado de trabalho, como sempre, continua mais difícil. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgados em 19 de dezembro revelam que entre os jovens de 14 e 24 anos, 27,7% estão desempregados. 

Para Fabíola, pessoas resilientes, automotivadas, proativas e dinâmicas são as mais procuradas pelas empresas | Foto: Paulo Simões
Especialmente para esta parcela da população, Fabíola enfatiza o alerta para ter prudência com o uso das redes sociais. “Tenho visto cada dia mais empresas que reprovam candidatos em um processo seletivo por desaprovarem suas posturas em redes como o Facebook, por exemplo”. Ela recomenda também que nas entrevistas de emprego a verdade sempre deve ser dita além, obviamente, de aconselhar a constante busca por melhora na qualificação. 

Com a ajuda de Fabíola e da gerente de Recrutamento e Seleção da Luandre Consultoria de RH, Juliana Constantino, o Negócios em Movimento selecionou carreiras que estão em alta e que prometem se destacar no mercado de trabalho em 2017. 

Tecnologia da Informação (TI): a área está em destaque e pode ser aplicada tanto para o comercio, indústria, segurança digital, quanto para desenvolvimento de aplicativos e games, por exemplo. Juliana explica que por ser uma área que exige bastante qualificação e especialização, algumas vagas demoram a ser preenchidas e, muitas vezes, possuem salários atrativos. A sócia fundadora da RDA acrescenta que especialistas em desenvolvimento de plataformas para mobile são muito requisitados. 

Marketing: “As empresas estão buscando muitos profissionais da área de Marketing Digital, para fazer a gestão de redes sociais. Os designers também são necessários para transformar a estratégia da empresa em uma comunicação assertiva para o público”, afirma Fabíola. O setor está em evidência e é fundamental para as empresas que buscam alavancar as vendas.

Área comercial: em tempos de recessão, os empresários, além de buscar reduzir os custos da operação, se esforçam para aumentar o faturamento. Assim, profissionais da área Comercial encontram seu espaço. “Vendedores de alta performance estão sendo fortemente procurados”, revela Fabíola. 

Planejamento e finanças: novamente por conta do cenário de recessão, profissionais com especialização em planejamento estratégico e finanças, como economistas ou analistas de mercado/tendências estão em destaque pela necessidade de as empresas se reinventarem ou buscarem soluções para sair da crise.

Recursos Humanos (RH): os profissionais desta área são importantes para “manter as pessoas engajadas mesmo na crise”, lembra a representante da RDA. Portanto, analistas e especialistas em Desenvolvimento Organizacional registram boas perspectivas para 2017. 

Saúde: por se tratar de um segmento primordial e que exige muita qualificação, deve continuar promissor, principalmente para técnicos. Neste segmento, um nicho que começa a despontar é o atendimento ou desenvolvimento de produtos para idosos, uma vez que a perspectiva de vida registra aumentos consecutivos e a população desta faixa etária torna-se cada vez mais ativa.


Pedagoga do ABC desenvolve sistema de ensino bilíngue

Por Vivian Silva

Ensinar inglês de maneira lúdica e incorporado ao ensino tradicional é a aposta de muitos colégios, afinal, o inglês é o idioma universal e o quanto antes ele for inserido na vida das crianças a assimilação ocorrerá de maneira natural.

Com isso, o ensino bilíngue é uma realidade que cresce a cada dia. No ABC, a pedagoga Milena Claus de Oliveira, 37 anos – formada pela Universidade de São Paulo (Usp) – desenvolveu um sistema de ensino bilíngue, o YouZ, que ela começou a apresentar as diretoras e coordenadoras de colégios, em 2016. 

“As escolas particulares são o nosso público-alvo, aí a gente fala das classes A, B e C, que buscam por um diferencial e que entendem a importância desses alunos - que eles estão formando – saírem com a fluência em inglês”, comenta Milena.

A pedagoga Milena levou cerca de oito meses para desenvolver o método | Foto: Hugo Silva 

Este ano, algumas escolas implantarão o método bilíngue da YouZ, entre elas, está o Colégio Toth. A diretora Eliete de Souza Pereira Paulino estava em busca de um método diferenciado para a escola e encontrou na proposta da YouZ o que buscava. “O Colégio Toth não é um colégio bilíngue, então, nós diretores, buscávamos uma proposta diferenciada para o ensino da língua inglesa, que o objetivo maior fosse a fluência. Foi quando conhecemos a proposta da YouZ, que nos apresentou um material didático especialmente desenvolvido para o ensino fundamental I, que favorece a contextualização, interdisciplinaridade e proporciona ao aluno uma aprendizagem significativa e fluência do novo idioma, dentro de uma carga horária diferenciada com cinco aulas semanais”, comenta Eliete. 

Material didático

Para desenvolver o método, Milena levou cerca de oito meses. O material didático é destinado às crianças de seis a dez anos, ou seja, estudantes do ensino fundamental I. 

Um dos diferenciais do método é que não há divisões das turmas do básico, intermediário ou avançado, como ocorrem em escolas tradicionais. “A gente realmente respeita o próprio ano escolar do aluno - primeiro, segundo, terceiro (ano)... - porque o que fará com que isto tudo aconteça é a integração de conteúdos”, explica a pedagoga. 

Foto: Hugo Silva

Desta maneira disciplinas como história, matemática e geografia, por exemplo, “emprestam temas de estudo para esses momentos das atividades da educação bilíngue”, comenta Milena. Assim, a YouZ fornece 200h/aula, o que significa que o colégio pode trabalhar 1h diária de inglês, durante os 200 dias letivos. Atividades fora da sala de aula são também propostas no material. 

“A gente trabalha no esquema de fornecer ao colégio tudo que ele precisa para que a educação bilíngue aconteça, exceto o professor, mas damos o treinamento ao docente, para ele iniciar este processo”, afirma Milena. 

Entre os itens que compõem o material da YouZ estão: livro do aluno, manual do professor, materiais visuais (cards), jogos e livros paradidáticos (story books). 

A editora YouZ fica na Alameda Princesa Isabel, 557, em São Bernardo do Campo.
Site: www.youzbilingue.com.br | Tel.: 4330-0667.




Contec recebe Certificação de Segurança da Informação

Por Vitor Lima

Os profissionais da área contábil, fundamentais no cotidiano das corporações, devem ter um cuidado redobrado com a prevenção de fraudes e a segurança da informação de seus clientes. 

Em 29 de novembro passado, a Contec Organização Contábil, comprovou que está atenta a esses quesitos e foi o primeiro escritório contábil do ABC a receber o Certificado de Segurança da Informação (CSI), promovido pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo (Sescon). Além da Contec, fazem parte deste seleto grupo de empresas certificadas, apenas mais nove corporações do estado de São Paulo. 

José Carlos Testa (sentado) e Silvio Roberto Testa, diretores da empresa, comemoram a certificação | Foto: Divulgação

O responsável pela área de Tecnologia da Informação (TI) da Contec, Rogério Testa, explica que para obter a certificação ele e sua equipe passaram por treinamentos promovidos pelo Sescon para, em seguida, implementarem vários ajustes na segurança das informações. 

“Nossa empresa se preocupa com a segurança da informação. Diminuímos muito as chances de vazar informações dos clientes, de enviar alguma guia errada. Fizemos adaptações no sistema, correções internas para atender as políticas e as normas e obter a certificação”, conta. 

Para o diretor da empresa, José Carlos Testa, atender os requisitos de excelência na proteção das informações reafirma a seriedade da Contec ao atender os clientes. “Aumenta a qualidade na prestação de serviços ao cliente final, considerando que a evolução das tecnologias de informação e comunicação e sua regulamentação exigem das empresas a necessidade de resguardar seus dados e estarem em consonância com as leis e normas em vigor”.

A Contec Organização Contábil fica na Avenida Utinga, 802, Vila Metalúrgica, em Santo André. Site: www.contec.com.br | Tel: 4976-9999.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Zarpo bate recorde histórico de vendas em janeiro

Da Redação

A Zarpo, agência de viagem online premium focada em hotéis e resorts de alta qualidade, atingiu, em janeiro de 2017, o recorde histórico de vendas, desde o início das operações no País, em 2011. Apenas em janeiro, a receita da empresa ultrapassou os R$ 18 milhões e mais de 27 mil pessoas viajaram por meio da plataforma, que conseguiu atrair 275 mil novos sócios cadastrados.

Cerca de 82% das compras corresponderam a reservas de hotéis, enquanto 18% foram referentes a pacotes de viagem com aéreo, principalmente para o Caribe e para a América do Sul, com  total de 6.750 reservas e um ticket médio alinhado com a média da empresa, em torno de R$ 3.500. 

Durante o período, os destinos mais procurados pelos usuários foram Porto Seguro (BA), Angra dos Reis (RJ) e Panamá. Já os hotéis mais buscados foram o Blue Tree Park Lins (SP), o Porto Seguro Praia Resort (BA) e o Mavsa Resort All-Inclusive (SP). 

Segundo o co-fundador do Zarpo, Alexis Manach, as expectativas são ótimas para este ano. “Começamos 2017 com resultados muito promissores. Os investimentos realizados no mobile, na qualificação de novos canais de marketing e na concretização recente de parcerias exclusivas com redes de hotéis renomadas permitem que entremos nesse novo ano com uma confiança redobrada”, afirma.

Para Manach, outros fatores também contribuíram para o recorde de vendas em janeiro como, por exemplo, o lançamento de novas funcionalidades no portal, como o Mapa de Ofertas do Zarpo.





Especialistas creem no início da recuperação econômica

Por Vitor Lima

As perspectivas para a economia brasileira parecem apontar, enfim, para uma melhora. Pelo menos é essa a expectativa do mercado para o ano que se inicia, após um triênio trágico, em que a palavra “crise” esteve muito disputada para ser usada ao lado de “política” ou “econômica”. A “crise política” tornava a “crise econômica” maior e vice-versa. Este cenário nebuloso que foi a grande pauta, desde as últimas eleições presidenciais, em 2014, levou o País a uma forte recessão, que elevou os índices de desemprego e põe em risco os ganhos sociais adquiridos nos quatro mandatos petistas à frente do governo federal. 

Skaf aposta no início da recuperação econômica | Foto: Ayrton Vignola
Em 2014, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que mede a inflação oficial do País, fechou o ano abaixo do teto estabelecido (6,5%) pelo Banco Central, em 6,41%. Porém, em 2015, no auge da recessão, o índice terminou o ano acima dos dois


dígitos, em 10,67%, cerca de quatro pontos acima do teto. No ano passado, a inflação continuou a assustar os brasileiros, mas fechou o período abaixo do teto, em 6,29%.

Contudo, o que mais assusta os brasileiros é, sem dúvidas, o desemprego. A taxa de desempregados segue crescendo e fechou 2016 em 11,2%, o que representa quase 12 milhões de brasileiros, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – em 2014 a taxa ficou em 6,8%, em 2015 em 8,5%. 

Mas, após a mudança do ano, a constatação do mercado é a recessão perdeu força e, em 2017, deverá ocorrer o início da recuperação econômica do País. O último relatório do Banco Central que mede a expectativa do mercado semanalmente, conhecido como boletim Focus, divulgado no último dia 23, aponta que o IPCA 2017 deve fechar o ano em 4,71%, abaixo do teto e quase ao centro da meta (4,5%). 

Atento aos movimentos do mercado, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Santo André (Acisa), Everson Robles Dotto, revela boa expectativa para o ano. “Estou otimista. Já percebo que o telefone está tocando um pouco mais e conversei com outras pessoas que falaram a mesma coisa”, conta. 

Dietze, assessor econômico da FecomercioSP, crê numa recuperação, mesmo que seja tímida | Foto: Divulgação 
O assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Guilherme Dietze, está do lado daqueles que creem em uma melhora, mas pondera que ela será tímida. “A gente prevê um 2017 melhor que 2016, mas sem grandes expectativas. Não é uma recuperação que virá de um dia para o outro, é uma coisa muito gradual”, justifica.

Presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf segue a mesma linha de Dietze: “A recuperação da atividade econômica do Brasil será bastante lenta. Apesar dos indicadores estarem muito aquém do que gostaríamos, alguns sinais são positivos, especialmente a redução da inflação e o início da queda dos juros”.  

Taxa de juros

A taxa de juros, destacada por Skaf, é tida como elemento fundamental para a melhora econômica do País. Na visão de Dietze os juros ainda estão elevados, “o que complica a seletividade do crédito e o comprometimento da renda”. Atualmente, a taxa está em 13% ao ano e a expectativa do mercado registrada no último boletim Focus é que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (grupo que define o valor dela) reduza a taxa para 9,50% até o fim de 2017. 

Para contextualizar a importância do índice no cotidiano das pessoas, Dotto exemplifica: “A taxa de juros caindo, o que acontece: se você paga no cartão de crédito R$ 100, por exemplo, você vai passar a pagar R$ 90. Esses R$ 10 você vai gastar”, projeta. A avaliação é de que, com esse movimento, milhões de reais seriam injetados na economia e, assim, o tripé econômico consumo-produção-emprego voltaria, aos poucos, a se normalizar. 

Indústria 

O setor industrial, um dos primeiros a sentir os impactos da crise, é um dos que mais demitiram. Na soma de 2014, 2015 e 2016, somente no estado de São Paulo o setor fechou 518 mil postos de emprego. “Um desastre”, na avaliação do presidente da Federação das Indústrias. 
Medo do desemprego é empecilho,
afirma Dotto | Foto: Divulgação 

“Depois de três anos muito ruins, temos tudo para um início da recuperação da economia em 2017. Para isso é necessário reduzir significativamente os juros e estimular a volta do crédito. Essa combinação permitirá o aumento do consumo e dos investimentos, e, o principal, a retomada da geração de emprego”, defende Skaf. 

Medo do desemprego

Na opinião de Everson Dotto, o medo que o brasileiro sente de perder o emprego é um dos fatores que devem ser superados para superar a recessão econômica. Dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no último dia 6 apontam que o Índice de Medo do Desemprego voltou a subir e alcançou 64,8 pontos em dezembro, valor muito acima da média histórica de 48,4 pontos – o indicador varia de zero a cem pontos e, quanto mais alto, maior é o medo do desemprego.

Para Dotto, no momento em que as pessoas que estão trabalhando “perceberem que o fantasma do desemprego passou”, o consumo será retomado. “O aumento da produção vai gerar o aumento da contratação. São etapas”, explica. 

Varejo 
Na comparação com 2016, os índices de vendas devem registrar crescimento. Mas isso não significará, necessariamente, um bom volume de vendas. “Você tende a ter uma ligeira melhora, mas a gente está falando de um patamar muito baixo”, explica Dietze. Assim, a tendência é de que o setor permaneça estável em 2017, pois os cortes que deveriam ser feitos no setor já foram executados.
“A gente acredita que para o segundo semestre a gente tenha o início de uma retomada de crescimento e para o próximo ano ficar uma coisa mais sólida”, conclui o assessor econômico.