terça-feira, 4 de abril de 2017

Empreendedores não pensam em se aposentar

A aposentadoria está longe de ser uma preocupação para quase metade dos empreendedores brasileiros. De acordo com pesquisa do Sebrae, 47% dos donos de pequenos negócios estão mais preocupados em tocar a empresa do que em pendurar as chuteiras.


“A crise e uma possível reforma da Previdência podem ser alguns dos fatores que influenciaram esse resultado”, explica o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. O estudo ainda revela que 8% dos empresários já são aposentados e que 45% pensam em se aposentar algum dia.

Entre os que planejam parar de trabalhar algum dia, 57% acreditam que quem pagará a sua aposentadoria será o INSS. O número é quase três vezes superior ao de donos de pequenos negócios que pensam em contar com uma aposentadoria privada, que é vista como fonte para 19% dos entrevistados. Outros 18% acreditam que investimentos próprios darão conta do recado.

Os microempreendedores individuais (MEI) são os que mais esperam receber a aposentadoria pelo INSS. De acordo com o estudo, 61% dessa categoria têm expectativa quanto ao benefício da previdência pública. “A possibilidade de ser um segurado da Previdência Social é um estímulo para esses empreendedores que faturam até R$ 60 mil por ano se formalizarem, por isso percebemos um interesse maior em relação ao INSS nessa categoria”, justifica Afif.

Com informações da Assessoria de Imprensa do Sebrae



Páscoa representa 25% das vendas do mês em São Bernardo do Campo

Da Redação

As vendas de produtos ligados à Páscoa são representativas para o comércio varejista em São Bernardo do Campo. A semana que antecede o feriado significa cerca de 25% do total que é comercializado durante todo o mês. Os dados são da Associação Comercial e Industrial de São Bernardo do Campo (ACISBEC) com base nas consultas ao banco de dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), que mede as vendas a prazo.

Dados são da Associação Comercial da cidade | Foto: Reprodução

A expectativa da Associação é a de que o desempenho do setor neste ano se mantenha igual ou com um leve crescimento em relação ao de 2016, que teve um resultado considerado fraco se comparado a 2015. Ou seja, a semana da data comemorativa deste ano (9 a 16 de abril), deve ter o mesmo patamar das vendas em comparação à semana do período anterior (19 a 27 de março de 2016).  

O indicador do SCPC em São Bernardo do Campo contabilizou 12.798 consultas pelo comércio varejista durante o mês de março de 2016. Já na semana que antecedeu a Páscoa (19 a 27/3) foram 2.799 consultas ao sistema.

O presidente da ACISBEC, Valter Moura, comenta: “Vamos empatar. O consumidor ainda não sente segurança. O menor crescimento da massa salarial, a alta dos juros, a redução do emprego e a inflação deixam o consumidor mais retraído, consequentemente, o consumo diminui”.

Para Moura, a melhora na economia ainda virá, os resultados positivos devem aparecer no último trimestre deste ano. “Nesse sentido, a ACISBEC tem um papel fundamental e contribui para o desenvolvimento por meio do fortalecimento dos seus associados para que promovam mais negócios e criem novos empregos”, afirma.



segunda-feira, 3 de abril de 2017

Paranapanema registra prejuízo em 2016

Da Redação 

A profunda crise que atingiu a economia brasileira, com queda acentuada da atividade industrial, teve forte influência nos resultados de 2016 da Paranapanema, a maior produtora de cobre brasileira. A retração brusca na oferta de crédito para a indústria foi o item que mais impactou os resultados da companhia no último ano, reduzindo as linhas de financiamento disponíveis para a empresa em R$ 708 milhões (o equivalente a US$219 milhões, já descontada a variação cambial), usadas basicamente como capital de giro para a aquisição de matéria-prima.

A escassez de crédito no mercado nacional trouxe um efeito cascata imediato na gestão da companhia. Os financiamentos para clientes foram revistos e os prazos de recebimento das vendas foram reduzidos, contribuindo para a redução no volume de vendas no mercado interno.

Uma das unidades da companhia fica em Santo André | Foto: Reprodução 

Com isso, a Paranapanema encerrou 2016 com receita líquida de R$4,6 bilhões e lucro bruto de R$349,9 milhões, 15% menor se comparado aos resultados de 2015. Do total de receitas no ano, 36% vieram do mercado interno (42% em 2015) e 64% do mercado externo (58% em 2015). Já o volume total de vendas foi de 42,6 mil toneladas, queda de 14% comparada ao período anterior. O volume total de produção foi de 400,1 mil toneladas, 73,6 mil toneladas a menos do que no ano de 2015 (-16%).

A queda de estoque médio em 23% de 2015 para 2016 – decorrente da falta de capital de giro –, impediu o pleno aproveitamento da capacidade instalada nas plantas de Dias D’Ávilla (BA) e Santo André (SP) e gerou um aumento na ociosidade das fábricas, elevando as despesas operacionais em R$122 milhões. Além disso, incertezas sobre a geração de lucros tributáveis futuros fizeram com que a companhia provisionasse R$275,8 milhões no segundo trimestre de 2016, referentes a créditos em imposto de renda diferido. Tais condições fizeram com que a Paranapanema apresentasse prejuízo líquido de R$373 milhões em 2016.

Mesmo com resultado negativo, a Companhia registrou EBITDA (desempenho antes do resultado financeiro líquido, imposto de renda e contribuição social, depreciação e amortização, participações minoritárias e equivalência patrimonial) de R$108,4 milhões em 2016 (R$ 265,7 milhões em 2015), representando uma margem de 2,4% sobre a receita líquida. 

Para reduzir os impactos do cenário de crise econômica, a Paranapanema iniciou, ainda no primeiro semestre de 2016, um intenso e complexo processo de negociações para fortalecimento de estrutura de capital e reperfilamento de dívidas com seus principais acionistas e credores. Em 30 de setembro de 2016, foi assinado o primeiro acordo de standstill, renovado e válido até o momento, no qual as dívidas junto aos respectivos credores estão suspensas de cobrança.

Segundo o diretor-presidente da Paranapanema, Marcos Camara, atualmente os esforços estão centrados na retomada da produção plena das unidades e na geração de resultados para seus acionistas. “Nossa principal preocupação é buscar reduzir a ociosidade de nossas instalações, com impacto positivo sobre o resultado operacional da companhia”, explica Camara. “No curto prazo, esperamos concluir o processo de reperfilamento das dívidas e o reforço da estrutura de capital da Paranapanema para poder capturar as eventuais vantagens que um cenário econômico mais favorável possa oferecer”, acrescenta o executivo.



Aramaçan sedia palestra com Rodrigo Cardoso

Da Redação

Considerado um dos principais treinadores de atitude, comportamento e vendas do  Brasil, Rodrigo Cardoso (foto) ministrará na próxima quinta-feira (6), às 18h, a palestra Ultrapasse os limites que travam sua vida hoje!, no Clube Atlético Aramaçan.

Foto: Reprodução 
Durante o evento, o palestrante ensinará técnicas de como vencer os seus maiores medos, alcançar suas metas mais importantes e acelerar os resultados desejados para sua vida agora. 

O evento é gratuito e os interessados deverão fazer sua pré-inscrição por aqui e no dia levar 1 quilo de alimento não perecível. O Clube Atlético Aramaçan fica na Rua São Pedro, 345, Silveira, em Santo André.




Acisa lança campanha para fortalecer comércio local


Da Redação

Amanhã (4) às 7h30, a Associação Comercial e Industrial de Santo André (Acisa) receberá comerciantes dos principais centros comerciais da cidade para apresentar o novo programa Aqui tem comércio forte, voltado exclusivamente para incrementar os negócios de seus associados.

Desenvolvido pela Octopus Comunicação, o programa envolverá um forte trabalho voltado para o fornecimento de informações e estratégias para que os seus associados tenham acesso a um vasto conteúdo, que contribuirá para que eles possam criar ações de marketing para as quatro principais datas do varejo, que são Dia das Mães, Namorados, Pais e Crianças. Para o Natal, será uma ação específica. 

Totalmente sem custos para seus associados, a Acisa produzirá peças publicitárias com dicas de vendas; disponibilizará produção de conteúdos, como artigos, posts, vídeos, e-books, gráficos, e-mail marketing, tutoriais, entrevistas e landing pages (páginas que permitem a captura de informações de seus visitantes através de uma oferta).

Será responsável ainda por ferramentas para distribuição, gestão e mensuração do conteúdo nas redes sociais; impulsionamento de postagens no Facebook, Instagram e Youtube para gerar visualizações e engajamento; disparo de e-mail marketing e Whatsapp; formação e gestão de comunidade no Facebook para diálogo com o público-alvo e gestão de grupos no whatsapp feitas por pessoas na Acisa.




Especialista em café abre negócio no ABC

Por Vitor Lima 

“Para mim o café não é só um produto. É a minha paixão”. É assim que Agostinho Douglas Andrade Ramos, 32 anos, refere-se à iguaria, uma das maiores paixões dos brasileiros. Ele é o proprietário do Cereja do Café, negócio inaugurado em dezembro, em Santo André. O local destaca-se por ser a primeira cafeteria do ABC a fazer a torrefação do produto no próprio estabelecimento. 

Apaixonado por café, Ramos abriu o negócio após diversos estudos
sobre a bebida | Foto: Hugo Silva 
Ramos - que possui formação como barista, é mestre em torra e especialista em degustação e classificação de grãos - pensava na criação do negócio há dois anos. Neste ínterim, ele definiu o modelo de negócio e estudou mais, é claro, sobre café. Mesmo assim, o barista mostra-se humilde quanto ao assunto: “Costumo dizer que ainda sou um peixinho no mar, porque o café tem muitas informações”, diz. 


Além de servir a bebida, o local também funciona como uma loja especializada na comercialização de grãos, café em pó e utensílios para todas as formas de preparo.  De acordo com o barista, o principal objetivo da Cereja do Café é oferecer aos clientes o “verdadeiro sabor do café”. “Eu acho um absurdo o que algumas cafeterias daqui do ABC fazem com o público. Eles ainda têm a capacidade de falar que o pessoal daqui não tem paladar. Isso é um absurdo. Não é que eles não têm paladar, é que eles não têm escolha”, critica.

Torrefação, moagem e degustação

O mais importante no Cereja do Café, de acordo com o proprietário, é a qualidade do produto. O estabelecimento trabalha apenas com grãos oriundos de regiões tradicionais no cultivo do fruto, como o sul e o cerrado de Minas Gerais. Ao contrário dos cafés vendidos nos mercados convencionais, que são extraídas da planta tipo Conilon, Ramos só utiliza grãos 100% arábica. 

Torrefação e moagem do café são feitos no próprio local | Foto: Hugo Silva
Antes da xícara de café satisfazer os clientes, existe um processo artesanal comandado pelo barista. Após os grãos chegarem ao local, o proprietário concentra-se no processo de torrefação, que é importantíssimo para o aroma e sabor da bebida. Nele, os grãos são expostos a altas temperaturas entre 15 e 20 minutos (o tempo exato depende de uma série de fatores: do tipo do grão, da altitude em que ele é colhido e do clima, por exemplo). Após isso, o café deve descansar entre oito e 12 dias para, depois, passar pela moagem. “Eu prefiro não fazer toda a moagem de uma vez para deixar (o pó) embalado. Porque após 45 dias do café moído, ele começa a perder sabor e aroma”, explica o barista.

Depois da moagem, chega o último momento do preparo do café antes da degustação. No Cereja do Café essa etapa pode ser feita de diversas formas: da maneira mais tradicional (coado), na prensa francesa ou na cafeteria italiana. “Como eu sou barista, tenho que saber toda a história do café e todos os modos de preparo”, conclui. 

O Cereja do Café fica na Rua das Hortências, 1117, Vila Linda, em Santo André, e funciona de segunda a sexta-feira das 7h30 às 18h30 e aos sábados das 9h às 18h. Tel.: 2786-3419. Site: www.cerejadocafe.com.br.



Fórum aborda uso das redes sociais por empresas

Nesta quinta-feira (6), a partir das 14h, o Teatro Municipal de Santo André (Praça IV Centenário, s/nº, Centro) sedia o “Fórum Empresarial Marketing: Como usar as redes sociais a favor da sua empresa”.  O evento gratuito é uma realização do Sebrae, com apoio da Prefeitura de Santo André. 

O Teatro Municipal fica na Praça IV Centenário s/nº, Centro, em Santo André | Foto: David Rego Jr/PMSA
Com o intuito de abordar todas as formas como uma empresa pode utilizar as mídias sociais como ferramenta para o crescimento, três palestras estão na programação do Fórum: “Como atrair e reter clientes”, ”Como as mídias digitais podem ajudar a vender mais” e “Mídias digitais com foco no relacionamento profissional”. Interessados devem se inscrever por meio dos telefones: 4433-4270 ou 0800 570 0800.