terça-feira, 22 de agosto de 2017

Coop aposta em drogarias

Da Redação

O plano estratégico já foi aprovado. Num prazo de quatro anos, a Coop - Cooperativa de Consumo deverá contar com 80 drogarias, praticamente o dobro da estrutura atual de 42 unidades, sendo 30 anexas às lojas de autosserviço e outras 12 de rua. 

O programa de expansão está respaldado num estudo de oito meses conduzido por consultoria especializada, que reavaliou o modelo de negócio até então desenvolvido pela empresa. De acordo com o diretor-presidente Marcio Valle, o setor drogaria já detém participação de 17% no faturamento geral da rede, percentual que vem aumentando desde 2013 com a investida da Coop na instalação de drogarias de rua.
De acordo com Valle, meta é praticamente dobrar o número de drogarias da rede| Foto: Divulgação

Segundo ele, trata-se de um negócio forte e em plena expansão, além do impacto social que proporciona às comunidades ao oferecer medicamentos e demais produtos a preços muito competitivos. O plano estratégico já está sendo colocado em prática. “Estamos individualizando a estrutura, com operações, inteligência de mercado, trade marketing e treinamento específicos”, explica Valle. 

O trabalho já resultou, inclusive, na ampliação do mix de produtos oferecidos, respeitando as restrições para este tipo de negócio.  Agora, os ambientes das drogarias oferecem 8 mil itens, contra os 7 mil disponibilizados antes, trazendo como reforço itens de perfumaria, dermocosméticos e mercearia. O número de colaboradores também está sendo ampliado, como forma de aprimorar ainda mais o atendimento de seus cooperados e clientes, segundo adianta o diretor-presidente, acrescentando que outro ponto que reforça a decisão para ampliação da rede de drogarias está ligado ao aumento da expectativa de vida da população brasileira. 

“A população brasileira está envelhecendo, novas tecnologias e medicamentos estão sendo desenvolvidas com acessos facilitados, fazendo com que o mercado tenha forte expectativa de crescimento”, destaca Valle. Sem contar que a abertura de uma drogaria envolve investimento bem menor do que abrir um supermercado. “A Coop é muito competitiva, seja pelos preços justos, qualidade dos serviços oferecidos, padrão reconhecido nas demais operações nos supermercados e nos postos de combustíveis”, explica.



Reset no Relacionamento com Clientes

Por Leonardo Barci, CEO da youDb, blogueiro da Exame.com, autor do livro “Além do Lucro – Tocando o invisível no Relacionamento Empresa-Cliente” e co-autor do livro “Mind The Gap – Porque o Relacionamento com Clientes vem antes do Marketing"

Gosto de olhar o relacionamento com clientes da mesma forma que olhamos o relacionamento entre duas pessoas. O desafio e o entusiasmo de um novo relacionamento trazem o desejo de conquistar a atenção do outro (a), de se expressar e de, eventualmente, de se construir algo juntos.

Conforme o tempo passa, aquela faísca inicial vai enfraquecendo e a tendência é de que as coisas se tornem rotina. Não é necessariamente bom ou ruim, apenas é naturalmente difícil viver com base no desafio de ter de se reinventar diariamente. 

Do mesmo modo, é necessária grande dedicação para que qualquer tipo de relacionamento floresça e se estabeleça ao longo do tempo. Em suma, Relacionamento = Tempo * Trabalho.

Se você está em um relacionamento estável, digamos há mais de 10 ou 20 anos, sabe que a acomodação é algo que inevitavelmente acaba acontecendo. As virtudes, manias e defeitos mútuos tendem a se incorporar ao relacionamento. Por mais que cada pessoa dentro do relacionamento seja criativa, a repetição acaba acontecendo.

De forma similar, quem inicia um novo empreendimento, sabe do desafio que é criar um ‘modelo de negócios’, isto é, como a mais simples das contas (receita – despesa), irá fechar com um balanço acima de zero no final do mês.

Atingido este ponto, que normalmente vem acompanhado de algum esforço, a tendência é deixar que o fluxo de caixa se acumule com o passar do tempo, considerando que nenhum tipo de crise ou condição externa force o próprio negócio a ser revisto. Com isso, é natural que também as empresas se acomodem ao longo do tempo no que tange o relacionamento com seus clientes.

Parece que start-up, design thinking, inovação, spin-off e termos afins se tornaram palavras da moda dentro das corporações. Principalmente empresas de médio e grande porte. Parece que quanto maior a empresa, maior tem sido a acomodação durante o processo e consequentemente a busca pelo ‘tempo perdido’.

Não falo necessariamente de lançamento de novos produtos. Há um par de décadas, praticamente todas as empresas de um certo porte sempre tiveram áreas de desenvolvimento de novos produtos. O que tem chamado a atenção é que o que era antes uma frente e uma forma de repensar o negócio diariamente, tem mudado do produto para o cliente. O que antes era um olhar interno de ‘eu sei o que você precisa’ tem mudado para ‘você quer construir junto o próximo passo de nosso relacionamento’.

Com essa simples, mas profunda mudança de perspectiva na empresa e no relacionamento com seus clientes, os resultados têm sido no mínimo surpreendentes. Parece que a fórmula básica de fazer negócio está mudando do eu para o Nós. O risco tem sido a tentativa de ‘dominação’ do outro (neste caso o cliente) através do preço, de práticas duvidosas de mercado, tentativa de monopólio, restrição de informação junto ao cliente e outro caminho que, embora não sejam ilegais, mas certamente são eticamente questionáveis.

Sem nenhum tipo de julgamento, no final, embora qualquer tipo de prática de dominação funcione, elas tendem a afastar definitivamente o cliente. 

Relacionamentos de longo prazo, que funcionam, podem servir como base para trazer alguma referência sobre a relação entre empresa e clientes. Para fechar este texto, trago alguns aprendizados que podem ajudar nesta reflexão:

- Reinvente-se com a frequência que seu cliente é capaz de absorver. Nada pior para uma relação do que a estagnação. Mudança demais faz que com que o outro (o cliente) perca a referência de quem é e o que a empresa faz. Evolua ‘par e passo’ com a compreensão e a disponibilidade de seu cliente;

- Desconheço relações sem problemas ou desafios. Isto significa que em algum momento um dos lados sente algum tipo de ‘aperto’. Como em uma relação a dois, o lado que se sente ferido costuma acusar o outro pelo problema. Como empresa, compreenda o que eventualmente possa estar errado e deva ser mudado;

- A expectativa de vida das pessoas das atuais gerações subiu bastante nos últimos anos. Isto tem forçado com que pensemos em um segundo ou terceiro emprego ou mesmo padrão ou mudança de vida ao longo do tempo. Da mesma forma, considerando que a maior parte das empresas tem base familiar, a tendência é durarem mais e consequentemente passaram por mais momentos de transformação do que empresas de gerações anteriores. Estudar e evoluir neste cenário se torna uma necessidade premente;

- Por fim, considere seu par (o cliente novamente) como seu aliado. Considere ainda que a ‘família’ (os parceiros de negócio) também torcem para que o relacionamento com seus clientes dê certo. Eles sabem que se for assim, eles também irão ganhar. Desta forma, inclua parceiros e fornecedores na mesa para pensar junto o negócio e o relacionamento com os clientes.







Produção industrial fica estável e há sinais de melhora no emprego

Da Redação

O índice de evolução da produção subiu para 50,5 pontos em julho e ficou acima da linha divisória dos 50 pontos. Isso indica estabilidade na produção da indústria. O índice de evolução do número de empregados alcançou 48,2 pontos. Embora ainda indique retração no emprego, o índice é o maior desde março de 2014, informa a Sondagem Industrial, divulgada nesta terça-feira (22), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando ficam abaixo dos 50 pontos mostram queda na produção e no emprego.

Dados são da CNI | Foto: Reprodução

De acordo com a pesquisa, as grandes empresas registraram aumento da produção. Nas indústrias de grande porte, o indicador de evolução da produção subiu para 53,3 pontos. "Além disso, o índice de evolução do número de empregados alcança 49,5 pontos, próximo da linha divisória, revelando que essas empresas praticamente interromperam os cortes de pessoal em julho", diz o estudo.

A CNI observa, no entanto, que há dados negativos em julho: há um pequeno excesso de estoques e a ociosidade continua elevada. O índice de evolução de estoques em relação ao planejado ficou em 51 pontos, o maior valor desde dezembro de 2015. O indicador varia de zero a cem pontos. Quando está acima dos 50 pontos mostra que os estoques estão acima do planejado pelas empresas. O indicador de utilização da capacidade instalada ficou em 65%, o mesmo percentual registrado em julho de 2016.

Expectativas positivas 

Mesmo assim, os empresários mantêm as perspectivas favoráveis para os próximos seis meses e esperam o aumento da demanda, da compra de matérias-primas e das exportações. O indicador de expectativas de demanda, por exemplo, aumentou para 56,4 pontos e atingiu o maior valor desde abril de 2014. Mas a boa notícia é que, depois de 27 meses, a indústria espera encerrar as demissões. O indicador de expectativa em relação ao número de empregados subiu para 49,4 pontos em agosto e ficou muito próximo da linha divisória dos 50 pontos, mostrando que as perspectivas em relação ao emprego melhoraram.

Com a melhora das expectativas, os empresários estão mais propensos a investir. O índice de intenção de investimento cresceu 1,3 ponto em agosto e alcançou 47,9 pontos, o maior valor desde março de 2015. O indicador varia de zero a cem pontos. Quanto maior o índice, maior a propensão para investir na indústria. 

Esta edição da Sondagem Industrial foi feita de 1º a 10 de agosto com 2.930 empresas industriais de todo o país. Dessas, 994 são pequenas, 865 são médias e 531 são de grande porte.



Uma outra maneira de ganhar dinheiro e ajudar novos negócios

Por Vitor Lima

No mercado, existem diversas opções de investimentos disponíveis. Há quem prefira destinar capital aos imóveis, ações na bolsa, títulos públicos, fundos de investimentos bancários.... Entretanto, uma nova modalidade tem angariado mais espaço no mercado brasileiro. 

O investimento anjo – como é chamada a modalidade em que pessoas físicas aportam capital em empresas recém-criadas com alto potencial de crescimento (ou apenas em startups) –, ao contrário de outras categorias, fechou o ano de 2016 com saldo positivo. 

Matsumoto, que já investiu em 17 startups, revela que os retornos do investimento anjo são grandes | Foto: Hugo Silva
De acordo com dados divulgados no último dia 28 pela Anjos do Brasil – entidade sem fins lucrativos criada para fomentar este gênero e à inovação no País – houve crescimento de 9% no valor injetado na modalidade na comparação entre 2016 e 2015. No ano passado, a categoria movimentou R$ 851 milhões em investimentos, ante R$ 784 milhões de 2015. Contudo, o número de adeptos da modalidade caiu: em 2015, existiam 7.260 “anjos” no Brasil; em 2016, este número registrou queda de 3% e fechou o ano em 7.070. 

O que é investimento anjo?

Embora o termo tenha ganhado notoriedade nos últimos anos, ainda existe uma grande parcela do mercado que ainda não entendeu o conceito do investimento anjo. Nesta modalidade, o investidor tem mais responsabilidade na comparação com outras categorias como, por exemplo, o investimento na bolsa de valores.

Nas ações, o investidor simplesmente investe o dinheiro e torce para que a corporação cresça e lhe renda bons dividendos. No investimento anjo, não. Além do capital, o investidor terá que dispor de tempo e conhecimento para que todas suas funções sejam executadas. Ele terá que “vestir a camisa” da empresa caso queira obter lucros com a transação. 

Muito mais que dinheiro

Para as startups, tão importante quanto o valor a receber, é o smart money do investidor. A expressão da língua inglesa significa “dinheiro inteligente”. Além do investimento, essas empresas, geralmente lideradas por jovens, buscam pessoas mais experientes, com trajetória mais sólida, para que indiquem caminhos melhores ou correções no projeto inicial do negócio.

O investidor anjo Thiago Matsumoto comenta: “O dinheiro no investimento anjo é um fator 50%. O resto é a parte do smart money, o conhecimento, os contatos do investidor. É por isso que chama anjo, porque ele ajuda mesmo. O conceito de anjo é ajudar a crescer não só na parte financeira”, afirma. 

Exatamente por isso, que o ideal para as startups é possuir diversos investidores anjos: além de arrecadar mais dinheiro, a empresa terá mais “conselheiros”, em mais áreas e, assim, aumentar a chance de prosperar no mercado. 

O investidor anjo atua como um “mentor”, classifica o presidente da Anjos do Brasil, Cassio Spina. “O empreendedor inteligente usa os conselhos e orientações do investidor de modo a maximizar o resultado da empresa”, conta. 

Anjos ajudam startup andreense

Em 2013, surgiu em Santo André a startup Filho sem Fila. Criada com o objetivo de organizar a retirada dos alunos de escolas por meio de um aplicativo, a plataforma está presente em mais de 40 cidades brasileiras e atua em mais de 100 escolas. 

Gmeiner idealizou o Filho Sem Fila | Foto: Arquivo
Atualmente, a plataforma se prepara para chegar ao mercado americano. As etapas mais difíceis já foram superadas (nos Estados Unidos, já existe estrutura e equipe comercial para viabilizar a chegada da startup brasileira) e o lançamento do Filho sem Fila na terra do Mickey deve ocorrer nos próximos meses. 

Mas, a internacionalização do negócio só foi possível com o auxílio dos anjos. Em junho de 2016, 15 investidores acreditaram no projeto e investiram R$ 220 mil para viabilizar o crescimento da ferramenta. “O investimento anjo não serve para pagar contas, não. O dinheiro do investimento é para crescer”, lembra Matsumoto. 

Leo Gmeiner, idealizador do Filho sem Fila, ratifica a importância do aporte para o negócio: “Nos possibilitou experimentar modelos novos de prospecção de clientes, nos possibilitou chegar a contatos que a gente ainda não tinha e trouxe algumas ideias diferentes. Isso foi muito importante”. 
Por que escolher este investimento? 

Até agora, tratamos sobre os diversos benefícios da categoria para quem recebe o investimento. Mas, do ponto de vista do investidor, qual são os benefícios? Por que optar por essa modalidade e não seguir investimentos mais tradicionais – e talvez mais seguros?

Bom, em primeiro lugar é importante discorrer sobre o perfil dos investidores anjos. Geralmente, quem busca este modelo são pessoas já possuem um portfólio de investimentos diversificado. “Quando alguém investe em startup, normalmente, investe em outras coisas, em ações, em tesouro direto”, diz Matsumoto. 

Já Spina, afirma que o “perfil típico” do investidor dessa categoria é de um empreendedor, que além de ter disponibilidade de tempo e de recursos financeiros, deseja “transferir experiência de vida”, para evitar que o novo negócio cometa erros que ele já cometeu no passado. “É claro que o investidor anjo também quer ganhar dinheiro, mas há uma busca pela satisfação de construir algo novo”, pondera.

Matsumoto, que durante a sua trajetória já investiu 17 startups também cita a proximidade com a empresa e o fato de se sentir parte dela como algo positivo, mas lembra que aproximadamente 80% das startups quebram. 

“O risco é maior do que investir na bolsa, do que investir em ações. Mas a gente investe em startup porque quanto maior o risco, maior são os ganhos”, esclarece, ao lembrar que, em média, o retorno no investimento ocorre em torno de quatro ou cinco anos. 

Legislação sobre o assunto

No ano passado, foi sancionada a Lei Complementar 155/2016, que regulamenta o investimento anjo. Batizada de “Crescer sem medo”, a matéria garante que o investidor desta modalidade não pode ser responsabilizado por possíveis processos trabalhistas, fiscais, ou de qualquer outra área, que a startup possa ter. “Hoje nós estamos protegidos por lei”, comemora Matsumoto. 
Spina é o presidente da Anjos do Brasil | Foto: Divulgação
Porém, o presidente da Anjos do Brasil ainda não está satisfeito. Spina, apega-se à exemplos estrangeiros e afirma que é importante que existam políticas públicas para alavancar o modelo no Brasil.

“Faz-se necessário que se promovam políticas de estímulo para os investidores, como já praticadas nos Estados Unidos e em vários países europeus, pois as startups dependem não só de capital financeiro, mas também do intelectual que os investidores anjo aportam, acelerando seu crescimento e aumentando suas chances de sucesso”, defende.



Grupo Mulheres do Brasil ganha núcleo no ABC

Da Redação

O Espaço Vernazza, em São Caetano do Sul (Rua Amazonas, 1320), sediará o lançamento do Núcleo Regional ABC do Grupo Mulheres do Brasil. O evento ocorrerá em 30 de agosto, às 18h. O objetivo da iniciativa é transformar o País. Em reuniões mensais, as mulheres do grupo promovem debates sobre diversos temas para criar alternativas para solucionar problemas estruturais brasileiros.

A iniciativa foi ideias das empresárias Luiza Helena Trajano (fundadora e presidente do Conselho da Magazine Luiza) e Sonia Hess (ex-presidente da Dudalina e conselheira da Recode) em outubro de 2013. Na ocasião, as duas reuniram mulheres líderes de diversos segmentos para debates de vários temas. O trabalho ganhou proporções maiores e foi dividido em comitês que abrangem diversas temáticas (Cultura, Empreendedorismo, Educação e Inserção de refugiados, por exemplo). 

Conforme conta uma das coordenadoras do Núcleo Regional do ABC, Luciana Botelho, as causas relacionadas à igualdade de gêneros, como salários iguais para homens e mulheres e maior representação feminina em cargos de liderança (tanto no poder público como no privado) também são latentes nas discussões do grupo.

“Nós trabalhamos também com articulação política e queremos fazer a diferença e transformar o Brasil”, conta a coordenadora, para depois ressaltar que uma das características do grupo é ser totalmente apartidário. 

Luciana, que foi uma das entusiastas para a chegada de um núcleo do grupo ao ABC, mora em Santo André e revela que sente falta de iniciativas como essa na região. De acordo com ela, o grupo será importante para “juntar forças” regionais.

Para mais informações sobre a iniciativa e para participar dos eventos da rede, acesse: o portal do grupo.






segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Braskem avança em pesquisas sobre embalagens interativas

Da Redação

Consumir um produto em condições inadequadas pode deixar de ser uma preocupação. Isso porque uma tecnologia que permitirá a comunicação entre a embalagem e o consumidor, a “embalagem interativa”, está sendo pesquisada pela Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, em parceria com a universidade norte-americana de Clemson e com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Arte: Divulgação 

A embalagem interativa utiliza indicadores específicos para sinalizar o estado de conservação do conteúdo inserido nela e emitir o alerta externamente. Com isso, a embalagem mudará de cor e mostrará ao consumidor que o produto está impróprio para o consumo. Esta tecnologia poderá ser utilizada em produtos perecíveis de diversos setores.
   
Em pesquisas realizadas com aves, carnes e peixes, por exemplo, as alterações no seu pH são determinantes para a mudança de cor da embalagem. De acordo com Patrick Teyssonneyre, diretor global de Tecnologia e Inovação da Braskem, toda a cadeia de valor de um produto pode ser beneficiada com a tecnologia. “Isso dará mais segurança ao consumidor acerca da qualidade do produto que ele leva para a casa e, por outro lado, as empresas terão o controle da integridade de seu produto após a fabricação, seja no transporte ou no ponto de venda”, reforça.

Arte: Divulgação
A Braskem iniciou a pesquisa sobre embalagens interativas em 2013, concluiu a prova de conceito em 2015 e produziu os primeiros protótipos em 2016. Atualmente possui disponibilidade para avançar o estudo com os setores interessados. “O desenvolvimento da embalagem interativa para um segmento específico precisa ser customizado, por isso sua chegada às prateleiras deve levar mais alguns anos”, explica Teyssonneyre.

Como funciona a embalagem interativa? 

- Substâncias químicas com propriedades de reação a indicadores específicos que comunicam dano ao produto são adicionadas à resina termoplástica utilizada na embalagem.
- Quando o produto sofre qualquer tipo de prejuízo na sua integridade, a embalagem modifica sua coloração e sinaliza para o consumidor.



quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Contratação de estagiários cresce 9%

Da Redação

A recuperação da economia está injetando ânimo em empresas e órgãos públicos que ampliam o investimento em programas de estágio e de aprendizagem. O número de jovens em programas de capacitação pelo CIEE no primeiro semestre do ano foi 9,13% maior do que o registrado no mesmo período de 2016. 

“Antevendo a retomada do crescimento econômico, nossos parceiros se anteciparam em qualificar novos talentos para reforçar seus quadros e, assim, minimizar o crônico gargalo da mão de obra capacita¬da que tanto prejudica os projetos de expansão das organizações”, explica Luiz Gonzaga Bertelli, presidente do Conselho de Administração do CIEE. 

A entidade conta com especialistas aptos a auxiliar gestores de recursos humanos a implementar programas de estágio e aprendizagem de qualidade, inclusive esclarecendo sobre os benefícios.