segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Loja de fábrica é especialista em estofados

Por Vitor Lima

A Sofateria, loja que atua no setor moveleiro há pouco mais de um ano, aposta no atendimento de qualidade e na boa relação custo-benefício de seus produtos para cativar os clientes. A especialidade do estabelecimento, localizado no centro comercial do bairro Barcelona, em São Caetano do Sul, é a linha de estofados composta por sofás e poltronas de fabricação própria, mas a loja também trabalha com outros produtos, como mesas, cadeiras e racks, por exemplo. 

local também comercializa mesas, cadeiras e racks | Foto: Divulgação

Conforme conta o proprietário da Sofateria, Antonio Bueno da Silva Junior, o local foi criado graças à parceria com a Sthonyc, fábrica presente no mercado desde 1999 e que fica em Pedra Bela, no interior de São Paulo. Com a criação da loja voltada ao varejo, a Sthonyc consegue comercializar seus produtos diretamente aos clientes finais, sem intermediários. “Assim, conseguimos oferecer melhor (relação) custo-benefício para o cliente, além de mais flexibilidade”, comenta Silva Junior. 

Na avaliação do empresário, que atua no setor desde 2004, a maioria das lojas moveleiras peca no atendimento. “Nosso setor é carente disso (bom atendimento)”. Após esse diagnóstico, Silva Junior relata que este é justamente um dos pontos fortes do local. Prezamos muito por atender da melhor forma possível. Tratamos nossos clientes como pessoas e não como números. Na nossa loja, indiferente do que ou se vai comprar ou não, as pessoas serão bem atendidas”, conta. 

 Foto: Divulgação
A qualidade dos produtos e as entregas realizadas dentro dos prazos acordados são outros diferenciais da Sofateria, de acordo com o proprietário. “Não prometemos o que não podemos cumprir”, garante. 

Tendência

Ao comentar sobre a preferência dos consumidores atualmente, Silva Junior explica que os modelos retro angariando cada vez mais espaço no mercado. “Os queridinhos do momento são os estofados retro, que aos poucos estão roubando o espaço do bom e velho sofá retrátil, que até o ano passado era o preferido dos clientes. Para esse ano a tendência são os tons de rosa e verde, mas os tons neutros ainda dominam a preferência dos clientes”, conclui. 

A Sofateria fica na Rua Taipas, 192, Barcelona, em São Caetano do Sul. Tel.: 2376-0116. | Site: www.sofateria.com.br.



Sabina recebe Semana da Ciência, Tecnologia e Inovação

Da Redação

Para promover o intercâmbio científico, tecnológico e inovador entre diversas instituições de pesquisa, a Prefeitura de Santo André promove entre terça (24) e quinta-feira (26) de outubro, na Sabina, a Semana da Ciência, Tecnologia e Inovação. No evento, profissionais, estudantes, professores, empresários e especialistas da cidade e região estão convidados a participar de uma programação repleta de palestras e workshops.

A abertura será feita na terça-feira (24) com um dos destaques da semana, a palestra Mulheres Empreendedoras, feita em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Santo André (ACISA) e com a Federação das Associações Comerciais do Estado São Paulo (FACESP). O evento, ministrado pela empresária e presidente do Conselho da Mulher Empresária da FACESP, Fadua Sleiman, tratará sobre a evolução do perfil da mulher empreendedora nos últimos cinco anos e o perfil da mulher consumidora. 

 Foto: Sesi/Divulgação 
“Vamos falar para aquele que vende e para aquele que compra, oferecer a possibilidade para aquele que tem ou quer ter seu negócio próprio, saber de que forma investir. O perfil feminino é o principal consumidor. Queremos alinhar o perfil da mulher e vamos levar dados atualizados para que os empresários da cidade saibam da importância de entender o perfil do consumidor”, explica Fadua.

Outro ponto forte do evento será a exposição do carro E-Cub, projeto de veículo elétrico compacto e ecológico desenvolvido pelo Senai, projetado para uma pessoa, que simplifica o deslocamento em centros urbanos. O objetivo do carro é criar uma alternativa sustentável, econômica e industrialmente viável para os problemas de engarrafamento, poluição e falta de vagas de estacionamento nas grandes cidades. Para isso, o automóvel possui em suas rodas traseiras motores elétricos de alto desempenho, baixo consumo e zero emissão de gases poluentes. Além disso, também conta com entradas de ar no para-choque, que alimentam dois geradores eólicos, suprindo energia para a Central Multimídia, faróis e lanternas de LED, além de luzes diurnas de posicionamento.

O encerramento do evento será na quinta-feira (26), às 19h, com a entrega do Prêmio Santo André de Inovação, que conta com a participação de projetos inovadores desenvolvidos por alunos ou empresas, nas categorias: acadêmico, empresarial e empresarial – micro e pequenas empresas. 

A Semana da Ciência, Tecnologia e Inovação deverá ser um marco para o desenvolvimento tecnológico no município pelo estímulo dado aos jovens e adultos em prol da educação científica, com a participação de escolas, universidades e instituições de classe que estejam relacionadas ao tema da ciência e tecnologia.  

Para participar do evento basta realizar a inscrição por aqui. A entrada é mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível ou 1 brinquedo, que será destinado ao Fundo Social de Solidariedade de Santo André. A Sabina fica na rua Juquiá, altura do número 135.

Desenvolvimento 
A atual administração tem colocado a inovação como um propulsor para o desenvolvimento da cidade. Uma prova disso é a implantação do Parque Tecnológico e do projeto Santo André – Cidade Inovadora. Como reconhecimento dos esforços da atual gestão, por meio da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego, um grupo de cerca de 40 alunos e dois professores de MBA da Universidade de Pittsburgh, dos Estados Unidos, visitaram Santo André em agosto para conhecer melhor o Cidade Inovadora. Além dos estrangeiros, o evento contou também com a participação de representantes de algumas das principais empresas da cidade.



sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Empresários de São Caetano do Sul têm acesso a linhas de crédito

Da Redação

Na próxima terça-feira (24), a Desenvolve SP - Agência de Desenvolvimento Paulista, em parceria com a Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, realiza o workshop “Uma Solução Para Cada Fase do seu Negócio”. Na oportunidade, os pequenos e médios empreendedores poderão conhecer as linhas de crédito da instituição e obter orientação sobre como acessar o financiamento ideal para investir de forma correta e planejada.

Dividido em duas etapas, o workshop começa a partir das 9h, com palestras da Desenvolve SP e do BNDES, que irão apresentar suas opções de crédito, como linhas para projetos de expansão, modernização, inovação, compra de máquinas e equipamentos e capital de giro. Em seguida, haverá uma apresentação da Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos e exportações do Governo do Estado, que falará sobre as vantagens da internacionalização de negócios e de que maneira a agência pode apoiar os empresários na exportação de seus produtos.

Minciotti é secretário de Desenvolvimento Econômico
do município | Foto: Divulgação/PMSCS
Na sequência, os empresários interessados receberão atendimento individual, que deve ser agendado com antecedência, para tirar dúvidas ou apresentar projetos de investimento. O evento é gratuito e será realizado no Auditório da Universidade Municipal de São Caetano do Sul - Campus Centro, localizado na Rua Santo Antônio, 50, Centro. Agendamentos podem ser feitos por aqui. Mais informações pelo telefone: 4227-7719 ou e-mail: fernanda.garcia@saocaetanodosul.sp.gov.br 

O presidente da instituição, Milton Luiz de Melo Santos, ressalta a importância do evento: “Nosso objetivo é tornar as empresas paulistas cada vez mais competitivas. Além dos juros baixos, que partem de zero por cento ao mês para projetos inovadores, trabalhamos com longos prazos de até 10 anos para pagamento e carência máxima de 24 meses. São condições que os pequenos e médios empresários não encontram no mercado tradicional de crédito”, diz.

De acordo com o secretário da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo, Tecnologia e Inovação (Sedeti), Silvio Minciotti, “o objetivo é tornar as empresas da cidade mais competitivas, disponibilizando condições que os empresários não encontram no mercado tradicional de crédito”.


Começa hoje a 10ª Feira de Móveis da Jurubatuba

Da Redação 

A Associação dos Lojistas da Jurubatuba promove, a partir de hoje (20), a 10ª edição da Feira de Móveis da Jurubatuba. O evento, que conta com o apoio da Prefeitura de São Bernardo do Campo, reunirá mais de 70 lojas, com oferta de centenas de artigos em promoção, além de lançamentos mobiliários. A feira vai até 31 de outubro, sempre das 10h às 21h.

Tradição na cidade, a Feira de Móveis deverá atrair, nesta edição, público superior a 30 mil pessoas, segundo estimativa da organização. O evento também contará com Festival Gastronômico de rua aos fins de semana, por meio de Food Trucks instalados ao longo da via. A Prefeitura disponibilizará ainda apoio no trânsito e reforço na iluminação pública da Rua Jurubatuba. Para auxiliar na organização do evento, agentes de trânsito e Guardas Civis Municipais (GCM) serão destacados para atuar no local.
Evento deve reunir 30 mil pessoas | Foto: Gabriel Inamine/PMSBC

De acordo com o prefeito Orlando Morando, além de exaltar a veia moveleira da cidade, o evento também é importante para movimentar o comércio do setor. “Esse evento acontece todo ano sem perder sua força e público. Isso mostra o potencial do setor moveleiro, que é essencial para a economia e geração de emprego na nossa cidade”, comenta. A expectativa do setor é faturar o equivalente a três meses de vendas no período do evento.

“O grande atrativo deste evento são as promoções que variam de loja para loja. Nossa estimativa é que essas ofertas atraiam cerca de 3 mil pessoas diariamente para a feira, o que deverá alavancar significativamente as vendas dos lojistas”, informa o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Hiroyuki Minami.

Edição anterior 
A 9ª edição da feira, realizada entre os dias 19 de maio e 4 de junho deste ano, gerou, em média, um aumento de 70% no faturamento de vendas, além de ampla visitação às lojas da Rua Jurubatuba. Na primeira feira do ano, foram 72 lojas participantes, com os mais diversos produtos de mobiliário e aproximadamente 1,4 mil postos de trabalhos diretos.



Profissionais de RH reúnem-se no ABC

Da Redação

O papel do profissional de Recursos Humanos deveria ser o de disseminar a cultura, missão e valores da empresa, além de desenvolver o capital humano, mas muitas vezes este setor está focado na realização de atividades operacionais e burocráticas. Visando resgatar esse papel mais estratégico do profissional da área, a MHS Marketing & Sales Consulting reuniu na noite da última quarta-feira (18) cerca de 200 líderes de RH de empresas do ABC durante a 1ª edição do HR First Class.

O evento, realizado no Napoleão Buffet, em São Bernardo do Campo, contou com palestra do jurista Luiz Flávio Gomes, autor do best-seller O Jogo Sujo da Corrupção, presenças do prefeito do município, Orlando Morando, e de autoridades locais, além dos debatedores Hiroki Hiratsuka, diretor de RH da empresa Kostal, e Lino José Rodrigues Alves, diretor jurídico e responsável pela área de Compliance do Grupo NotreDame Intermédica.

Kátia de Boer, sócia-proprietária da Safe Care, empresa especializada em gestão integrada e auditoria do benefício saúde, incentivadora e patrocinadora máster do evento, explicou a escolha do ABC para receber o evento. “Temos nessa região empresas de grande representatividade no cenário nacional e precisamos valorizar os profissionais da área de RH. A ideia dos nossos encontros, que passarão a ser bimestrais a partir do ano que vem, é trocar experiências, discutir soluções e plantar uma semente dentro das organizações que permita fortalecer o RH”, explica Kátia, que teve a sua palavra endossada pela irmã e também sócia, Karen de Boer.

 “Vamos criar um site para disseminar conteúdo relevante à área, formaremos um mailing de profissionais para trocar experiências, além de criar um comitê para decidir quais assuntos devemos colocar em pauta nos nossos próximos eventos”, completa o empresário Marcos Scaldelai, proprietário da MHS Marketing & Sales Consulting.

Já o vice-presidente do Grupo NotreDame Intermédica, Nilo Carvalho, chamou a atenção para o fato da união do setor de RH servir para ajudar a encontrar soluções para problemas recorrentes. “O empresariado não consegue mais arcar com os custos da saúde. Para se ter uma ideia os desperdícios e fraudes levam R$ 77 bilhões a cada de três anos do capital investido na área de saúde. Nós não podemos nos esquivar dessa responsabilidade. O custo é insustentável, mas juntos podemos resolver isso”, diz.

O prefeito Orlando Morando reforçou também a relevância do profissional da área de RH na construção de um cenário econômico mais favorável. “Estamos em um período de transição, saindo de uma crise. Quem não estiver com a área de Recursos Humanos preparada, que é a essência de qualquer negócio, não terá a qualidade no serviço”, destaca.

“Se a pessoa encarregada de monitorar a empresa não tiver autonomia para informar o que acontece dentro do ambiente de trabalho ao seu superior, o RH fica fadado a ser só operacional, deixa de ser estratégico. Os gestores não terão controle da empresa e certamente devem ter prejuízos no final do ano”, argumenta o jurista Luiz Flávio Gomes.



Especialista andreense lança livro sobre finanças

Por Vitor Lima

Em agosto, o administrador, contabilista e sócio-diretor do Grupo MCR, de Santo André, Carlos Afonso, lançou o livro Organize suas finanças e saia do vermelho. Na obra, o autor tenta levar ao leitor quatro conceitos que devem ser levados em consideração quando o assunto é educação financeira.
Foto: Divulgação
Ele defende que é primordial ter controle e conhecer sua real condição financeira; cortar gastos supérfluos; planejar ações para o futuro; e, por fim, “fugir das armadilhas que todos os dias batem à nossa porta”, como ele mesmo diz. 

Afonso mostra-se preocupado especialmente com os jovens e defende que o tema educação financeira tenha mais espaço nas grades curriculares. “Sempre digo que existe um grande contrassenso quando estudamos finanças corporativas na graduação. Não tivemos noções de finanças pessoais no ensino fundamental e no ensino médio”, contesta, ao ressaltar que, “felizmente”, este cenário parece estar mudando.

Para o especialista, as compras parceladas devem ser evitadas, pois, ao misturar-se com as contas regulares (água, luz e internet, por exemplo) podem “comprometer o orçamento doméstico”. Aos leitores do Negócios em Movimento, Afonso indica que é importante “tomar as rédeas” da situação. “Precisamos ser protagonistas da nossa vida financeira. Ninguém pode fazer isso no nosso lugar. Neste aspecto, quanto mais cedo começarmos, melhor”, recomenda. 

Interessados em adquirir a obra de Carlos Afonso devem acessar: www.livrosaiadovermelho.com.br.




Três erros comuns ao impulsionar no Facebook

Por Giancarlo Medina Braga* e Bianca Siccardi**

Parece algo simples, mas todo empresário que dispensa um profissional especializado e inicia impulsionamentos por conta própria em sua página de Facebook, acaba passando por diversas dificuldades. Principalmente quando nem sempre obtém o retorno desejado. Mas o que está sendo feito de errado?

O fato é que muitos desses anúncios acabam sem interações. E pior, sem vendas, gerando até uma desconfiança quanto ao resultado do Facebook. Mas isso pode ser contornado com estratégias, e vamos falar sobre algumas delas listando erros comuns. 


1. Segmentação errada
Toda campanha tem que ter um alvo, logo, é importante você saber a região, interesse, sexo e até mesmo a idade do público que deseja atingir. Pergunte-se: “quem costuma procurar pelos meus produtos?” Ou “quando alguém contrata meus serviços, costuma me buscar por qual necessidade?”. Esse tipo de conhecimento é a base para a estratégia do seu marketing ao divulgar uma oferta ou promoção da sua empresa. Por exemplo, mesmo que seu negócio atenda duas faixas de idade do público, a sua linguagem com um adolescente não será a mesma ao tratar com uma pessoa adulta. Na internet aplica-se o mesmo conceito. 

2. Anúncios mal desenvolvidos
Se o seu anúncio não tem boa interação das pessoas e você percebe que ele não tem sido relevante, ou seja: as pessoas não curtem, não comentam, não compartilham, então algo está errado. A falta de interesse, além de tornar mais difícil o aparecimento do anúncio, torna-os mais caros para você. Então, para que você tenha anúncios com custo menor e que tenham mais relevância, terá que criar algo mais atraente aos usuários. Algumas dicas são: evite textos repetitivos e mal formulados, imagens com muito texto são péssimos aos olhos dos usuários, conteúdo genérico, frases muito imperativas, fórmulas milagrosas (chamadas click-bait) e textos/vídeos muito longos.

3. Não interagir com o público 
Não adianta achar que o anúncio fará todo o trabalho por você. Pessoas ainda se relacionam com pessoas, mesmo que o meio de se relacionar seja digital. Por isso, a interação com o público é muito importante. Responder o comentário e o inbox, sendo ele uma pergunta ou outro tipo de interação, gera mais engajamento para o seu anúncio, ou seja, ele se sente valorizado e tende a se identificar com a marca. Isso aumenta a taxa de conversão e fidelização do seu consumidor. Por exemplo, a Netflix, que frequentemente responde aos seus seguidores atendendo solicitações e, até mesmo, comentando especificações de seriados do momento como forma de acompanhar o quanto o público está engajado.

Logo, com o uso dessas dicas, você estará fazendo postagens e anúncios mais relevantes e estará melhor classificado no EdgeRank (algoritmo do Facebook) e consequentemente seus anúncios serão mais relevantes no mural das pessoas. Seu post tem que ser o melhor em três categorias: cliques, curtidas e comentários no post em questão e nos posts anteriores. Sendo que inicialmente sua relevância melhorará até organicamente (quando não se usa verba), e irá melhorar também seus impulsionamentos – pois a relevância dos dois está bastante relacionada.

*Giancarlo Medina Braga é engenheiro da computação, desenvolvedor e especialista em marketing digital. Certificado como Google Partner, atua em campanhas de links patrocinados, SEO, estratégia de marketing e websites. CEO e Fundador da Agência MBS Marketing Digital.

**Bianca Siccardi é consultora em marketing digital, gestora de mídias sociais certificada pelo Facebook e especialista em estratégia de marketing digital, com diversos cursos na área. Iniciou sua consultoria com a #SSM - Siccardi Social Midia e hoje atua como diretora de marketing na agência MBS Marketing Digital. 





quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Quatro dicas para ser um líder positivo

Da redação

Atualmente, em qualquer nível de emprego, a grande maioria dos trabalhadores enxerga sua vida como o núcleo em que deve se encaixar o trabalho, e não o contrário, como era no passado. Temos também os líderes que ainda não se alinharam a esta nova realidade e insistem em metas e objetivos, sem considerar a complexidade e os novos valores de seus subordinados. Na junção destes dois universos temos a desmotivação, falta de engajamento e queda de performance.

Para o mestre em Psicologia Positiva Aplicada, Flora Victoria, ser um líder positivo não é sorrir o tempo inteiro para sua equipe ou fechar os olhos para as adversidades."A liderança positiva surge como uma resposta a este dilema. É um conceito relativamente novo, com base na Psicologia Positiva Aplicada, que visa performance, mas considera as múltiplas dimensões biológicas, pessoais, relacionais, institucionais, culturais, globais, para gerar uma série de novos comportamentos no sentido do florescimento humano de um grupo, instituição. Esse desenvolvimento de cada profissional é que gera resultados além dos esperados", explica.  

O líder positivo exerce a liderança com base em três pilares: no desvio positivo (o que excede a performance comum); nas ações virtuosas (uso das forças de caráter e virtudes que geram mais resultados e satisfação); e no viés afirmativo (foco no que funciona, no que dá certo, nas forças e qualidades).

A especialista Flora Victoria lista quatro dicas baseadas no "Psycap", estado psicológico positivo de desenvolvimento encontrado em empresas e líderes bem-sucedidos e longevos.

1. Hope: garanta aos seus funcionários a oportunidade de criar planos e caminhos para conquistar suas metas. Estimule planos alternativos. Ajude-os a ter objetivos claros, a realizar e apresentar projetos bem-sucedidos para a equipe. Deixe-os entrar em ação.

2. Efficacy: Invista em feedbacks e ações de encorajamento social. Funcionários que realizam bastante devem ser reconhecidos. Não só acompanhe suas atividades, demonstre que está acompanhando e mostre-se disponível para colaborar, caso ele necessite.

3. Resilience: pratique a resiliência e inspire seus funcionários a fazer o mesmo. Se exponha a situações nas quais você não tenha um roteiro definido e aumente sua capacidade de improvisar e criar soluções novas. Fazendo isso no dia a dia, sem pressão, quando a pressão ocorrer, você vai estar com a resiliência desenvolvida e sua equipe estará acostumada a lidar com isso.

4. Optimism: Seja otimista. Isso não significa ser alienado. Reconheça dificuldades, problemas, mas a forma como vai lidar com eles é que vai diferenciar você e sua equipe. Um desafio não dura a vida toda. Um problema profissional é um problema profissional e não de todas as esferas da sua vida. Culpados não significam soluções. Perpetrar fraquezas e dificuldades não levam ninguém para frente. "Virar a chave" e acreditar no seu potencial e de sua equipe sim. Segundo Martin Seligman, um dos criadores da Psicologia Positiva, otimismo pode ser desenvolvido. Que tal?





Expandir negócios com segurança: contrato de representação comercial

Por Cristiane Tomaz*

Os contratos de representação comercial constituem importante ferramenta de expansão dos negócios empresariais, uma vez que através deles as empresas conseguem, sem necessidade de grandes investimentos, se fazer conhecer e ter seus produtos e serviços intermediados nos mais diversos locais, sem demandar ainda, uma estrutura própria ou empregados em cada uma destas localidades. 

A remuneração dos contratos de representação comercial deverá sempre ser fixada através do pagamento de comissões, as quais deverão ser calculadas em percentuais sobre o valor dos negócios efetivamente concretizados pelo representante comercial. 

Foto: Divulgação 
Não existe uma vedação legal, contudo, deve-se evitar o pagamento de comissões em valores fixos ou através de verbas intituladas “ajuda de custo”, uma vez que tais pagamentos, aliados a outros elementos, poderão caracterizar uma relação de emprego e não de representação comercial, posto que fogem da natureza deste tipo de relação jurídica.

O representante comercial adquire o direito às comissões quando do pagamento das faturas pelos clientes, ou seja, não basta a obtenção do pedido, é indispensável a efetivação do negócio que somente é concretizado para a empresa representada quando recebe os valores. 

Tendo a empresa representada recebido os valores dos clientes, terá até o dia 15 do mês subsequente para efetuar o pagamento das comissões para o representante comercial. 

Assunto que vez ou outra gera alguma controvérsia diz respeito a base de cálculo das comissões a serem pagas aos representantes comerciais, se deverão ser calculadas sobre o valor da venda com ou sem impostos.

O art. 32, §4º da Lei de Representação Comercial estabelece que a comissão deverá ser calculada sobre o “valor total das mercadorias” e, neste sentido, o entendimento predominante dos Tribunais é de que as comissões deverão ser calculadas sobre o valor total da nota fiscal, portanto, incluindo todos os tributos, não se admitindo qualquer abatimento para este cálculo. 

É possível, estabelecer percentuais de comissões progressivos ou regressivos conforme o preço do produto, volume de vendas, linha de produtos, condição de pagamentos, entre outros. 

O importante é que todas estas regras estejam delimitas de maneira clara e precisa, por escrito no contrato de representação comercial, evitando qualquer futuro questionamento por parte do representante comercial no sentindo de que houve um pagamento de comissão inferior ao devido. 

Existem outras ferramentas que poderão ser trabalhadas pelas empresas para incentivo e ampliação das vendas pelos representantes comerciais, como realização de campanhas com pagamento de percentuais adicionais ou premiações em caso de atingimento de metas, contudo, estas situações deverão ser analisadas e formalizadas por escrito através de instrumentos jurídicos apropriados, com vistas a evitar futuros questionamentos.

*Advogada, sócia-fundadora da Molina Tomaz Sociedade de Advogados. Especialista em Direito Administrativo e Mestre em Direitos Difusos e Coletivos. Atua no contencioso, consultoria e assessoria preventiva de demandas judiciais empresariais. E-mail: contato@molinatomaz.com.br




Recta Consultoria alerta para mudanças no Simples Nacional

Por Vitor Lima

Em 27 de outubro de 2016, o presidente Michel Temer sancionou a Lei Complementar 155/2016, com o objetivo de “reorganizar e simplificar a metodologia de apuração do imposto devido por optantes pelo Simples Nacional”, conforme diz o texto da Lei. Entre alterações determinadas pela matéria, consta que, a partir de 2018, as alíquotas e a forma do cálculo do Simples Nacional serão alteradas.

Quem faz o alerta é o proprietário da Recta Consultoria, Willian Cristian de Oliveira, 35 anos. Ele, que também é professor universitário, esclarece os novos limites anuais da receita bruta que começarão a vigorar no ano que vem para aqueles que fazem parte deste modelo tributário: para microempresas, o limite será de R$ 900 mil; empresas de pequeno porte, R$ 4,8 milhões e para microempreendedor individual, R$ 81 mil. Outra novidade, é que produtores de bebidas alcoólicas poderão aderir ao sistema. “Já enviamos aos nossos clientes um breve resumo das mudanças e os benefícios fiscais que irá proporcionar aos seus negócios”, conta.

Oliveira, proprietário da Recta e professor universitário, explica as principais mudanças | Foto: Hugo Silva

O local, que está no mercado há cinco anos, presta serviços de auditoria, consultoria e contabilidade. Entre os diferenciais da Recta, está o Departamento de Relacionamento com o Cliente, no qual os profissionais estão “focados em visitar, auxiliar clientes no dia a dia, facilitando nas tomadas de decisão”. De acordo com Oliveira, o departamento está alinhado com a filosofia de trabalho da empresa. 

“Além da contabilidade financeira, que é voltada para entrega das obrigações principais e acessórias, nosso grande diferencial é a atuação como contabilidade gerencial, no qual auxiliamos nossos clientes nas tomadas de decisão, na montagem e monitoramento do planejamento estratégico”, explica.

Esta filosofia de trabalho, que busca proximidade com os clientes, foi adotada após um estudo de mercado feito no início da atuação da empresa, no qual foi constatado que a maioria das instituições de contabilidade tinham dificuldades no relacionamento com os clientes. 

A Recta Contabilidade fica na Rua Dinamarca, 88, Conjunto 2, no Parque das Nações, em Santo André. Tel.: 2324-4154 | Site: http://www.rectaconsultoria.com.br.



Sete caminhos para a inovação

Da Redação

Hoje (19) é celebrado o Dia Nacional da Inovação, palavra de apenas oito letras, mas com amplos significados. Para o Dicionário Houaiss, é “aquilo que é novo”. Quando aplicado o conceito à indústria, pode ser entendido como “a implementação de um produto, bem ou serviço significativamente melhorado”, segundo o Manual de Oslo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O conceito também se aplica ao processo produtivo, desde que as ideias novas se transformem em resultados sustentáveis.

Guto Ferreira é o presidente da ABDI | Foto: Divulgação 

A inovação é hoje uma necessidade competitiva e de sobrevivência para as empresas do mundo moderno. O Brasil precisa ainda consolidar uma cultura da inovação. “Precisamos aproveitar a oportunidade histórica de fazer avançar nossa indústria, nossa economia e nosso País, rumo a uma nova era, que vai mexer profundamente com a economia global e com a própria forma como as sociedades estão organizadas”, afirma o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Guto Ferreira.  

Para se ter uma ideia da velocidade das transformações, mais de 90% do volume de dados do planeta foram produzidos nos últimos dois anos, conforme estudo da IBM. Quem está fora desta nuvem está fora do mercado, avalia o presidente da ABDI. Atenta a isso, a agência brasileira, que gera inteligência para o setor produtivo, aponta sete caminhos para a inovação no país rumo à revolução da indústria 4.0:

1. Apostar em startups 
As startups estão ganhando força junto à indústria tradicional. Segundo dados do programa Conexão Startup Indústria, o Brasil tem um número grande de empresas visionárias que já estão se relacionando com startups: 91 de 408 indústrias pesquisadas, ou 22%, das indústrias transformadoras do País já fizeram ao menos uma compra de startups. Das que ainda não fizeram, 21% já estão se preparando.

2. Melhorar o processo produtivo 
O programa Brasil Mais Produtivo – coordenado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) –, apoia a inovação nos processos de quase 3 mil indústrias, com ações rápidas, de baixo custo e de alto impacto. Através de um trabalho de capacitação de empresas, a produtividade média delas aumentou em 51,8%. A Rede Nacional de Produtividade e Inovação (Renapi), projeto da ABDI, também auxilia na busca de soluções transversais para questões locais e regionais do desenvolvimento produtivo.  

3. Investir em internet das coisas (IoT) 
A aglomeração urbana proveniente do mundo moderno leva ao desafio da criação de soluções para novos problemas. Buscar, por exemplo, a integração de diferentes soluções de hardware e software em cenários físicos e virtuais é uma necessidade para modernizar as cidades do século 21 com reflexos na competitividade das empresas. A ABDI, em parceira com o Inmetro, criou um Ambiente de Demonstração de Tecnologias para Cidades Inteligentes. Testes para comprovar a eficiência das tecnologias criadas por empresas brasileiras irão viabilizar a evolução das cidades. Mais de 130 ideias foram cadastradas pela ABDI para desenvolvimento.

4. Ampliar conhecimentos 
Inteligência para a competitividade é o foco do Observatório da Produtividade, projeto de compartilhamento de informações, análises, estudos aplicados e documentos para atender ao setor produtivo e aos gestores públicos e privados.

5. Planejar construções eficientes 
A ABDI também atua para impulsionar a indústria da construção civil. A partir de tecnologia de modelagem virtual de construção, conhecida como BIM (Building Information Modeling), é possível promover maior transparência e controle de toda informação física, financeira e de desempenho do empreendimento. O BIM permite ainda a redução de prazos e custos, simulações e correções prévias à construção. A ABDI trabalha para orientar e padronizar as normas de construção e tornar a biblioteca de componentes BIM mais acessível para os projetistas.   

6. Buscar soluções integradas 
Desenvolver novas tecnologias a partir da conexão entre indústria, governos, empreendedores e setor varejista é o objetivo do Laboratório de Varejo, que vai desenvolver testes em menor escala e em ambientes demonstrativos. O projeto é desenvolvido pela ABDI e pelo MDIC.

7. Investir em energias alternativas 
Em razão dos problemas de mobilidade urbana e efeito estufa, novas tecnologias de propulsão vêm sendo desenvolvidas. O carro elétrico, por exemplo, é uma determinação em países de todo o mundo. A França e a Inglaterra já sinalizaram que até 2040 não comercializarão mais veículos que utilizem combustíveis fósseis. A ABDI faz parte do grupo de trabalho que discute o tema em conjunto com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O Programa Rota 2030 vai definir as diretrizes de implementação do modelo elétrico no país.



Novo presidente da Volks reafirma planos para São Bernardo

Da Redação

O novo presidente da Volkswagen para a América do Sul, Central e Caribe, o argentino Pablo Di Si, visitou a Prefeitura de São Bernardo do Campo na tarde de ontem (18). O executivo, que substitui David Powels, foi recebido pelo prefeito do município, Orlando Morando. Também participou do encontro o presidente da Associação dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), Antônio Megale.


Pablo Di Si (esquerda) reuniu-se com Morando ontem (18) | Foto: Gabriel Inamine 
Em pauta, ações que fomentem investimentos na região e, consequentemente, a criação de novos postos de emprego. Recentemente, a própria montadora anunciou aportes imediatos na ordem de R$ 2,6 bilhões na unidade de São Bernardo, a mais antiga do grupo fora da Alemanha. Os investimentos são necessários para a fabricação de dois novos modelos na planta do ABC: o novo Polo e o modelo sedã Virtus. 

Até 2020, este valor deverá chegar aos R$ 20 bilhões, adianta o novo presidente, ao citar que serão lançados 20 novos produtos neste período. “Estamos otimistas para seguir com este planejamento. E terá o acompanhamento de toda a cadeia, ou seja, os postos de trabalhos diretos e indiretos que serão importantes para este momento”, destaca. A Volkswagen instalou-se no município em 1953 e, atualmente, empresa mais de 9 mil trabalhadores. 

O foco da montadora, de acordo com Di Si, é retomar a liderança no volume de vendas em território brasileiro – posto atualmente ocupado pela rival Chevrolet. “O fundamental a destacar é que a plataforma que temos na cidade é do futuro. Que dá flexibilidade para outros projetos”, finaliza.



quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Brasileiros endividados buscam soluções para negociação de dívidas

Da Redação

Notícias recentes mostram que o brasileiro está cada vez mais endividado. E apenas os bancos calculam que contam com cerca de R$ 100 bilhões em dívidas recuperáveis. Isto levou instituições financeiras a se armarem com a contratação de empresas especializadas em cobrança, que passam a ter os créditos desta dívida e realizam os contatos diretamente com os consumidores. E neste cenário é importante olhar a questão sob o prisma dos consumidores, pessoas físicas ou empresas, cuja maioria certamente deseja quitar suas obrigações. Mas em meio ao processo de negociação, é preciso lembrar os direitos dos consumidores e evitar que sejam pressionados com pagamentos ainda mais elevados por taxas abusivas ou outros instrumentos de cobrança utilizados pelas empresas especializadas.

No Brasil, existem mais de 60 milhões de consumidores inadimplentes | Foto: Reprodução 

Inadimplência recorde 
O número de inadimplentes no Brasil alcançou patamares recordes, tanto entre as pessoas físicas como as jurídicas, ao fim do primeiro semestre deste ano. Segundo indicadores da Serasa, o número de consumidores inadimplentes bateu na casa de 61 milhões de endividados em maio último, maior número desde o início da série histórica, que começou em 2012. No caso das empresas, o número chegou a 5,1 milhões de CNPJs negativados, também o maior número desde o início da pesquisa em 2015. Os dados foram divulgados no último mês de julho.

O que fazer? 
Para o advogado Sebastião Rangel, de S.F. Araujo de Castro Rangel Advogados, que atua em questões envolvendo o Código de Defesa do Consumidor, muitas vezes a cobrança é feita de forma bastante contundente, o que pode induzir o inadimplente a fazer negociações equivocadas, elevando ainda mais o tamanho da dívida que, provavelmente, não será cumprida novamente.

“É importante que o inadimplente levante todas as informações com as instituições e credores. E, assim como fazem as instituições, ele pode buscar auxílio jurídico para que tenha um representante. Neste momento, será possível ter um melhor entendimento de como amenizar o valor da dívida e iniciar a nova negociação”, aconselha Rangel.

Normalmente é possível reduzir os juros da dívida do cliente e também outros componentes da dívida: multa, IOF, juros moratórios, comissão de permanência, taxas capitalização e juros, taxa de abertura de crédito, taxa de serviços de terceiros, taxa de emissão de boleto, taxa de emissão do bem e registro de contrato, entre outros aspectos. “Como as empresas de cobrança utilizam da tática de pressão para tentar resolver a questão, isso pode colocar o inadimplente numa situação de desespero. O representante legal, além de oferecer assessoria jurídica, passa a fazer a interface com as empresas de cobrança, o que levará a uma melhor tomada de decisão. O inadimplente terá um terreno mais propício para acertar suas contas”, ressalta o especialista.

A S. F. Araujo de Castro Rangel Advogados dedica-se às áreas cível, tributária e trabalhista. Tel.: 4330.3871 e 4330.2937. E-mail: sfrangel@uol.com.br.



Por onde começar quando se deseja mudar de carreira

*Por Alexsando Nascimento

Quero mudar de carreira, como escolho? Essa pergunta é mais comum do que imaginamos. Eu mesmo já passei por isto mais de uma vez, seja por não estar satisfeito com uma carreira ou seu rumo, ou porque eu queria novos desafios, oportunidades, ser promovido, empregabilidade, sair de minha zona de conforto, maiores salários, crescimento profissional, entre outros tantos motivos. Sobram razões para sonhar com um novo projeto de vida.

O fato é que pesquisas relatam, de formas diferentes, a mesma questão sobre a insatisfação com o trabalho, independente o que isto signifique para cada um de nós. A ISMA (International Stress Management Association) Brasil constatou que 72% dos profissionais manifestam algum tipo de descontentamento relacionado ao dia a dia nas empresas em que atuam. 

Conforme uma série de mudanças a cada dia mais rápidas, dentre elas disponibilidade de informações de forma fácil, ascensão de classe social, mais anos de estudo, as pessoas cada vez mais tornam-se reflexivas sobre o retorno que um trabalho, carreira, profissão deve dar a cada um, bem como, qual a sua contribuição à sociedade usando o seu talento como ferramenta, isto, ainda conectado com o seu propósito de vida, muitas vezes ainda não muito "claro", torna o projeto "mudança" ainda mais desafiador .

Separei cinco passos para facilitar a decisão de mudar de carreira

1.Paixão: reflita com muita calma sobre o que realmente te dá paixão profissional, aquilo que você se pega mesmo sem perceber pensando, sendo curioso, querendo aprender e fazer mais, agregar valor, isto fará uma grande diferença. Também exercite imaginar se daqui um tempo você se vê atuando com esta "paixão", pois independe de qual for, a dedicação sempre será muito grande;

2. Valor: é importante identificar e validar sua paixão, mas, ela por si só é insuficiente para aumentar suas chances de sucesso neste projeto de mudança de carreira, é necessário que sua paixão gere valor ao mercado e, seja reconhecida por isto. Simplificando, estamos falando em viabilidade econômica, a sua paixão tem "apelo econômico"? Se sim, está de acordo com sua expectativa de ganhos? Sem esta avaliação, as chances da mudança de carreira não darem certo são maiores e, até o risco de retorno à "carreira insatisfatória" e frustração também são grandes.

3. Conhecimento: se pergunte: "Quanto você conhece desta nova carreira ou posição? Há necessidade de algum conhecimento formal (como certificados ou diplomas? Possui contato com alguém que já atua onde você quer ir? De que tipo de conhecimento precisa ter para iniciar nesta posição? Seria interessante fazer um plano para atingir tal conhecimento.

4. Comunicação - Interna e externa: primeiro a comunicação interna (com você), chegou a uma definição e se convenceu desta decisão? Se não, o que falta? O que te impede de ter a decisão? Segundo a comunicação externa, como se posicionará no mercado de trabalho, desde currículo, Linkedin e entrevistas, o pode falar a seu favor para esta mudança e para que os outros "comprem" a sua ideia de mudança? Lembrando que terá concorrentes, muitas vezes, tão ou mais experientes do que você para esta nova posição.

5. Procure ajuda: há um ditado relevante que diz: "Se quer ir rápido, vá sozinho, se quer ir longe, vá acompanhado." Recomendo sempre que possível pedir ajuda seja profissional, de uma amigo, ou conhecido que já trilhou este caminho e, pode com mais assertividade, segurança te apresentar as possíveis armadilhas e aumentar assim suas chances de sucesso no projeto "mudança de carreira". Lembre-se: "pensando bem, você pode crescer!".

*Alexsandro Nascimento é mestre em Administração de Empresas pela FGV-EAESP, especializado em Administração Tecnologia da Informação (FGV-EBAPE), Master Coach pelo Instituto de Neurolinguística Empresarial (INEMP – BH); e idealizador do portal Carreiras em Alta.


Sicoob Grande ABC completa 11 anos

Da Redação

Neste mês, a Cooperativa de Crédito Mútuo dos Micros e Pequenos Empresários e Microempreendedores do Grande ABC (Sicoob Grande ABC) completa 11 anos de fundação e comemora sua solidez e crescimento no segmento.

Recentemente, o Banco Central divulgou o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) com dados de dezembro de 2016, que apontou o crescimento no número de pessoas físicas e jurídicas associadas às cooperativas de crédito, registrando 8,9 milhões de brasileiros, sendo 5,3 milhões a mais que o registrado em 2007.  Destaque para os últimos três anos, quando evoluiu mais de 10% ao ano.

Foto: Divulgação 

Esses dados são confirmados pela unidade do Grande ABC que alcançou no ano passado, um crescimento de suas receitas na ordem de 46,26%, mesmo em um cenário de retração econômica e crise política. Para Wilson Ambrósio da Silva, diretor-presidente do Sicoob Grande ABC, esse crescimento está ligado a forte atuação local e regional, a proximidade com os cooperados e a preocupação com a comunidade onde está inserido.

O cooperado do Sicoob Grande ABC tem acesso à conta corrente, recebimento de convênios e títulos, capital de giro, descontos de cheques e de títulos, cheque especial, linha de aplicações, empréstimo com consignação em folha, BNDES automático, cartão de crédito, cobrança-emissão de boletos, previdência, poupança, seguros, consórcios e Banco 24 horas. 

Todos esses benefícios são amparados com o Fundo Garantidor do Cooperativismo (FGCOOP), que assegura até R$ 250 mil para os depósitos e os créditos mantidos nas cooperativas e nos bancos cooperativos em caso de intervenção ou liquidação extrajudicial dessas instituições. 

Além de todos esses serviços, o cooperado ainda conta com as menores taxas, melhores rendimentos, internet bank, aplicativos exclusivos para aparelhos móveis e, ao mesmo tempo, são donos do maior sistema cooperativista de crédito, participando de sua gestão através das assembleias e usufruindo dos seus resultados.

Atualmente, o Sicoob Grande ABC possui mais de 1,2 mil cooperados e conta com quatro postos de serviços, localizados em Santo André, São Caetano do Sul e em Ribeirão Pires.



Empreendedorismo feminino cresce 34% em 14 anos

Da redação

De acordo com uma pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), em parceria com o Sebrae, nos últimos 14 anos, o empreendedorismo feminino cresceu 34%.  As mulheres brasileiras conseguiram criar novos negócios na mesma proporção que os homens, sendo que mais de 7,9 milhões de mulheres abriram empresas. Elas também passaram a atuar em outros setores, que antes eram conhecidos por serem dominados por homens, como a área de tecnologia. 

Segundo a pesquisa do GEM, as mulheres investem mais em capacitação e têm mais acesso à informação, o que ajuda na construção de empresas mais sólidas e lucrativas. Outra pesquisa feita pelo Linkedin, entre 2008 e 2016, aponta que aumentou para 18% o número de mulheres que ocupam cargos de liderança no setor de tecnologia.  

Lecivânia Martins se enquadra nesse perfil, ela é cofundadora do grupo Docsystem - empresa líder no desenvolvimento de software de gestão de documentos, conteúdo e processos -, primeira empresa genuinamente brasileira a oferecer o sistema ECM (conjunto de tecnologias usadas para gerir o ciclo de vida da informação não estruturada dentro de uma empresa). “Eu comecei vendendo computadores, depois tive uma escola de informática, em seguida passei a trabalhar com softwares, pois enxerguei na área de TI (Tecnologia da Informação) uma oportunidade de crescer profissionalmente”, comenta Lecivânia. A empreendedora que atua há mais de 15 anos no setor, foi responsável por implantar projetos em grandes grupos, como Hospital São Camilo, Hospital do Câncer e na rede Unimed. 

Para a especialista da S2R Assessoria Empresarial, Sônia Sacramento, a participação feminina em áreas que antes não tinham tanto interesse representa uma quebra de paradigma fundamental para o crescimento do setor. “A mulher tem uma visão mais flexível e consegue gerenciar problemas com mais facilidade, e quando esse trabalho é feito em conjunto com o homem, que também tem características bem peculiares, ambos conseguem aumentar a produtividade e gerar excelentes resultados para a empresa”, comenta.



Candice Pascoal torna-se a primeira empreendedora na lista dos livros mais vendidos

Da Redação

O mercado editorial brasileiro é um setor que, historicamente, sempre apresentou números tímidos. No entanto, os recentes lançamentos têm ajudado a melhorar estas estatísticas. O Painel de Vendas de Livros do Brasil, estudo divulgado no começo do mês pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e pela Nielsen, indica uma retomada das vendas de 14 de agosto a 10 de setembro. Foi um crescimento de quase 15% em relação ao mesmo período de 2016 nas vendas e, de 10,73%, no faturamento. No acumulado do ano, 2017 apresenta um incremento de 6,65% no volume de vendas e, de 6,25%, em faturamento. 

Um dos responsáveis por este aumento nas vendas é o "Seu Sonho Tem Futuro", livro escrito pela fundadora e CEO da Kickante - maior plataforma de crowdfunding do País -, Candice Pascoal. Ela acaba de se tornar a primeira empreendedora mulher com um livro a entrar na lista de mais vendidos no país. No mês de outubro, a obra, que mostra como tirar projetos do papel, lidera o ranking de livros mais vendidos na categoria de negócios.

Candice é a criadora do Kickante | Foto: Divulgação 

"É uma honra para mim figurar no topo da lista de best-sellers. Atingir este resultado tão rapidamente mostra que os brasileiros estão à procura de inovar, evoluir, mudar de vida. Nosso povo é criativo, bota a mão na massa, sim, mas tem pouco acesso à informação prática e democrática sobre empreendedorismo. Quero trazer conteúdo sem elitismo e sem o culto ao Vale do Silício ou a palavras ‘marketeiras’, embaladas para presente. Empreender e ter o poder de tirar sonhos do papel são atos democráticos. Este livro vem responder a estas questões", comenta. 

Em um cenário de altas taxas de desemprego no Brasil – mais de 13 milhões de pessoas, segundo o IBGE - "Seu sonho tem futuro" responde a dúvidas comuns entre as pessoas que estão desempregadas ou mal-empregadas (exercendo uma atividade que não as motiva). Além disso, Candice recupera valiosas informações oriundas da experiência de profissionais de alto escalão no Brasil, que também deram suas contribuições ao livro. 

A autora quebra paradigmas e mitos sobre o mundo do empreendedorismo e ainda apresenta conceitos inovadores, mostrando o caminho para que as pessoas consigam abrir um empreendimento e torná-lo bem-sucedido. O diferencial destas orientações é que elas não são baseadas apenas em crenças e sim na própria trajetória de Candice. Para motivar o brasileiro a pensar sobre seus sonhos, a autora ainda oferece um prêmio de R$ 35 mil reais para um leitor que compartilhá-los, até dezembro, nas redes sociais usando a hashtag #SeuSonhoTemFuturo. As regras para participação estão na primeira página do livro. 

Além de escritora best-seller, Candice é a fundadora a Kickante, plataforma que já arrecadou R$ 57 milhões de reais para mais de 72 mil projetos no Brasil em apenas 4 anos e trouxe inovações que transformaram o mercado do financiamento coletivo brasileiro, como: campanhas flexíveis, lançamento de campanha sem curadoria, doações parceladas no cartão, campanhas sem vídeo ou sem recompensa, crowdfunding para grandes organizações, primeira doação por conta da casa, captação de terceiros, entre outras. Vencedora do prestigiado Cartier Women's Initiative Awards 2017, Candice elevou a Kickante, em pouco tempo, ao rol de empresas mais bem sucedidas da América Latina. Recentemente, a plataforma foi premiada no Fintech Awards Latam 2017, que elenca as melhores startups do setor financeiro da América Latina.



Grupo busca startups para investir

Da Redação

A empresa nacional de venture capital Bossa Nova Investimentos (BNI), maior investidora de startups da América Latina, procura por novos negócios para investir. 

Nos últimos 12 meses R$ 19,5 milhões foram injetados em 110 startups.  “Estimamos investir em ao menos 50 novas startups até o final do ano”, declara Pierre Schurmann, sócio da Bossa Nova.

Schurmann (esquerda) e Kleper são sócios da BNI | Foto: Divulgação 

A BNI estará com estande no CASE, evento que acontece 26 e 27 de outubro de 2017, e é o maior do setor na América Latina. “Na ocasião teremos várias ações conjuntas acontecendo, desde a audição de pitches de startups, para possível investimento, até espaços para que as startups de nosso portfólio possam divulgar seus negócios para o público do evento”, revela Pierre.

“A novidade fica por conta do lançamento da Rede Bossa, que reunirá todas as startups investidas pela BNI, uma forma de capitalizar e aproveitar a sinergia do grupo”, explica João Kepler, sócio da BNI.

No portal lançado junto com a Rede Bossa, estarão informações com todos os atrativos e benefícios para os que fazem parte da network. São descontos, gratuidades, eventos de conteúdo, eventos de integração e um aplicativo com cardápio completo das startups que poderão compartilhar os mais variados tipos de informação, aos quais os investidores e o publico em geral também terão acesso. 

As metas da Bossa Nova são ousadas. Até 2020, os sócios João Kepler e Pierre Schurmann pretendem investir em mais de mil startups. De acordo com Schurmann, a Bossa Nova atua em duas frentes. Além de apoiar aceleradoras, a empresa também investe em fundos de investimento.

As estratégias vêm dando resultado. Em pouco mais de dois anos de atuação, a Bossa Nova investe hoje em 170 startups do Brasil e Estados Unidos, com valuation total dessas empresas estimado em mais de 3 bilhões de reais e retorno médio anual (IRR) de 43%. 

Centro de inovação abre inscrições para curso sobre Data Science

Da Redação

Todos os dias estima-se que 2,5 quintilhões de bytes de informação são gerados no mundo digital. E este número só tende a crescer com a popularidade das redes sociais e o advento de novas tecnologias, sobretudo os smartphones, wearables e objetos conectados. É importante observar que de todos os dados gerados até hoje, 90% foram computados somente nos últimos dois anos. O Fórum Econômico Mundial já aponta “dados” como o ativo mais valioso da economia moderna. Diante deste cenário, o CESAR, um dos maiores centros de inovação do Brasil, abre inscrições para um curso de extensão em Data Science, que tem como objetivo desenvolver as habilidades necessárias para que profissionais possam extrair valores dos dados, além de insights que impactem em seus resultados. 

“A tecnologia avança de forma rápida e os dados gerados por ela também. É uma nova moeda, o novo petróleo”, explica Victor Nogales, Gerente de Negócios do CESAR. “E o Data Science é o mecanismo para criar valor a partir dela”, completa. Não é à toa que empresas como a Alphabet (mãe da Google), Amazon, Apple, Facebook e Microsoft, cujos modelos de negócios estão baseados na captura e análise de informação, estão entre as organizações listadas como as mais valiosas no mundo.

“A proposta do curso é fazer com que os participantes conheçam os aspectos relevantes do Data Science e do BigData para que, ao final, estejam aptos para analisarem grandes massa de dados e extraírem informação valiosa”, continua Nogales. “Estamos sendo constantemente procurados por empresas locais e nacionais em busca de profissionais qualificados nas tecnologias do Data Science”, esclarece.

O público-alvo da capacitação é formado por pessoas com interesse em coleta, armazenamento e processamento de dados de larga escala - entre eles engenheiros de software, arquitetos de soluções e analistas de infraestrutura de dados. Para participar não é exigida graduação, apenas experiência na área.

Vivenciando problemas reais

Outro diferencial do curso de Data Science do CESAR é a parceria com a empresa In Loco Media, que desenvolveu uma solução inédita para localização em ambientes fechados. A partir desta tecnologia, se pode determinar a intenção do consumidor, os locais que visitou e oferecer publicidade de forma mais assertiva.

“A tecnologia de geolocalização desenvolvida pela In Loco Media gera um volume gigante de dados sobre o comportamento humano. A partir desses terabytes de informação, os alunos do curso de Data Science poderão colocar a mão na massa e cultivar uma percepção mais aprofundada sobre o universo da análise e extração de dados”, conclui Alan Gomes, VP de Engenharia da In Loco Media.

É o time diversificado e multidisciplinar surgido desta parceria que, em conjunto, vai ministrar o curso e levar problemas reais de ambas as organizações – CESAR e In Loco – para dentro da sala de aula. “Vamos trabalhar na formação deste profissional baseado em problemas. O Data Science hoje é crucial para o sucesso de um negócio e precisamos especializar profissionais para este mercado em extrema ascensão”, finaliza Nogales.

Atualmente, o CESAR é o único centro de pesquisa no país com mestrados profissionais em Design e Engenharia de Software – este último considerado o melhor do país na categoria Ciência da Computação de acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Além disso a instituição possui cursos presenciais e online na área de TIC, e a partir de 2018 também oferecerá dois cursos de graduação, sempre seguindo a metodologia Problem Based Learning.



terça-feira, 17 de outubro de 2017

O fim da corrupção na construção civil

Por Nelson Acar - Sócio da Dex Advisors

A indústria da Construção Civil está passando por um surto inovativo, tanto para o mercado de edificações quanto para o setor de infraestrutura. Na esfera privada e na área pública, o uso do BIM (Building Information Modeling) tira a construção civil do século XX em direção ao século XXI. Isso vale do projeto inicial do empreendimento construído até o fim do seu ciclo de vida com sua demolição ou “retrofit” planejado.


Chegou a hora de fomentar novos processos de gestão e planejamento na área e tirar o Brasil de um atraso tecnológico causado por 13 anos de cegueira ideológica e um apetite desenfreado por corrupção das maiores empreiteiras do País, já que o cenário brasileiro vislumbra uma nova onda de investimentos, com o anúncio de que o Banco do Brasil deve liberar até R$ 50 bi para 18 projetos de infraestrutura. O setor poderá ser o principal indutor de uma retomada mais sólida do crescimento econômico.

O BIM – Building Information Modeling (Modelagem da Informação da Construção) é um conjunto de processos e softwares, que atendem a diversas disciplinas que conversam entre si desde a fase inicial de planejamento da obra passando por sua construção até a suas fases de operação e manutenção. É uma ferramenta de gestão e, em empreendimentos de maior monta, o BIM permite até o projeto de sua demolição desde a sua concepção.

Nos países do G20, a tecnologia será obrigatória em obras públicas ou financiadas com recursos públicos, o que já ocorre na Inglaterra. Nos Estados Unidos, o sistema é obrigatório em prédios públicos federais e em obras financiadas com dinheiro público, assim como em países como Noruega, Finlândia, Dinamarca, Suécia, Japão, Escócia, Chile, Japão e Austrália, que se preparam para implantar legislações semelhantes até o fim de 2018, e é aplicada de uma forma exemplar em Singapura, no sudeste asiático, que se tornou o padrão mundial de excelência no seu uso como política pública.

Já existem também iniciativas importantes no Brasil, mas infelizmente somente um número muito reduzido de construtoras e escritórios de arquitetura o utilizam em todo o seu potencial. Apesar de haver soluções em BIM há mais de uma década, somente agora algumas prefeituras mais arejadas e inovadoras tomam iniciativas para implantar e exigir esta importante transformação digital em suas administrações.

Seu uso gera impactos com reduções drásticas nos custos e tempos de construção, nas despesas de operação e manutenção, no aumento da sustentabilidade ambiental, na redução de detritos, na eficiência no consumo e geração energética, na redução do nível de retrabalhos e patologias construtivas, redução de inadimplência dos mutuários no caso de habitações de cunho social e, principalmente, na diminuição drástica das oportunidades de corrupção.

O modelo interfere em todas as disciplinas, por toda a vida da construção e é coordenado e consistente. Todos os profissionais, desde o arquiteto, engenheiro, paisagista, projetista, até aquele que fará a manutenção, inclusive o que for demolir depois, se isso ocorrer, estão dentro do sistema, operando simultaneamente. Por exemplo, se houve a necessidade de mudar uma porta de lugar, a parede também muda.

O BIM para a construção civil equivale ao que a revolução da Toyota foi para a indústria automobilística. A construção civil no mundo está começando a entrar no século XXI. No Brasil estamos lutando ainda para sair do XIX.


Microempreendedores recebem R$ 1 milhão em São Paulo

O Programa Juro Zero Empreendedor, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo em parceria com o Sebrae-SP, já financiou mais de R$ 1 milhão para a ampliação e modernização de negócios de microempreendedores individuais (MEIs) paulistas. O levantamento foi realizado pela Desenvolve SP, instituição financeira operadora do programa. Em operação há apenas três meses, o programa financia a JURO ZERO recursos para a compra de diversos itens, como máquinas e equipamentos, materiais de construção, veículos utilitários, softwares, hardwares, ferramentas e também para capital de giro.

Além do juro ZERO, equalizado pelo governo paulista para prestações mantidas em dia, os MEIs contam ainda com prazo de até 36 meses (3 anos), incluindo até seis meses de carência para começar a pagar o financiamento. Para participar, o microempreendedor não pode ter restrições cadastrais no CPF e CNPJ e deve concluir o curso de capacitação SuperMei, do Sebrae-SP, além de ter o plano de negócios aprovado pela entidade.

“Com a capacitação do Sebrae e as condições de financiamento especiais da Desenvolve SP, estamos incentivando o microempreendedor a investir no seu negócio de forma planejada e eficiente, criando um ambiente mais competitivo que permita a geração de renda e movimente a economia paulista”, diz Milton Luiz de Melo Santos, presidente da Desenvolve SP.

Com limite de crédito entre R$ 1 mil e R$ 20 mil por beneficiário, o Programa atendeu até o momento 75 microempreendedores das regiões de Araçatuba, Assis, Bauru, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Campinas, Vale do Paraíba e da Região Metropolitana de São Paulo. “São negócios ligados a importantes segmentos, como o de alimentos, vestuário, moveleiro, plástico, metal mecânico, coureiro calçadista, construção civil, entre outros”, diz Santos.

Empreendedores
O empreendedor Márcio Batista, proprietário da sorveteria Sabores do Mundo, em Elias Fausto, foi um dos primeiros beneficiados pelo Programa Juro Zero Empreendedor. Após realizar o curso sobre técnicas de venda do SuperMei e ter seu plano de negócios aprovado pelo Sebrae-SP, ele obteve o financiamento por meio da Desenvolve SP para investir na compra de duas máquinas. “A fabricação dos nossos sorvetes são artesanais, um processo que leva muito tempo. Agora, minha esposa e eu vamos realizar dois sonhos de uma só vez, que é ampliar nossa produção de sorvetes de massa e passar a fabricar picolés com a mesma qualidade”, diz.

Já para Giovanna Constantino, proprietária da loja Realeza Calçados, em Marília, o Programa veio em boa hora e vai ajudar a repor estoques e dar fôlego ao negócio. “Já fiz alguns cursos do Sebrae, como técnica de vendas, gestão financeiras e fluxo de caixa. Como tenho sempre contato com eles, recebi um e-mail sobre o Programa Juro Zero e decidi participar. Estamos passando por um momento difícil, com poucas vendas, atividade baixa, mas precisamos fazer alguma coisa, como renovar a coleção para atrair os clientes. Se a gente não inovar e oferecer peças novas o cliente não vem mesmo”, diz.

Serviço
O Programa Juro Zero Empreendedor é uma parceria entre o Governo do Estado de São Paulo e o Sebrae-SP para oferecer crédito com juro zero para os microempreendedores individuais (MEI) paulistas que concluíram o programa Super MEI, do Sebrae-SP, e não possuem restrições cadastrais no CNPJ e no CPF.

Público do programa: Microempreendedores individuais (MEI) paulistas, independentemente do seu prazo de formalização, que não tenham restrições cadastrais, capacitados pelo programa Super MEI, do Sebrae-SP.

Plano de Negócios: O Microempreendedor Individual deverá elaborar o Plano de Negócios indicando os itens a serem financiados, inclusive a destinação do capital de giro, com o apoio do SEBRAE-SP.

Como solicitar: Após a conclusão do programa Super MEI e a aprovação do Plano de Negócios pelo Sebrae-SP, o MEI deverá preencher o pedido de financiamento no Internet Banking exclusivo da Desenvolve SP. (www.desenvolvesp.com.br).


Como as novas tecnologias têm fortalecido as comunidades

Por Liliane Rocha - diretora executiva da Gestão Kairós – consultoria especializada em Sustentabilidade e Diversidade


Ao longo dos últimos 13 aos tenho acompanhado e até contribuído para melhorar a relação entre empresas e comunidades em todo o Brasil, e em alguns países da América Latina, sempre com foco na promoção do Desenvolvimento Local. Certamente um desafio de vida e um legado tanto para mim, como para os profissionais que dentro das empresas a cada dia encaram a árdua tarefa de fortalecer o entendimento entre acionistas e líderes locais.

Aqueles profissionais que tomam para si a difícil tarefa de equacionar metas de curto prazo e desenvolvimento de longo prazo, avanços econômicos e preservação ambiental, individualidade e coletividade. A novidade neste processo fica por conta da mudança que as novas tecnologias têm gerado na balança de poder entre comunidades e empresas.

Se há algum tempo líderes comunitários dependiam de órgãos legais que por vezes teriam um processo burocrático e longo para realizar processos de cobrança e busca por melhorias ou de grandes veículos de comunicação para dar voz às suas angústias, hoje em dia qualquer pessoa em qualquer comunidade poderá, caso tente falar com a empresa e não seja atendido, ou sinta que não tenha a sua demanda solucionada, fazer um post nas mais diversas redes e ver seu questionamento correndo para além da comunidade, a cidade, o estado, o país e até o mundo.

E mais, a pessoa pode até não ter outros colegas que apoiem a sua iniciativa na comunidade, mas certamente, terá alguém que em qualquer lugar do mundo apoia a sua iniciativa e ponto de vista.

Neste sentido o próprio conceito de comunidade do entorno tem mudado. Se antes, era aquele conjunto de bairros, ou mesmo todo um município em regiões próximas às fábricas. Hoje comunidade é qualquer um que se sinta pertencente a rede de relações da empresa, que tenha interesse em suas atividades, que passe, ainda que durante um breve deslocamento, próximo a empresa. Ou veja a empresa passar, ainda que também em um breve deslocamento, com caminhões e afins, próximos a regiões do seu interesse.

Além disso, o próprio conceito de licenças legais sofre uma mudança. Se antes o que importava eram as licenças prévias, de instalação e operação, todas concedidas pelo poder público, hoje a licença social para operar, aquela expressa pelo aceite e apoio da comunidade a atuação da empresa também é fundamental. E embora não esteja escrita em nenhum papel, se torna fundamental.

Por outro lado, as empresas que são mais antenadas e atuantes, têm cada vez mais, aproveitado as novas tecnologias para estreitar seu contato e diálogo com todas e quaisquer pessoas interessadas em suas atuações. São canais de telefonia direta, grupos de Whatsapp, grupos no Facebook, eventos interativos, políticas de portas abertas, visitas às unidades, convites a parentes e familiares em datas comemorativas, participação em fóruns locais e até mesmo liderança e constituição de fóruns de diálogos.

Até os presidentes de empresas, antes figuras que transmitiam uma mensagem de que serem pessoas um tanto quanto inatingíveis, têm estado cada vez mais próximos, participantes e acessíveis pelas redes sociais. Ou seja, para empresas e comunidades que estão sabendo aproveitar as novas tecnologias, estas têm sido um ponto de alavanca importante para as relações e o progresso das comunidades, mas principalmente para as empresas que podem reduzir a distância com seus públicos de interesse e reforçar assim a transparência priorizando estratégias de negócios que só obterão resultado se forem realizadas com o aval e em parceria com as comunidades locais.