terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Micro e pequenas empresas do ABC faturam mais de R$ 50 bilhões

A queda no faturamento das micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo registrou uma desaceleração no mês de novembro de 2016, segundo a pesquisa Indicadores Sebrae-SP divulgada nesta terça-feira (17). O faturamento real das MPEs apresentou redução de 2,9% em relação a novembro de 2015, descontada a inflação. Embora essa seja a 23ª queda consecutiva, a taxa de retração é a menor registrada nos últimos doze meses. No total, essas empresas faturaram R$ 50,8 bilhões em novembro de 2016.

Por setores, a maior queda foi registrada na Indústria: -5,5% em relação a novembro de 2015. Na sequência, as perdas foram: Comércio (-3,2%) e Serviços (-1,9%). No acumulado do ano, a diminuição no faturamento real das MPEs é de 11,3%. Por outro lado, as receitas de novembro em relação a outubro cresceram 2% – com destaque para a Indústria, que teve acréscimo de 5,3% de um mês para o outro.

Para o presidente do Sebrae-SP, Paulo Skaf, a atividade econômica tem perspectivas mais positivas para 2017. “O empresário está voltando a respirar. Houve um impulso importante com a produção voltada para o Natal, que refletiu positivamente na atividade industrial. Esperamos agora que, inclusive com os incentivos aos pequenos negócios, nós consigamos virar o jogo em relação a essa sequência de quase dois anos de queda de faturamento”, diz Skaf. 

Em relação aos números por região, mais uma vez as empresas de micro e pequeno porte do Grande ABC foram as que mais sofreram, com perda de faturamento no período: diminuição de 17,8%. Isso se deve, principalmente, ao perfil dos negócios instalados nos municípios daquela região, em grande parte ligados à indústria automotiva. A Capital registrou queda de 3,4% na receita das MPEs, enquanto municípios da Região Metropolitana de São Paulo tiveram retração de 1,2%. No interior, a queda foi de 4,6%.

O diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, avalia que a inflação e o aumento no número de desempregados nos últimos dois anos tiveram um impacto negativo no consumo interno, o que reflete nos pequenos negócios.  “Por outro lado, o aumento da confiança dos empresários mostra que eles já sentem sinais positivos. Vai sair na frente quem está preparado para essa retomada”, afirma Caetano. 

O índice de donos de micro e pequenas empresas que acreditam em uma melhora do faturamento da empresa nos próximos seis meses, registrado no mês de dezembro, é de 33%. Em dezembro de 2015, esse porcentual era de 20%. No mesmo período, a fatia de entrevistados que espera melhora para a economia brasileira como um todo passou de 15% para 26% – metade dos empresários pesquisados acredita em estabilidade do cenário.



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